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EBD Lição 10 Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade

Lição 10 Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade

Lições Bíblicas Adultos 2° trimestre 2024 CPAD

REVISTA: A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA: O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu

Comentarista: Pr. Osiel Gomes |9 de Juno de 2024

O DIA DO PASTOR

TEXTO ÁUREO

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14)

VERDADE PRÁTICA

Na jornada para o Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com o Senhor.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jo 17.17

A Palavra de Deus gera verdadeira santidade

Terça - Rm 6.19-22

Um chamado para a santificação na jornada

Quarta - Rm 8.29; 1 Jo 3.2

O propósito de ser como Jesus

Quinta - 1 Co 6.11

A santificação inicial na jornada

Sexta - Ef 4.20-24,27-30

A santificação progressiva na jornada

Sábado - 1 Ts 4.13-18

A glorificação final após a jornada da vida cristã


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Pedro 1.13-21

13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,

14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,

16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

17 - E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,

18 - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,

19 - mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,

20 - o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;

21 - e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.


Hinos Sugeridos: 39, 175, 339 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

A santidade é um atributo pelo qual o Senhor se faz conhecido. Ter consciência de que Deus é santo implica ao crente tornar-se santo também para que possa manter-se em comunhão com o Criador durante a jornada para o Céu. Nesta lição, veremos a perspectiva bíblica de santificação, bem como os estágios da santificação. Veremos também que a santidade é acompanhada da justiça, atributos divinos que não se contradizem.

 

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Apresentar a perspectiva bíblica da santificação;

II) Descrever a abrangência dos estágios da santificação;

III) Distinguir a santidade e a justiça de Deus como atributos inerentes à sua natureza.

 

B) Motivação: A santificação é um processo contínuo na vida do crente. Ter uma vida santa é viver separado das práticas pecaminosas deste mundo. A mente do homem natural não entende as coisas do Espírito e acha estranho os crentes não seguirem o mesmo curso natural de pecados. Converse com a classe sobre a forma como o crente lida com as pessoas que não professam a fé em Jesus.

 

C) Sugestão de Método: O segundo tópico da lição elenca os três estágios que a santificação abrange. Escreva na lousa os respectivos títulos em três colunas: estágio 1 - estágio 2 - estágio 3. Com a colaboração dos alunos, abaixo de cada coluna, escreva as características pertinentes a cada estágio da santificação. Ao final, reforce que a santificação tem como objetivo que o crente tenha o seu caráter transformado a fim de que se torne cada vez mais parecido com Jesus.

 

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Durante a jornada rumo à eternidade o crente não pode perder a consciência da santidade divina. É a partir da percepção de que Deus é santo que o crente prossegue em santidade e nutre uma vida de rejeição ao pecado. O fato de desfrutarmos o amor de Deus não nos isenta da consciência de que o juízo virá sobre as obras infrutuosas das travas as quais não podemos compartilhar. 

 

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

 

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Santo", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a reflexão sobre a santidade como atributo divino; 2) O texto "A Adoção de Atitudes Cristãs", ao final do segundo tópico, amplia a reflexão sobre a conduta cristã, inclusive, quanto ao exercício da santificação.

 

INTRODUÇÃO

A palavra “consciência” nos remete a ideia de percepção a respeito de algo que está em nossa volta, é o estado em que estamos despertos, acordados e lúcidos no tempo presente e, por isso, sabemos que existimos. Desse jeito, o crente em Jesus, que iniciou a sua jornada de fé com Cristo, deve estar consciente a respeito de viver uma vida santa, sem a qual, a Bíblia afirma: “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Nesta lição, estudaremos a importância da santidade em nossa jornada para o Céu.

 

PALAVRA-CHAVE: Santidade

 

I – A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO

1. Santificação no Antigo Testamento.

Do hebraico qôdesh, santidade é um substantivo masculino que significa “sacralidade”, “posto à parte”, que pode se referir a Deus, aos lugares, coisas, algo à parte, separado. Essa palavra deriva da raiz verbal hebraica qadash, que traz a ideia de “consagrar”, “santificar”, “preparar”, “dedicar”, “ser consagrado”, “ser santo”, “ser santificado”, “ser separado”. Nesse sentido, a palavra qôdesh aparece cerca 469 vezes no Antigo Testamento como santidade (Êx 15.11), coisa santa (Nm 4.15), santuário (Êx 36.4). Outrossim, o adjetivo qâdôsh, muito presente no Pentateuco, os primeiros livros da Bíblia, traz a ideia de um dia, uma pessoa ou uma nação inteiramente consagrada, separada, santificada a Deus (Gn 2.3 Êx 19.6).

 

2. No Novo Testamento.

O verbo grego hagiadzô, quer dizer “santificar”, traz a ideia de “tornar santo”, “purificar ou consagrar”, “venerar”, “ser santo”. Esse termo abrange o sentido de o crente tornar-se puro, de modo a estar purificado e santificado por obra graciosa do Espírito Santo (1 Co 6.11). Nesse sentido, no Novo Testamento, a santidade operada na vida do crente é uma obra autêntica do alto (Ef 5.26; 1 Ts 5.23).

 

3. A santidade exigida pela Palavra.

Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, a Palavra de Deus exige santidade em todas as áreas de nossa vida. Isso porque a palavra da verdade nos santifica (Jo 17.17). Desse modo, o crente em Jesus não pode ter compromisso com o comportamento pecaminoso, visto que em sua lida diária, ele tem um compromisso de buscar um estilo de vida santo, pois sabe que sem ele não podemos ver o Senhor (Hb 12.14).

SINÓPSE I

A Palavra de Deus aponta o estilo de vida santo sem o qual não podemos agradar a Deus.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

Santo

“Santidade é um atributo de Deus e de tudo o que é adequado para associação com Ele. Somente o Senhor é intrinsecamente santo (Ap 15.4). Deus Pai é santo (Jo 17.11), assim como o Filho (At 3.14), ao mesmo tempo que ‘Santo’ é a designação característica do Espírito de Deus (Sl 51.11; Mt 1.18). O nome de Deus é santo (Lc 1.49), assim como o seu braço (Sl 98.1), caminhos (Sl 77.13) e palavras (Sl 105.42).


Com referência ao próprio Deus, a santidade pode indicar algo como a sua singularidade e está associada a atributos como a glória (Is 6.3), justiça (Is 5.16) e zelo, ou seja, a preocupação com a sua reputação (Js 24.19).

A morada de Deus é no Céu (Sl 20.6), e ‘santo’ funciona em alguns contextos como equivalente virtual de celestial (11.4). O trono de Deus é santo (47.8), e os anjos que o cercam são ‘santos’ (89.5; cf. Mc 8.38). Um corolário da santidade de Deus é que Ele deve ser tratado como santo (Lv 22.32), ou seja, honrado (Lv 10.3), adorado (Sl 96.9) e temido (Is 8.13)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 452).

 

II – A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS

1. A realidade da santificação.

A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7). Em primeiro lugar, a santificação é um ato de separação do mundo. Em segundo, ela é um processo cujo propósito é levar o cristão a se tornar semelhante ao nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Assim, a santificação busca aperfeiçoar o crente de modo que a imagem de Cristo se reflita plenamente em sua vida (2 Co 7.1; Ef 4.12,13; 5.26). Nesse caso, a santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicional), Santificação Progressiva e Glorificação.

 

2. Três estágios da santificação.

Em primeiro lugar, a santificação do crente inicia com o Novo Nascimento, pois por intermédio do Espírito Santo, o crente é declarado justo diante de Deus, completamente regenerado, declarado sem pecado; trata-se da santificação inicial ou posicional (1 Co 6.11). Em segundo lugar, há o estágio progressivo da santificação neste mundo, em que o crente se despoja do “velho homem” e vai se revestindo do “novo homem” até alcançar a perfeita imagem de Cristo (Gl 5.16-18; Ef 4.20-24,27-30). Esse estágio leva ao último: o da glorificação. Esse é o momento em que o crente será como Jesus é (Rm 8.29; 1Jo 3.2) e receberá um corpo ressurreto tal qual o do nosso Senhor, por ocasião da sua aparição após a ressureição (Jo 20.24-29; cf. 1 Ts 4.13-18).

 

3. O alvo da santificação.

Segundo o estudo dos três estágios da santificação, percebemos que o propósito da santificação é tornar o crente perfeitamente coerente com a plenitude do caráter divino (Mt 5.8). Nesse aspecto, todo crente regenerado é chamado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus mandamentos, de modo que seja a sua santa habitação de Deus (Jo 14.23).

 

SINÓPSE II

A santificação trata-se de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo.

 

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Adoção de Atitudes Cristãs

“A obediência tem duas dimensões: a positiva e a negativa. Os filhos de Deus não devem se conformar com os desejos pecaminosos que tinham no passado; antes, devem ‘ser santos’ em tudo que fizerem (1 Pe 1.15). Isso porque aquele que os chamou é santo. Isto é, Deus é o modelo de conduta e comportamento para seus filhos. Obviamente, os filhos de Deus devem refletir a característica de santidade da família — uma característica nitidamente diferente daquela de seu antigo estilo de vida (1.14; 2.1; 4.3). Na terminologia contemporânea, esse relacionamento entre o Pai e a conduta dos filhos é chamado de ‘modelo de conduta’. Essa obrigação de santificação inclui obediência às Escrituras, pois está escrito: ‘Sede santos, porque eu sou santo’ (1.16). [...] Portanto, como salvação é uma questão de graça e aquele que convoca à salvação é santo, torna-se imperativo que os leitores de Pedro também sejam santos. Entretanto, a fim de que possam obedecer a essa ordem, devem adotar atitudes e condutas que estejam de acordo com seu santo modelo. Uma atitude negativa seria insistir em permanecer em sua antiga conduta de desejos pecaminosos (1.14); e a positiva seria ter uma atitude de autocontrole (1.13). Devem assumir a identidade de serem santos (1.15, 16). À medida que o povo de Deus atender a essa ordem de santificar sua vida, adotará novas atitudes em relação ao pecado (2.1-3), ao Estado (2.13-17), à escravidão (2.18-25) e ao casamento (3.1-7)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Romanos-Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 897-98).

 

III – O JULGAMENTO DO DEUS SANTO

1. O Deus Santo.

A Bíblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). Desse modo, a Bíblia afirma enfaticamente que Deus é Santo. Assim, Ele é o nosso parâmetro para uma vida de santidade, conforme registra o texto bíblico: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2; cf. 1 Pe 1.16). Portanto, à luz da santidade de Deus, somos chamados a ser santos em nossa jornada.

 

2. Santidade exigida a todos os crentes.

A Igreja de Cristo neste mundo é o santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.21). Por meio do nosso amado Salvador, o Senhor Jesus Cristo, a Igreja foi santificada para apresentar-se gloriosa, santa e sem defeito diante de Deus (Ef 5.26,27). Por isso, como membros do Corpo de Cristo neste mundo, comprados pelo seu precioso sangue, somos exortados e convocados a andar em santidade (Hb 12.14). Empenhemo-nos a nos consagrarmos a Deus em verdadeira santidade (Rm 12.1)!


3. Santidade e justiça de Deus.

Biblicamente, a santidade e a justiça são atributos divinos que se relacionam. Como vimos, essa virtude aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). Tudo em Deus é santo, puro e verdadeiro. A justiça dEle aponta para a sua retidão, para a harmonia de sua justiça com a Lei. Desse modo, compreender a santidade e a justiça de Deus como atributos é importante para reconhecermos que Ele é santo, reto, justo e verdadeiro. E que, por isso, jamais deixará o ser humano impune diante de sua rebelião contra a sua santidade e justiça (Gn 6.12,13).

 

SINÓPSE III

Nenhum ser humano ficará impune diante da santidade e justiça de Deus.

 

CONCLUSÃO

Na jornada para o Céu, o cristão precisa desenvolver uma consciência da santidade de Deus para que possa tomá-la como o padrão perfeito de vida. Devemos sempre progredir em santidade desde o momento em que iniciamos a vida com Cristo até o final de nossa jornada (1Jo 2.3). Estamos no tempo de ser conscientes de que Deus ama a todos e não deseja que ninguém se perca. Todavia, os que rejeitam uma vida santa e se entregam ao pecado sofrerão a condenação eterna, pois santidade e justiça são atributos de Deus que não se contradizem.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que a Palavra de Deus gera?

A Palavra de Deus santifica o crente.

2. Segundo a lição, o que queremos dizer com santificação?

A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7).

3. Mencione os três estágios da santificação.

A santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicional), Santificação Progressiva e Glorificação.

 

4. Como a Bíblia revela Deus?

A Bíblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2).

5.  Para o que a Bíblia aponta a santidade de Deus?

Aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5).

4. Qual foi a advertência de Paulo em relação à Ceia do Senhor?

Concernente à celebração da Ceia do Senhor, Paulo advertiu sobe o perigo de participar da Ceia indignamente (1 Co 11.27).

5. O que a Ceia do Senhor celebra?

A Ceia do Senhor celebra a morte e ressurreição de Jesus e não o seu funeral. A Ceia celebra o Cristo que morreu, mas que ressuscitou (1 Co 15.1-4).


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EBD Lição 9 Resistindo à Tentação no Caminho

Lições Bíblicas Adultos 2° trimestre 2024 CPAD

Lições Bíblicas Adultos 2° trimestre 2024 CPAD

REVISTA: A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA: O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu

Comentarista: Pr. Osiel Gomes |2 de Junho de 2024

TEXTO ÁUREO

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)


VERDADE PRÁTICA

No lugar de ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 3.1-5

A tentação que se origina do Diabo e seus ardis

Terça - Tg 1.14,15

A tentação que se origina de dentro do ser humano

Quarta - 1 Co 10.13

Toda tentação faz parte da esfera humana

Quinta - Ef 6.11,17

Vencemos a tentação com a Palavra de Deus

Sexta - Rm 12.2

Não se conformando com os apelos do mundo

Sábado - 2 Tm 2.22

A melhor estratégia é fugir da tentação

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 4.1-11

1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

6 - e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.

9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10 - Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.

11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

Hinos Sugeridos: 46, 289, 298 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que o crente é desafiado cotidianamente a abandonar a fé em Cristo. Isso pode acontecer por meio da tentação. Por isso, veremos como ocorre a tentação e como nosso Senhor lidou com essa situação. Aprenderemos também que a resistência à tentação requer o firme posicionamento contra o pecado e o compromisso com a prática da Palavra de Deus.

 

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Conceituar biblicamente o que é tentação e os seus aspectos na esfera humana;

II) Mostrar como nosso Senhor Jesus lidou com a tentação;

III) Apontar a estratégia para o crente resistir à tentação.

B) Motivação: Como vimos na lição, a tentação é um processo que ocorre na esfera da natureza humana. Nesse sentido, autoexame é indispensável para o crente lidar com as suas limitações e fraquezas. Fomente a discussão sobre as áreas da natureza humana que precisam ser fortalecidas para que o crente não se torne presa fácil da tentação.

 

C) Sugestão de Método: O primeiro tópico da lição destaca que nosso Senhor foi tentado por Satanás em três áreas específicas. A intenção de Satanás era desviá-lo de seu propósito neste mundo. Semelhantemente, o apóstolo João aponta três áreas da natureza humana em que ocorrem os desejos para pecar: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 Jo 2.16, 17). Convide os seus alunos a conceituarem cada uma dessas áreas e a compreender a importância de lidar com cada um desses aspectos no tocante à tentação.

 

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Jesus nos concedeu o exemplo de fidelidade a Deus e nos mostrou que a aplicação das Escrituras Sagradas em nosso cotidiano é ferramenta indispensável para vencer as tentações. Endosse aos alunos que a perseverança nessas virtudes resultará em uma vida espiritual próspera neste mundo e, por conseguinte, a entrada na vida eterna (2 Pe 1.10-12).

 

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

 

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Tentação", localizado depois do primeiro tópico, aponta o conceito de tentação no contexto bíblico; 2) O texto "A Tentação de Jesus", ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da tentação que nosso Senhor suportou no deserto, bem como a estratégia do Mestre para vencer as investidas de Satanás.

 

INTRODUÇÃO

A tentação é algo que o crente enfrentará ao longo de sua jornada. Não por acaso, o Senhor Jesus nos ensinou a orar de modo que Deus não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13 - NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos o conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Senhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la. Veremos que é imperioso seguir a recomendação de Jesus Cristo a respeito de vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41).


PALAVRA-CHAVE: TENTAÇÃO


I – A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA

1. Conceito bíblico de tentação.

Na Bíblia, três palavras aparecem para conceituar “tentação”. A primeira é a palavra hebraica massáh, que significa “teste”, “provação” (Dt 4.34; 9.22; Sl 95.8). A segunda e a terceira são palavras gregas respectivamente: peirasmós, “teste”, “prova”, aparecendo 25 vezes no Novo Testamento (At 20.19; 1 Co 10.13; Tg 1.2,12); e o verbo peirázō, testar, submeter à prova (Jo 6.6; Gl 6.1; Ap 2.2,10), ocorrendo aproximadamente 36 vezes no Novo Testamento. Assim, podemos dizer que tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro.

 

2. Duas vias da tentação.

De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15). Ela tem origem no Diabo quando o seu objetivo, semelhantemente ao que aconteceu com Jesus, é de desviar-nos da rota de nossa missão e propósito de vida estabelecido por Deus. Já a que nasce de dentro do ser humano tem a ver com os vícios da alma quando, no lugar de darmos primazia ao fruto do Espírito, entregamo-nos à atração, ao engodo e ao deleite da concupiscência da carne. Ambas as vias da tentação se processam na esfera humana.

 

3. Tentação: um fenômeno humano.

Na Epístola de Tiago está escrito: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13). É verdade que há a provação que vem da parte de Deus para aperfeiçoar o caráter do crente (Tg 1.2,4; Mt 5.48; 1 Pe 1.7). Contudo, um teste que incita ao mal não vem de Deus, ou seja, as ações que evidenciam uma vida dominada pelas paixões carnais são de inteira responsabilidade humana (Mt 5.28; Rm 8.6). Ainda que o Inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena (1 Co 10.13).

 

SINÓPSE I

A tentação é um fenômeno que ocorre na esfera da natureza humana.


AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

Tentação

“Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’ também aparecem no mau sentido de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13).

 

A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; lc 11.4).

 

A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de Cristo frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1908).

 

II – O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO

 

1. A provação do Senhor Jesus.

De acordo com o Evangelho de Mateus, após o batismo de Jesus, o Espírito Santo o conduziu ao deserto (cf. Mc 1.12,13; Lc 4.1,2). Foram 40 dias sendo tentado por Satanás, uma intensa batalha espiritual contra o Adversário, o “príncipe deste mundo” (Jo 16.11; cf. Ef 2.2).  O objetivo de Satanás era fazer com que Jesus desviasse de seu propósito, satisfazendo desejos e necessidades, contrariando a vontade de Deus (cf. Jo 4.34). Por isso, houve um ataque intenso do Maligno contra nosso Senhor, que resistiu sabiamente por meio da oração, do jejum e da Palavra. Embora fisicamente frágil, o Senhor Jesus estava espiritualmente forte.

 

2. As áreas que Jesus foi tentado.

Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual. Na área física, o Diabo o tentou pedindo que transformasse pedras em pães, após sentir fome devido ao processo de jejum, pois isso revelaria que Ele era o Filho de Deus (Mt 4.3).

 

Na área da natureza divina, o Diabo tenta Jesus pedindo que Ele se atirasse do pináculo do Templo, pois os anjos o guardariam (Mt 4.5,6). Na área espiritual, o Diabo tenta nosso Senhor, desafiando-o a evitar o caminho da cruz para estabelecer um reino pela sua força, o que seria prontamente aceito pelos judeus; mas era necessário apenas uma coisa: Jesus deveria adorar o Diabo (Mt 4.9). Assim, podemos dizer que o nosso Senhor foi tentado na área física, com as necessidades humanas; em sua natureza divina, com a ideia de ostentar seus divinos atributos ao público; e na área espiritual, no sentido de idolatrar outro ser.

 

3. Como Jesus venceu a tentação?

Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus. Em todas as áreas da tentação, Ele respondeu: “Está escrito”. Na primeira tentação, Ele disse: “Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Na segunda tentação, Ele disse: Está escrito: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Mt 4.7). Na terceira tentação, Ele disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10).

 

Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a exposição da Palavra de Deus. Isso significa que Ele via a Escrituras como autoridade suprema de fé e de prática. Assim, ao lado da oração e do jejum, conforme já estudamos, devemos vencer o Inimigo e seus ardis tentadores com a Palavra de Deus (Ef 6.11,17). Imitemos o nosso divino Mestre!

 

SINÓPSE II

Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus.

 

 

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Tentação de Jesus

“Jesus, além de citar a Escritura, dirigiu-se ao Diabo diretamente.

Em geral, Ele evitava diálogo com poderes demoníacos e os proibia de falar, mas aqui Ele ordenou que o Diabo saísse. A prática de Jesus está em contraste total com a prática popular de arengas longas com o Diabo no contexto da oração. O fato de Jesus sofrer estas tentações é parte de sua identificação última com a humanidade. Ele se tornou ser humano. Ele ficou adulto e entrou nas águas purificadoras de nosso batismo, embora não tivesse pecado. [...] Ele sofreu tentações; suportar e não se entregar causam angústia e dor. Ele não precisava ter uma ‘natureza pecadora’ para ser tentado e suportar a dor da declaração: ‘Não’” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento - Mateus-Atos. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 31, 32).

 

III – RESISTINDO À TENTAÇÃO

1. Todos somos tentados.

Por mais que observemos as disciplinas da oração, do jejum e da leitura da Palavra, o Inimigo não deixará de nos tentar. Por esse motivo, temos de estar conscientes a respeito, visto que vivemos em uma cultura pós-moderna que, por meio de seus artistas, escritores, filósofos e, até mesmos “teólogos”, intentam naturalizar o relativismo, procurando nos moldar conforme seus costumes mundanos. Diante disso, somos encorajados pelas Escrituras a assumir a postura de Cristo e a não se conformar com este mundo (Rm 12.2).

 

2. Rejeite a tentação!

Há uma célebre frase do reformador Martinho Lutero: “Você não pode impedir que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode impedir que eles se instalem com seus ninhos!”. Embora não seja um versículo da Bíblia, a frase revela uma verdade que encontramos na Palavra de Deus. Podemos percebê-la na fuga de José diante da mulher de Potifar (Gn 39.12); na atitude de Jó em fugir do mal (Jó 1.1). Assim, não podemos impedir que a tentação apareça, mas, com a força do Espírito Santo, podemos evitar que ela nos domine. Por isso, precisamos seguir o que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Fuja de tudo que estimule as paixões da juventude” (2 Tm 2.22 – NVT). Portanto, ao longo da nossa jornada, a melhor estratégia é fugir da tentação.

 

3. Arrependa-se!

No meio da nossa caminhada, é possível que o crente ceda a tentação e, por isso, rompa a comunhão com Deus. Contudo, é possível restabelecer o relacionamento com Ele por meio da confissão de pecados, arrependimento e quebrantamento espiritual. Há um caminho de cura e restauração para quem age dessa maneira (Pv 28.13).  Por essa razão, em caso de ceder à tentação, não tentemos nos justificar, culpar os outros ou ignorar os atos pecaminosos. O caminho divino é o da confissão e arrependimento para desfrutar o perdão.

 

SINÓPSE III

Somos encorajados a assumir a postura de Cristo e a não se conformar com este mundo.

 

CONCLUSÃO

Semelhante ao Senhor, que foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 4.15); podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos pela tentação. Assim, podemos desfrutar mais de uma vida em santidade e comunhão com Deus. Por isso, ao oferecermos resistência à tentação ao longo da jornada, lograremos êxito e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, como podemos conceituar tentação?

Tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro.


2. Quais são as duas vias da tentação?

De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15).


3. Em quais áreas o Senhor Jesus foi tentado?

Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual.


4. Para o que o Senhor Jesus sempre apelou contra o Diabo?

Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a exposição da Palavra de Deus.


5. Qual é a melhor estratégia diante da tentação?

A melhor estratégia é fugir da tentação.


VOCABULÁRIO

Engodo:  qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, ludibriar outrem, induzindo-o a erro.

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