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O Julgamento da Mulher

Texto Bíblico: Gênesis Capítulo 3

Há três visões populares sobre como o julgamento divino sobre a mulher afetaria seu relacionamento com o homem:

💡 • A visão popular existente entre as feministas evangélicas é de que a submissão de uma mulher ao homem é uma consequência direta da queda e, por conseguinte, uma punição pelo pecado. Seria visto como algo totalmente indesejável e até mesmo maléfico.

 

💡 • A segunda visão entre os evangélicos sugere que o papel de liderança do marido e a submissão da mulher em relação a ele, que na verdade é parte do plano original da criação, não são uma maldição, mas uma bênção cuja intenção é consolar a mulher em seu papel de mãe.

 

💡 • A terceira visão, com leves nuanças da segunda visão e a mais apoiada na tradição cristã e muitíssimo aceita entre os estudiosos acadêmicos, sugere que a sentença dada à mulher é uma forma de submissão manchada pelo desejo de dominação. O pecado corrompeu a liderança do marido em relação à esposa e transformou em um fardo aquilo que Deus planejou para ser bênção.

 

A mulher, portanto, busca contender com o marido pela liderança no relacionamento. No entanto, outros sustentam que o “desejo” de Gn 3.16 não é o desejo da mulher de controlar e dominar o marido, o que representaria uma maldição para o homem; antes, esse comentário é uma explicação de como seriam os relacionamentos após a queda. O desejo da mulher de dominar ou governar o homem é apenas a essência, o caráter e o resultado do pecado cometido contra Deus.

  

A mulher teria ainda o desejo intenso de estar com o homem. As alegações de que o pecado corrompeu tanto a submissão voluntária da esposa quanto a liderança amorosa do marido é verdadeira, mas é uma consequência natural do pecado, e não resultado do juízo de Deus sobre o homem e a mulher.

 

As sentenças podem ser resumidas da seguinte forma:

 

A serpente “andar[ia]” sobre seu “ventre”(v. 14).

Gn 1.3: 3.1 – Serpente (heb. nachash), no AT, sempre se refere às cobras ou serpentes comuns, exceto em Is 27.1 e possivelmente em Am 9.3. Não obstante, essas exceções mostram que os israelitas estavam familiarizados com os mitos contemporâneos relacionados a “cobras” e “serpentes”, sempre vistas como criaturas semidivinas envolvidas com o mal.

 

Nachash também é a raiz da palavra para “encantamento”, pois encantamento era com frequência associado a enfeitiçar uma serpente. O fato de o escritor também ter chamado a serpente de a “mais astuta” (heb.ʿarum, “ardilosa, arguta, sensitiva”; cp. Jó 5.12; 15.5; Pv 12.23; 22.3) criatura do campo demonstra o aspecto incomum desse animal.

 

O texto parece transmitir:

• Satanás receberia o golpe mortal pela “semente” da mulher (v. 15).

• O homem teria dificuldades para fazer com que “a terra” produza frutos, ou seja, para fazer seu trabalho (vv. 17-19).

• A mulher sentiria dor ao dar à luz, e o plano de Deus para a liderança de serviço do marido e a graciosa submissão da esposa seriam maculados pelo egoísmo dos dois. Em outras palavras, quando a mulher e o homem escolhem desobedecer a Deus e, por conseguinte, perdem a oportunidade de viver no lugar perfeito que Deus preparou para ambos, eles não frustram nem destroem a ordem da criação de Deus ou seu plano perfeito, conforme apresentado em Gn 2. O pecado da desobediência apenas torna o futuro mais difícil.

  

O trabalho sempre fez parte do plano de Deus para o homem (1.26-30; 2.15; Êx 20.9), mas, em um mundo pecaminoso, esse trabalho seria realizado com dificuldade (3.17-19). Dar continuidade às gerações por meio do nascimento de crianças também era plano de Deus para a mulher (1.28; 2.24; 3.20); mas, por causa do pecado, a concepção e o parto passaram a ser acompanhados de dores (3.16).

 

A natureza da maldição não tem relação essencial com a natureza do pecado cometido, cuja raiz é a desobediência; a desobediência e suas consequências é que distorcem e tornam o plano de Deus mais espinhoso.

 

Deus não amaldiçoou o homem e a mulher da mesma forma como amaldiçoou a serpente e a terra, mas Ele declarou que ambos experimentariam consequências dolorosas. Desse ponto em diante, o homem, como um constante lembrete do que fizera, teria de trabalhar com sofrimento por seu alimento, tendo de lutar com “espinhos e cardos”. E a terra, enfim, que fora considerada “maldita”, receberia o homem. Ele deveria voltar ao pó. Assim, a maldição, no final, abraça totalmente o homem. Essa maldição sobre a “terra”, e não sobre o homem, era o indício de que Deus, por misericórdia, adia a punição. O homem morrerá, mas não ainda.

 

Referência: Bíblia de estudo da mulher cristã – CPAD

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