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A igreja é a coluna e firmeza da verdade

No seu eterno propósito, Deus também determi­nou que a igreja fosse "a coluna e firmeza da verda­de" (1 Tm 3.15).

1. Toda a obra de Deus está fundamentada sobre a verdade

Deus é a verdade (Jr 10.10), Jesus Cristo é a verdade (Jo 14.6) e o Espírito Santo é o Espírito da verdade (Jo 16.13), que nos guiará em toda a verdade.

Jesus entregou aos seus discípulos as palavras da verdade (Jo 17.8) e eles, como ministros da Palavra (Lc 1.2), a entregaram da mesma forma como a haviam recebido (1 Co 11.23). Assim, foi pregado por todo o mundo o Evangelho da verdade (Cl 1.5).

2. A verdade de Deus é absoluta

Assim como Deus é eterno (Is 40.28; SI 45.6), a sua Palavra também é eterna (Mt 24.35). A Palavra de Deus não pode sofrer nenhuma modificação ou alteração por parte de quem quer que seja (Mt 5.18,19; Ap 22.18,19). Ela é o padrão de Deus para todos os membros da Igreja.

Existem padrões para todas as medidas: compri­mento, peso, tempo etc. Isso é um fato mundialmente reconhecido. No planetário de Greenwich, na Ingla­terra, há um relógio que indica o tempo para todo o globo e que é padrão para todo o mundo. Da mesma maneira, há em uma universidade da Europa uma medida padrão e um peso padrão. De todo o mundo chegam ali pesos e medidas para serem aferidos pelo peso e medida padrões ali existentes. Esses pesos e medidas, ao receberem a aferição, ficam sendo tam­bém considerados padrões.

Assim como aqueles pesos e medidas, a Palavra de Deus é o padrão da verdade. A "ciência" deste mundo tem procurado por todos os meios provar que a Bíblia não é a verdade, mas seus esforços têm sido em vão, pois a Bíblia está firmada como uma rocha bem alta no meio de um mar turbulento. Quando as ondas do ateísmo, do modernismo e do gnosticismo se lançam contra ela, se quebram e se desfazem, por­que ela é a rocha que tem permanecido inabalável pelos séculos dos séculos.


3. Muitos, porém, fraudam pesos e medidas

Assim como existem fraudes com pesos e medidas, da mesma forma alguns procuram mudar a Palavra de Deus. A Bíblia, que condena "a balança enganosa" (Pv 11.1; Mq 6.11), combate com veemência os que se desviam da verdade (2 Tm 2.16-18; 4.3,4; Tt 1.11-16).

Existem doutrinas falsas que procuram desmora­lizar a verdade de Deus e têm por finalidade desviar os homens da fé (1 Tm 6.20-21; 1.4,6,7), rejeitando a dominação e vituperando as autoridades (Jd 8).

Existem também doutrinas carnais que defendem ampla liberdade para a carne e a concupiscência (1 Tm 6.9; Tt 2 12; 2 Tm 4.3,4; Jr 23.16,17; Mq 2.11).


4. Deus colocou a sua Igreja como a coluna e firmeza da verdade

Deus não entregou a defesa e a pregação dessa alta responsabilidade à política ou à cultura, nem tampouco à sociedade, mas escolheu para essa nobre missão a sua igreja. A igreja precisa, em primeiro lugar, manter atitude firme e não ceder diante dos ataques contra a sã doutrina.

Devemos em tudo praticar a verdade, seja em palavras seja em ações (1 Co 4.6; 2 Co 1.19). Devemos andar na verdade (2 Jo 4). Devemos, a tem­po e fora de tempo, ser defensores do Evangelho, as­sim como o apóstolo Paulo e outros o foram (Fp 1.16; At 24.5). Ninguém possui em si qualidades na­turais pelas quais possa ser uma coluna da verdade. Nada neste mundo, seja dinheiro, posição social, polí­tica ou cultura pode fazer de um homem, ou de uma igreja, coluna.

Os fariseus, no tempo de Jesus, possuí­am tudo isso, porém Jesus disse a respeito deles: "Di­zem e não praticam" (Mt 23.3). São os vencedores que se tornam colunas. Jesus disse: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus" (Ap 3.12). Tra­ta-se aqui da vitória sobre a carne, o mundo e o diabo. É Deus quem nos faz coluna e que nos fortifica pelo seu Espírito (SI 75.3), pela força do seu poder (Ef 6.10). Assim podemos "ficar firmes" (Ef 6.13).

Ø A promessa de Jesus está de pé: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guarda­rei" (Ap 3.10).

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Brasil: maior Movimento Pentecostal do Mundo

No início do século 20, apesar da presença marcante de imigrantes europeus de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais dos Estados Unidos, nosso país era ainda quase que totalmente católico romano. Foi só com o advento do Movimento Pentecostal que aconteceu uma explosão de crescimento do Evangelho no Brasil. O avanço da evangelização do nosso país se deve, sem dúvida, ao pentecostalismo, e especialmente a sua vertente mais tradicional, a Assembleia de Deus.


A origem das Assembleias de Deus no Brasil está intimamente ligada ao reavivamento espiritual que varreu o mundo no início do século 20, encetado na América do Norte, e que teve como seu maior expoente o Avivamento da Rua Azusa.

Azusa e o Evangelho no Brasil


Quando os missionários Gunnar Adolf Vingren e Daniel Hõgberg fundaram a primeira igreja Pentecostal no Brasil em 18 de junho de 1911, denominaram-na Missão da Fé Apostólica. A escolha do nome foi inspirada no Avivamento de Azusa, sob a liderança do pastor afro-americano William J. Seymour.


🎯 O nome do jornal de Azusa era Apostolic Faith (Fé Apostólica), que acabou dando nome àquela abençoada igreja de Los Angeles, que passou a se chamar Missão da Fé Apostólica. A igreja, bem como seu periódico, muito conhecidos por Vingren e Berg, eram tão populares por pregar a restauração para os nossos dias da manifestação do Espírito conforme os tempos apostólicos, que quando Bennet Freeman Lawrence escreveu a primeira história do Movimento Pentecostal em 1916, não pensou duas vezes em dar à sua obra o nome de The Apostolic Faith Restored.


O avivamento na Rua Azusa era famoso em todo o mundo. Não era à toa que os jornais seculares da época chamavam aquele lugar de “O endereço mundial do Movimento Pentecostal”. Apesar de terem sido incendiados pela chama pentecostal em Chicago, foi em Azusa que Berg e Vingren naturalmente se inspiraram ao escolherem o nome da igreja que fundavam no Brasil.


Entretanto, sete anos depois, Gunnar Vingren e Daniel Berg, agora acompanhados dos missionários Otto Nelson e Samuel Nystrõm, acharam por bem mudar o nome da igreja de Missão da Fé Apostólica para Assembleia de Deus. Por que essa mudança? A inspiração também veio dos Estados Unidos.


Quando o Movimento Pentecostal se espalhou pelos Estados Unidos, a primeira reação das igrejas evangélicas tradicionais, assustadas com aquilo que lhes era novo, foi excluir os crentes que abraçavam a mensagem pentecostal. Foi assim que, de 1901 a 1914, surgiram em profusão, em todos os cantos dos EUA, denominações pentecostais com os nomes mais variados. Porém, em 1914, os líderes dessas jovens e fervorosas igrejas resolveram unir-se. Foi assim que, em 2 de abril daquele ano, em um ato histórico, a maioria esmagadora das denominações pentecostais norte-americanas se fundiu fundando uma única igreja, denominada Assembleia de Deus. Esse encontro, realizado de 2 a 12 de abril, reuniu cerca de 300 ministros pentecostais e delegados de todos os EUA, e foi conhecido como o primeiro Concílio Geral das Assembleias de Deus.


A primeira resolução do Concílio Geral, proferida pelo seu líder, o ex-pastor batista do Texas, E. N. Bell (que foi presidente do Concílio até 1925, quando faleceu), objetivava deixar clara a posição dos pentecostais em relação à ortodoxia bíblica: “Essas Assembleias opõem-se a toda Alta Crítica radical da Bíblia, a todo o modernismo, a toda a incredulidade na igreja e à filiação a ela de pessoas não-salvas, cheias de pecado e de mundanismo; e acreditam em todas as verdades bíblicas genuínas sustentadas por todas as igrejas verdadeiramente evangélicas”.

Quando os missionários suecos no Brasil souberam do ocorrido, acharam por bem admitir o mesmo nome para a igreja pentecostal brasileira, como uma demonstração de sintonia com os irmãos pentecostais norte-americanos, já que, oficialmente, o Movimento Pentecostal nascera nos Estados Unidos, espalhando-se rapidamente por todo o mundo.


🕛 Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade, do Batismo no Espírito Santo como uma bênção subsequente à Salvação e da atualidade dos dons espirituais.

 

Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.


Hoje, estima-se que os evangélicos no Brasil sejam quase 20% da população brasileira, mais de 30 milhões de pessoas, sendo praticamente metade deles assembleianos. Isso faz da Assembleia de Deus no Brasil o maior Movimento Pentecostal do mundo.


Principais ondas do pentecostalismo


Desde a chegada do Movimento Pentecostal no Brasil, três ondas já se passaram. A Primeira Onda foi de 1910 a 1950, quando a Assembleia de Deus e a Congregação Crista do Brasil (CCB) eram as únicas igrejas de caráter pentecostal no país. Esta última, porém, anos depois de sua fundação, passou a manifestar crenças que fazem com que hoje muitos evangélicos não a considerem evangélica, mas, sim, uma seita.


Antes de apresentar essas peculiaridades, Gunnar Vingren foi amigo de Luigi Francescon, fundador da CCB. Antes de vir ao Brasil, Francescon pertencia à comunidade italiana em Los Angeles, tendo recebido o batismo no Espírito Santo em um trabalho fruto do Avivamento de Azusa.


A Segunda Onda foi de 1950 a 1975 e foi marcada pelas cruzadas de evangelismo e cura divina. A inspiração veio dos EUA. Ali, nesse período, grandes nomes surgiram com ministérios de cura divina, tais como William Branham, que começou bem-sucedido ministério em 1946, mas terminou mal, pois começou a ensinar heresias em meados dos anos 50. Faleceu em 1965. Hoje existe uma seita em torno de seu nome - Tabernáculo da Fé. Outros nomes foram os então pastores assembleianos T. L. Osbom e Oral Roberts. Ambos começaram seus ministérios em 1947. Kathleen Kulman foi outro grande nome. Em 1949, o pastor batista Billy Graham começa suas famosas cruzadas, mas nelas não há orações por cura divina.


No Brasil, influenciados por esses movimentos, nasceram movimentos evangelísticos itinerantes, que se tornaram igrejas.

 🎯 O primeiro foi a Cruzada Nacional de Evangelização (1950), que se tornou Igreja do Evangelho Quadrangular, denominação que já existia nos EUA.

🎯 Depois surgiram o Brasil para Cristo, fundado em 1955 pelo ex-diácono assembleiano Manoel de Melo;

🎯 a Igreja de Nova Vida, fundada no Rio de Janeiro por um descendente de pioneiros do Avivamento de Azusa;

🎯 a Igreja Deus é Amor, fundada pelo ex-assembleiano Davi Miranda;

🎯 e Casa da Bênção (1964) e

🎯 Sinais e Prodígios (1970). Todos esses movimentos começaram como cruzadas de cura divina e exorcismo.


As primeiras grandes cruzadas evangelísticas

Nessa época, também surgem as primeiras grandes cruzadas evangelísticas nas Assembleias de Deus e o movimento de renovação nas igrejas tradicionais: Convenção Batista Nacional (1965), com Enéas Tognini, e Igreja Presbiteriana Renovada (1975). Até o Movimento Católico Carismático surge nessa época (1967).


A Terceira Onda, o neopentecostalismo


A Terceira Onda, que também é chamada de neopentecostalismo, começou no final dos anos 70 e perdura até hoje, influenciando muitas igrejas. Seus grandes expoentes são as comunidades evangélicas e as igrejas Universal do Reino de Deus (1977), saída da Igreja de Nova Vida; Igreja Internacional da Graça (1980), dissidente da Universal; e Igreja Renascer em Cristo (1986). Além destas, há dezenas de outras, surgidas nos anos 90 e início deste século.


Fonte: Jornal Mensageiro da paz, junho de 2006 | Divulgação: www.cristaoalerta.com.br


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O Pentecostes e a Igreja de Jesus

Nenhum tratado sobre o Dia de Pentecostes é completo, a menos que estude em sua totalidade as origens desse fenômeno do Novo Testamento. O Espírito Santo é mais do que apenas a terceira Pessoa da Trindade. Seu lugar singular no crescimento e desenvolvimento da Igreja vai além da relação doutrinal que existe na Trindade. O Espírito foi enviado pelo Pai, é obtido do Pai por meio do Filho e derramado pelo Filho (At 2.33).


O Espírito que se movia sobre a face das águas se moveu com tal poder e convicção no Dia de Pentecostes que os homens se compungiram de coração e clamaram perguntando: “Que faremos?”, At 2.37. Homens e mulheres foram cheios do Espírito (At 2.4), que estará para sempre com o crente e foi chamado por Jesus de o Consolador (Jo 14.16-17). O termo dá a ideia de professor, guia fiel.

A Palavra do Senhor é clara quanto ao ministério do Espírito. É Ele que glorifica Jesus (Jo 16.14) e convence os homens dos seus pecados (Jo 16.8). Ele devia dar poder aos homens para serem testemunhas, ou mesmo mártires (At 1.8). Os crentes seriam santificados pelo Espírito (l Pd 1.2). A Palavra de Deus devia ser entregue por meio de homens santos, inspirados pelo Espírito Santo (2 Pd 1.21). O Espírito é quem afirma a nossa relação com Deus como seus filhos (Rm 8.16).

 

Ao considerar o tremendo e extenso ministério do Espírito Santo, não é difícil entender a declaração de Jesus: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a voz, mas se eu for, enviá-lo-ei”, Jo 16.7. Durante todo o tempo em que Jesus esteve com seus discípulos, o Espírito Santo não estava neles. Até o momento em que isso aconteceu, eles haviam sido apenas um pouco mais do que espectadores, mas se converteriam em participantes. Haviam sido- observadores, todavia se converteriam em líderes e testemunhas. Eles haviam acompanhado o Mestre e logo iriam em nome Dele. Eles haviam ouvido Jesus e breve deveriam proclamá-lo, por isso precisavam do poder do Espírito Santo.

 

Foi no Dia de Pentecostes que este potencial singular foi liberado sobre a vida dos 120 que estavam no Cenáculo e foram batizados no Espírito Santo. Converteram-se em plenipotenciários do Reino de Deus e do Rei. Deviam continuar o que Jesus começou. Logo, vemos o quanto é importante a bênção do pentecostes para a vida da Igreja.

 

Conscientes disso, urge fazermos uma pergunta que vem naturalmente à nossa mente após considerarmos a relevância do pentecostes para a vida da igreja: O que é pentecostes?

 

Pentecostes é mais do que o dia em que Deus derramou pela primeira vez o seu Espírito. É mais do que somente uma experiência da graça. É mais do que simplesmente o batismo no Espírito Santo.

 

🎯 Pentecostes é oração — Em João 14.16, Jesus disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. Jesus conhecia as necessidades mais profundas dos homens que o seguiam. Ele conhecia suas debilidades, seus temperamentos e seu fervor mal orientados. Ele os havia observado por cerca de três anos. Sabia exatamente do que necessitavam.

 

Em sua oração como sumo sacerdote, Jesus disse: “Eu rogo por eles”, Jo 17.9. Somente a imanente plenitude do Espírito poderia transformá-los e fazê-los dignos representantes de uma nova paixão, um novo Reino. Por isso Jesus orou, e seus discípulos deveriam orar.

 

A oração é quase sinônimo de presença do Espírito Santo. Paulo exortou aos Efésios a orar. “Orando em todo tempo com a toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos”, Ef 6.18. Da mesma forma, Judas encoraja seus ouvintes a que se edifiquem na fé: “Mas, vós, amados, edificando-vos á vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”, Jd 20.

 

Orar no Espírito é a mais alta ordem possível da oração. A preposição “no” indica local. O crente tem passado ao campo do Espírito, está rodeado pelo Espírito, está envolto no Espírito, tem passado ao reino do Espírito. Essa não é uma experiência de entrar ou sair; ligar ou desligar. Jesus fala claramente de permanecer Nele: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo que quiserdes, e vos será feito”, Jo 15.7. Muitas orações não são respondidas porque as pessoas não têm aprendido a permanecer no lugar santíssimo de Deus.

 

Em Romanos 8.26, Paulo acrescenta outra palavra que traz esclarecimento: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Que descoberta tão assombrosa e humilhante! Não sabemos orar como devemos. Nossa própria falta de espiritualidade nos angustia. Mas temos um Ajudador, alguém que sempre vem em nossa ajuda.

 

Ele dá expressão aos nossos suspiros, cria palavras a nossos gemidos e ora sua vontade através de nós.

 

🎯 Pentecostes é promessa — Quando estava com seus discípulos no Monte das Oliveiras, justamente antes da ascensão, Jesus, declarou: “E eis que sobre vós envio a promessa do meu Pai; ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos dê poder”, Lc 24.49. Mas antes Ele já havia dito: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”, Lc 11.13. O Pai havia prometido este enriquecimento. Além disso, Jesus cumpriria pessoalmente essa promessa. Seus discípulos poderiam confiar nisso.

 

O intrépido Batista, ao pregar para a multidão no Rio Jordão, disse: “Mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”, Lc 3.16.

 

🎯 Pentecostes é predição — Isaías, o grande profeta de Israel, profetizou acerca do Espírito Santo que viria: “Porque agora derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca, derramarei do meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”, Is 44.3. O profeta Zacarias assegurou a Israel que embora estivessem rodeados por destrutivas forças inimigas, Deus viria em sua ajuda: “E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e súplicas; e olharão para mim, a quem transpassaram”, Zc 12.10.

 

Apesar desse evento vir possivelmente depois da Era da Igreja, que termina com o Rapto da Igreja, no entanto, é uma das principais predições do derramamento do Espírito.

 

Joel agregou uma grande palavra em sua avivada profecia: “E há de ser depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos filhos mancebos terão visões”, J1 2.28. No grande derramamento do Dia de Pentecostes, Pedro sustentou e verificou os dramáticos eventos de fogo, vento e outras línguas, citando as palavras de Joel para a multidão maravilhada (At 2.16). “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”, anunciou categoricamente Pedro.

 

🎯 Pentecostes é poder — Uma das grandes promessas de Jesus foi: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra”, At 1.8. A palavra grega martyres, traduzida como “testemunhas', é usada de vez em quando no Novo Testamento para referir-se aos que têm invariavelmente testemunhado até à morte (At 22.20 e Ap 2.13; 17.6).


Para enfrentar a poderosa oposição como representantes de Jesus Cristo, os discípulos do Mestre necessitariam de uma abundante fortaleza interior. Para vencer suas próprias tentações da carne e controlar as fortes paixões humanas, necessitariam ser especial mente investidos do poder divino. Seria necessário que os débeis fossem fortes; os indecisos, valentes. Os néscios agora deveriam ser sábios; os tímidos, intrépidos. Os de ânimo dobre deveriam converter-se em pessoas de convicções fortes. Tudo isso o Espírito Santo lhes concederia.

 

Artigo: Pr. Paul E. Lowenberg


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A Proposta de Lutero para a Reforma

É bom entender que a Reforma foi, em todos os aspectos, dirigida pelo Espírito Santo. Isso podemos provar pela escolha do homem que será o protagonista principal desse acontecimento.

🎯 Matinho Lutero (1483-154.6)

Matinho Lutero (1483-154.6) era filho de um mineiro e tinha uma boa formação. Esse homem sofreu uma crise existencial, diversos acontecimentos, como a morte do seu grande amigo e por ter escapado de um raio, o que o levou a uma grande crise consigo mesmo. Ele procura encontrar a paz para a sua alma, razão pela qual começa lendo obras como a de Bernardo. Aplicou a si mesmo as pesadas regras de jejuns e orações, e logo foi buscar refúgio espiritual no Mosteiro Agostiniano, em 1520.

Lutero era um católico fiel, fazia tudo que a Igreja determinava, porém, a resposta que queria para a sua indagação, como encontrar um Deus gracioso? Continuava de modo pertinaz. Em crise consigo mesmo, com o seu coração, e sem encontrar resposta para sua pergunta, esse homem buscou ajuda nos seus superiores, nos sacramentos da Igreja, e entendia que tudo o que fazia tinha um fim em si mesmo; podemos dizer que esse homem estava como Paulo, em uma total crise existencial (Rm 7.4).


Nem os sacramentos, nem seus superiores, nem a Igreja puderam dar a Lutero a resposta que buscava: Como encontrar um Deus gracioso?


Na verdade, parece uma pergunta simples, mas veja, Lutero já era um sacerdote e teólogo desde 1512, mas por que então ele não pôde, com suas reflexões teológicas encontrar a resposta? Porque conteúdos de livros ou qualquer outro estudo não podem revelar profundamente as verdades divinas; destarte, as coisas espirituais só se discernem espiritualmente (1 Co 2.14).


Jesus chamou Pedro de bem-aventurado porque recebeu capacitação divina para dizer que Ele era O Cristo, note que essa revelação não partiu da mente do apóstolo Pedro, nem de seus argumentos lógicos, mas diretamente de Deus (Mt 16.17).


Em se tratando de Lutero, a compreensão que ele vai ter sobre a justificação vem diretamente do Espírito Santo. Não temos dúvidas de que essa crise que Lutero sofreu foi algo providencial de Deus, pois caso ele vivesse no comodismo, como outros do seu tempo viviam, jamais iria levantar-se contra um poder tão forte da época.


No que tange ao elemento espiritual, esse incômodo por querer saber sobre o Deus gracioso, levou Lutero a ir direito às páginas do Evangelho. Lecionando na Universidade de Wittenberg: Salmos, Gálatas, Romanos, Hebreus, o Espírito Santo conduziu esse homem à resposta tão desejada, pois foi nas lenitivas páginas dessas cartas que ele encontrou o Deus tão gracioso, mas não somente isso, também sobre a obra maravilhosa da salvação que mitigou toda a sua crise espiritual.

🎯 Lendo Romanos 1.17, logo Lutero pôde entender como é que Deus revela sua justiça, e que ela não era algo para ser temida. Lutero ficou maravilhado com esse assunto introduzido por Paulo, por isso o aplicou ao seu estudo e logo chegou à essência da questão: A justiça de Deus revelada no Evangelho é aquela justiça que Deus nos dá em Cristo.


Entendendo O que é realmente a justiça de Deus, e que a graça é a capacitação para se viver a vida cristã, então Lutero tomou-se realmente um convertido, um homem pronto para alçar a sua voz a favor da justiça presente no Evangelho. Sem que isso acontecesse em sua vida, Lutero seria não mais que um sacerdote apenas cheio de teorias, concepções, coadunando-se com o sistema da época, aderindo às confortáveis vantagens religiosas.


Somente homens espirituais, ou seja, transformados de fato pelo Evangelho é que podem se levantar contra aquilo que contraria o Evangelho de Cristo. Paulo agiu contra o judaísmo porque sabia que seu sistema era falido, mas se manifestou favorável ao Evangelho por saber que Ele era o poder de Deus para a salvação dos pecadores (Rm 1.6).


Lutero não era nenhum um líder desordeiro, ele não buscou uma reforma porque tivesse uma nova visão espiritual ou desgosto com a Igreja porque não conquistara alguma posição. Na verdade, a reforma que ele estava propondo é que todos se voltassem para o Evangelho, pois nele estava escrito que só a justiça que vem de Deus é que pode salvar (Rm 5.1).


Ao perceber o desvio do Evangelho, quando alguns estavam ensinando que uma alma deixaria de sofrer no purgatório caso comprasse uma indulgência, que era a remissão das penas ou o perdão, Lutero bateu de frente, pois sabia de fato o que estava por trás de tudo, não somente a busca pelo perdão, mas era um projeto que tinha como objetivo pagar a dívida do Arcebispo e financiar a construção da basílica de São Pedro, e para tal fim estavam usando meios comprometedores, contrariando o Evangelho de Jesus Cristo.


A revolta de Lutero contra a venda de indulgência era enérgica, pois ele não suportava ouvir João Tetzel, caminhando pelas ruas da Alemanha a dizer: “No momento em que uma moeda bater no fundo da caixa, a alma solta-se do purgatório”. Obviamente estava claro, para fins particulares, financeiros, a verdade do Evangelho tinha sido adulterada pela Igreja, pois Lutero entendia que o perdão dos pecados é somente através da justiça que vem de Cristo Jesus, a qual é de graça e pela fé (Ef 2.8.9).


A proposta de Lutero para a Reforma não partiu de uma decisão vinda do Papa, nem de orientações ou estudos dados por um Concílio. Antes, sua autoridade para iniciar uma reforma na igreja vem da Bíblia Sagrada, ela é superior à voz de quem quer que seja, pois a Igreja deve ser dirigida por Ela.

 

💡 O ponto central da reforma proposta por Lutero está no Evangelho, pois nele consta a mensagem de salvação que o pecador precisa: a justificação pela fé. Lutero desejava tão somente que a Igreja voltasse à doutrina certa, mas isso não aconteceu, pois de imediato a Igreja o condenou e ele foi excomungado, e o imperador Carlos V o condenou.


Enquanto Lutero estava propondo uma reforma que não foi aceita, não demorou para que a Igreja Ocidental se separasse. Nela a Palavra de Deus não tem vez, então a divisão é certa. Podemos dizer que outros homens tentaram fazer essa reforma, mas coube a Lutero esse privilégio da parte de Deus.


Portanto, celebremos a Deus por ter levantado um homem que foi tocado pelo Evangelho a fim de mostrar que a salvação não é por obras, mas, sim, pela fé em Cristo. A reforma de Lutero não tinha nada a ver com divisão de igreja, busca por cargo, poder, dinheiro, mas somente com a questão doutrinária. Quando alguém tenta fazer reforma sem a ação do Espírito Santo o estrago é grande, mas quando tudo é dirigido por Ele, então as coisas dão certo, por isso sempre é bom lembrar o que disse o profeta Zacarias: “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).

 

Referência: GOMES, Osiel. O Espírito Santo e a Reforma. Jornal Mensageiro da Paz, setembro de 2018.


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A Lei, a Graça e o Corpo de Cristo

🎯 Jesus veio revelar o negativo da Lei e trazer o positivo da Graça, que orienta, encoraja e produz o amor, que constrói para a eternidade. 
Muitos afirma que a Lei e a Graça se chocam. Porém, apesar de serem diferentes, elas não se chocam, mas se completam.

Uma das diferenças mais significativas entre a Lei e a Graça é que a Lei é negativa, pois procura evitar o mal através de proibições e ameaças. Ela nos orienta para fazermos a vontade de Deus, dando-nos os recursos necessários para tal. Já a Graça é positiva e dinâmica: “Porei dentro de vós o meu Espirito c farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”, Ez 36.27.

Na Lei predomina o “não”: “Não faça isso! Não faça aquilo!” Na graça predomina o “sim”: “Pois Jesus Cristo, o Filho de Deus (...) não é sim e não ao mesmo tempo. Pelo contrário, ele é o sim de Deus. Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim”, 2Co 1.19-20. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também vós, porque esta é a lei e os profetas”, Mt 7.12. “Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes”, Jo 13.17.

Os negativos do filme que nós usamos durante as férias contêm as imagens que queríamos gravar, mas só depois de revelados é que apresentarão toda a beleza do que foi filmado. Os negativos representam a Lei: “Não terás outros deuses, não matarás não furtarás, não cobiçarás, (...) não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquilo outro” (Êx 20 e Cl 2.21).

Jesus veio revelar o negativo da Lei e trazer o positivo da Graça, que orienta, encoraja e produz o amor, que constrói para a eternidade. “O Deus Unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”, Jo 1.18.


Jesus orou longamente por nossa união e nos exortou a imitá-lo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também (...) Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes (...) Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros (...) A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam perfeitos na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste”, Jo 13.15,17,35; 17.20-23.

Disse o apóstolo João: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte (...) “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”, (1Jo 3.14; 4.20.

Esta palavra pastoral é completada ao lermos o apóstolo Paulo em Romanos 12: “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros (...) O amor seja sem hipocrisia (...) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros (..) Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram (...) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Leia, para sua edificação, todo o capítulo 12 de Romanos!

O Corpo de Cristo

Sabedores da importância da Lei e da Graça, voltemos nossos olhos agora para os nossos deveres como membros do Corpo de Cristo. Somente a inspiração do Espírito Santo usando a pena de um exímio escritor, como Paulo de Tarso, criaria uma metáfora tão adequada, tão bela e tão perfeita como esta de sermos nós, os crentes, um corpo, o Corpo de Cristo.

“Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo. Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formarmos um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito. Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras. Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela. Vocês são o corpo de Cristo, e cada um é uma parte desse corpo”, 1Co 12.12-27, na versão da Bíblia na Linguagem de Hoje.

O Espírito Santo nos “convence do pecado, da justiça e do Juízo” (Jo 16.8) e nos batiza, isto é, nos insere, mergulha, enxerta no Corpo de Cristo, quando o aceitamos Jesus como nosso Salvador e Senhor, conforme lemos em 1 Coríntios 12. Daí em diante, passamos a fazer parte de um organismo divino-humano: A Igreja de Deus (1Co 1.2) ou Assembleia de Deus, uma vez que a palavra grega ekklesia, traduzida por igreja, significa assembleia.

Estaremos procedendo realmente como membros desse Corpo? Sofremos verdadeiramente ao sabermos que algum irmão está sofrendo? Que temos feito para diminuir ou suprimir os seus sofrimentos?

Veja alguns exemplos do que os membros do nosso corpo fazem.

👉1) A nossa boca “se enche d’água” só em pensarmos em uma “banda” de limão sendo esfregada em nossa língua. Por quê? É que as glândulas salivares são motivadas a produzirem mais saliva, jogando-a na boca para diluir o ácido cítrico do limão, evitando, assim, a cauterização das papilas gustativas da nossa língua.

👉2) Quando ouvimos um estampido, fechamos os olhos, não é verdade? Este é mais um lindo exemplo da solidariedade que reina entre os membros do nosso corpo. Uma explosão espalha estilhaços que podem ferir a delicada membrana transparente do nosso olho, deixando-o cego. Por isso, antes que pensemos em fechar os olhos, a irmã mais forte, a pálpebra, voluntariamente recobre com o seu próprio corpo a sua irmã mais fraca, a córnea, oferecendo-se para ser ferida em seu lugar, evitando, assim, maior dano para você.

Estará acontecendo esse tipo de solidariedade entre nós, na nossa Igreja? Procuramos defender, ajudar nossos irmãos, mesmo nos sujeitando a sofrer algum prejuízo?

Se isso está acontecendo, aleluia! Estamos vivendo o cristianismo! Mas se procuramos acusá-los ou prejudica-los, merecemos esta reprimenda do apóstolo Paulo: “O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos!”, 1Co 6.7-8.

Frequentemente ouvimos este versículo recitado na Igreja: “Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”, Sl 33.1.

Realmente, tal convívio é uma bênção para toda família, mas cristianismo é bem mais do que isso. Cristianismo é viver o amor, como um sentimento diligente em alto grau. O amor sempre traz o bem, tanto a quem o dá, como a quem o recebe, e se caracteriza mais pelas ações do que pelas emoções.

Referências: BARCELLOS, Edmar Cunha de.A Lei, a Graça e o Corpo de Cristo. Jornal Mensageiro da Paz, julho, 2005, p.13

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