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Família e Igreja: harmonia de prioridades

lista de prioridades estabelecida e comumente ensinada no meio evangélico é a seguinte: “Deus, eu, a família e a igreja”. 

Até aqui tudo bem, a lista está correta, Deus deve ser nossa prioridade (Mt 6.33). Porém, existe um equívoco em não se ensinar que o desafio do restante desta lista não é manter estas prioridades em ordem, mas em equilíbrio. 
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A Doutrina da Igreja - O povo Deus Chamado para Fora

🎯
O vocábulo igreja é formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e, klēsis, que significa “chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”.
Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua fundação, símbolos e missão, entre outros temas, conforme as Escrituras. Em relação à origem da Igreja, duas principais opiniões são sustentadas pelos teólogos ortodoxos.
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Lição 1: Moisés: a diferença que a presença de Deus faz

 

Trimestre: 4° de 2020 |Lições Bíblicas de Jovens, CPAD

TEXTO DO DIA

"E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face." (Dt 34.10)

SÍNTESE

A presença de Deus em  nossas vidas faz a diferença em cada momento.

Agenda de leitura

SEGUNDA - Sl 23.1: Deus, um pastor presente

TERÇA - Hb 10.19: Um novo e vivo caminho para a presença de Deus

QUARTA - Sl 51.11: Não me afaste da tua presença

QUINTA - Mt 6.6: A presença de Deus no secreto

SEXTA - Êx 33.14: Há descanso na presença de Deus

SÁBADO - Mt 28.20: Estarei convosco todos os dias

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As Condições para o Ser Humano ser Salvo

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A salvação é uma obra inteiramente independente de nossas obras, esforços e méritos. Contudo, o homem tem certas condições a cumprir. Essas condições são a fé, o arrependimento e a confissão”.

Salvação é palavra de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma concepção muito pobre da inefável salvação consumada por Jesus, o que às vezes reflete uma vida espiritual descuidada e negligente, onde falta aquele amor ardente e total por Jesus, e a busca constante de sua comunhão.
Em Efésios 6, quando o apóstolo discorre sobre a armadura de combate do soldado cristão, fala do capacete da salvação (v. 17). O capacete cobria totalmente a cabeça, protegendo-a. Isso fala da plenitude do conhecimento e da experiência da salvação.

Salvação não significa apenas livramento da condenação do Inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus, o Redentor, nesta vida e na outra.

Salvação é o resultado da redenção efetuada por Jesus. Redenção foi o meio que Deus proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento. No sentido comum e limitado, Salvação significa a obra que Deus realiza instantaneamente no pecador que a Ele se entrega, perdoando-o e regenerando-o. Porém, a Salvação tem sentido e alcance muito mais vasto. Assim considerada, significa o pleno livramento da presença do pecado e suas conseqüências, o que somente ocorrerá na glória celestial. Nesse sentido, a Salvação alcança também outras esferas além da humana (Cl 1.20).

A Salvação foi planejada por Deus Pai (Ap 13.8 e 1Pd 1.18-20). Deus Filho consumou-a (Jo 19.30 e Hb 5.9). O Espírito Santo aplica-a ao pecador (Jo 3.5; Tt 3.5 e Rm 8.2). Tudo por graça (Ef 2.8).

Condições para a salvação

A salvação é uma obra inteiramente independente de nossas obras, esforços e méritos. Contudo, o homem tem certas condições a cumprir. Essas condições são a , o arrependimento e a confissão. é a confiança em Deus. Ela se ocupa com Deus, assim como o arrependimento ocupa-se com o pecado e o remorso. A divisa a misericórdia divina, quando toma-se a mão para receber a salvação (Ef 2.8). O arrependimento honra a Lei de Deus. Mas, tanto a fé como o arrependimento vêm graciosamente de Deus, para que o homem não tenha de que gloriar-se (At 5.31; Rm 2.4; 12.3; 10.17; At 11.18; Fp 2.13; 2 Tm 2.25; Ez 36.27 e Jr 31.3). Bem disse o profeta Isaías que Jeová é a nossa salvação (Is 12.2).

A e o arrependimento devem acompanhar o crente em toda sua vida. O primeiro é indispensável ao recebimento das bênçãos; o segundo fá-lo zeloso para pureza. O crente que sabe arrepender-se e humilhar-se aos pés do Senhor é um grande vencedor. Quanto à fé, notemos uma coisa: ela somente opera através do amor (Gl 5.6; Ef 6.23; 2 Tm 1.13 e 1 Tm 5.8). Há por aí os que se dizem cheios de fé, porém sem qualquer dose de amor divino. E uma anomalia, uma decepção, uma negação da verdade (1Co 13.2).

No tocante à salvação, confissão significa confessar publicamente a Cristo como Salvador. Após crer com o coração (Rm 10.10a), é preciso confessar ou declarar que agora é crente (Rm 10.9-10). Crer Nele sem confessá-lo é flagrante covardia, confessá-lo sem Nele crer é hipocrisia.

Expliquemos: a salvação é uma dádiva ou presente de Deus para nós (Ef 2.8; Tt 3.3 e Rm 6.23). Suponhamos que alguém te ofereça um grande e rico presente, porém suas mãos estão ocupadas com uma porção de objetos inúteis e sem valor, e não queres largar essas coisas para receber esse presente, recusando-o assim. O mesmo acontece em relação a Deus e sua salvação. Mas, suponhamos que tu largues tudo e aceites o presente. Nada mereces pelo fato de estenderdes a mão para receber o presente, mas, ao fazer assim, satisfazes a condição para receber essa dádiva. O mesmo se dá em relação à salvação.

Referência:Artigo – Pr. Antonio Gulberto (In memoriam)

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Salvação: Misericórdia e Graça

Ao escrever a carta aos Romanos, até o capítulo 11 o apóstolo Paulo discorre acerca da Graça de Deus. A partir do capitulo 12 vem o ensino prático para o nosso cotidiano. Paulo começa este capítulo com um pedido aos crentes romanos: que eles apresentassem a sua vida de forma santificada ao Senhor.


Entendamos alguns conceitos:

Misericórdia - não receber o que eu mereço; deixar de ser punido, na medida em que eu mereço ser punido.

Graça - é receber o que eu não mereço: o favor de Deus, sem mérito algum nosso.

 

Ninguém conhece melhor o coração do homem do que Deus, pois além de nos ter criado, Ele viveu como homem. Ele experimentou as emoções humanas, porém sem pecado.

 

Paulo também deixou registrado: “pois diz o Senhor a Moisés: compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Rm 9.15).

Quando foi a primeira manifestação da misericórdia divina na terra? No jardim do Éden, após a queda do primeiro homem. A santidade de Deus não combina com o pecado. O pecado afasta o homem da comunhão com Deus.

 

O mesmo desespero que se abateu em Adão, se abateu em Paulo. O apóstolo se julga miserável por concretizar o mal que não desejava realizar. Como você tem se sentido quando descobre seus pecados? Não há ninguém que não peque nesta vida. O apóstolo João aborda este assunto em sua epístola. Precisamos ser conscientes neste aspecto e evitar desagradar a Deus com as nossas escolhas erradas. Adão tentou esconder-se do Criador. Evitou confessar o seu erro. Quando pecamos o que acontece?

 

Cumpre-se a sentença - morte. Mas Deus por sua infinita misericórdia coloca-se em meu lugar e confere redenção salvadora à criatura, bastando apenas o exercício da fé para plena justificação por Deus. Exercício da fé é crer na justiça divina, mediante a morte vicária de Jesus Cristo, o Justo.

 

Entretanto, existem pessoas que recusam-se aceitar o plano de salvação.

 

Em Romanos 5.16-18 observamos:

 

“O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só”.

 

O Senhor já realizou o sacrifício vicário em favor da humanidade, como lemos em Romanos 5.1: “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”

 

A justificação é um ato de cima para baixo - não é um processo, mas um ato instantâneo de Deus. É iniciativa de Deus. O mérito para ser justificado é através da justiça divina, ou seja, Cristo Jesus. Daí porque Jesus disse: “Eu sou o (único) caminho, a única opção para se chegar a Deus” (Jo 14.6).

 

Dessa forma concluímos que: A justiça de Deus para quem crer gera salvação, porém, esta mesma justiça se não for aceita, consolida a Ira de Deus ante o pecado do homem.

 

O crente deixa de crer na justiça de Deus, quando se conforma com o mundo. Paulo se desespera quando o pecado bate a sua porta. E ele confessa: “Eu não queria, mas fiz!”. Trata-se de um momento de muita aflição da alma, entanto em Romanos 8.35-39, o mesmo apóstolo declara que nada poderá separá-lo do amor de Cristo. Ele então declara que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

 

Paulo tem outra angústia, quando vê os seus irmãos israelitas rejeitando o plano da salvação. Paulo explica que a sua vontade era que seus compatriotas fossem salvos. E este mesmo sentimento é voltado também para os seus novos irmãos que ele menciona a partir do capitulo 12, ou seja, os gentios!

 

Você se preocupa em não entristecer o coração de Deus? Preocupo-me em não entristecer o Espírito Santo, pelo qual fui selado para o dia da redenção? O Espirito ainda testifica que eu sou Filho de Deus?

 

Depois de conhecer o Plano da salvação, o meu coração deve trasbordar de alegria em servir ao Senhor. John Stott diz que “não há maior motivação para uma vida de santidade, do que contemplar as misericórdias de Deus”.

 

Por sua vez, o mundo encontra-se maligno, por isso estamos as voltas com a relativização: o pecado não é mais visto como ameaça.

 Veja também:

👉 Estudos Bíblicos – Acesse Aqui

👉 Revista Cristão Alerta – Acesse Aqui

👉 Lições Bíblicas Adultos – Acesse Aqui

💡 Mas qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus?

1)      É permanecer no processo de santificação que ocorre dia após dia.

2)      É ser inimigo do mundo para tornar-se amigo de Deus.

3)      É aborrecer a prática do pecado.

4)      Nunca se deixe ser vencido pelo mundo.

 

Artigo: Jorge Narciso da Silva F.

Fonte: Mensageiro da Paz, novembro de 2017

Reverberação: Portal Cristão Alerta (www.cristaoalerta.com.br)

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A Doutrina da Cura Divina

CREMOS, professamos e ensinamos que a cura divina é um ato da soberania, graça e misericórdia divina,1 que, através do poder do Espírito Santo,2 restaura física e/ou emocionalmente aqueles que demonstram fé em Jesus Cristo.3 Deus fez o homem um ser integral, formado por uma parte material e outra imaterial.4 A parte material, o corpo, é tão importante quanto a imaterial, a alma e o espírito.5 A Bíblia mostra que a obra redentora de Cristo incluiu também o corpo: "Gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). A vontade de Deus é, portanto, curar tanto a alma como o corpo: "É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades" (Sl 103.3). Faz parte da natureza divina curar os enfermos, e Deus assim o faz para demonstrar o seu poder e amor pelos afligidos.6
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Aconselhamento Pastoral

A sociedade atual vive um momento de crise multidimensional, cujas facetas afetam vários aspectos da vida como a saúde e a qualidade de vida, as relações sociais, a economia, a tecnologia e a política. Esta é uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais, que leva multidões de pessoas. incluindo crentes, a serem tomadas de preocupações, cuidados, ansiedades, dúvidas e temores.
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A igreja é a coluna e firmeza da verdade

No seu eterno propósito, Deus também determi­nou que a igreja fosse "a coluna e firmeza da verda­de" (1 Tm 3.15).

1. Toda a obra de Deus está fundamentada sobre a verdade

Deus é a verdade (Jr 10.10), Jesus Cristo é a verdade (Jo 14.6) e o Espírito Santo é o Espírito da verdade (Jo 16.13), que nos guiará em toda a verdade.

Jesus entregou aos seus discípulos as palavras da verdade (Jo 17.8) e eles, como ministros da Palavra (Lc 1.2), a entregaram da mesma forma como a haviam recebido (1 Co 11.23). Assim, foi pregado por todo o mundo o Evangelho da verdade (Cl 1.5).

2. A verdade de Deus é absoluta

Assim como Deus é eterno (Is 40.28; SI 45.6), a sua Palavra também é eterna (Mt 24.35). A Palavra de Deus não pode sofrer nenhuma modificação ou alteração por parte de quem quer que seja (Mt 5.18,19; Ap 22.18,19). Ela é o padrão de Deus para todos os membros da Igreja.

Existem padrões para todas as medidas: compri­mento, peso, tempo etc. Isso é um fato mundialmente reconhecido. No planetário de Greenwich, na Ingla­terra, há um relógio que indica o tempo para todo o globo e que é padrão para todo o mundo. Da mesma maneira, há em uma universidade da Europa uma medida padrão e um peso padrão. De todo o mundo chegam ali pesos e medidas para serem aferidos pelo peso e medida padrões ali existentes. Esses pesos e medidas, ao receberem a aferição, ficam sendo tam­bém considerados padrões.

Assim como aqueles pesos e medidas, a Palavra de Deus é o padrão da verdade. A "ciência" deste mundo tem procurado por todos os meios provar que a Bíblia não é a verdade, mas seus esforços têm sido em vão, pois a Bíblia está firmada como uma rocha bem alta no meio de um mar turbulento. Quando as ondas do ateísmo, do modernismo e do gnosticismo se lançam contra ela, se quebram e se desfazem, por­que ela é a rocha que tem permanecido inabalável pelos séculos dos séculos.


3. Muitos, porém, fraudam pesos e medidas

Assim como existem fraudes com pesos e medidas, da mesma forma alguns procuram mudar a Palavra de Deus. A Bíblia, que condena "a balança enganosa" (Pv 11.1; Mq 6.11), combate com veemência os que se desviam da verdade (2 Tm 2.16-18; 4.3,4; Tt 1.11-16).

Existem doutrinas falsas que procuram desmora­lizar a verdade de Deus e têm por finalidade desviar os homens da fé (1 Tm 6.20-21; 1.4,6,7), rejeitando a dominação e vituperando as autoridades (Jd 8).

Existem também doutrinas carnais que defendem ampla liberdade para a carne e a concupiscência (1 Tm 6.9; Tt 2 12; 2 Tm 4.3,4; Jr 23.16,17; Mq 2.11).


4. Deus colocou a sua Igreja como a coluna e firmeza da verdade

Deus não entregou a defesa e a pregação dessa alta responsabilidade à política ou à cultura, nem tampouco à sociedade, mas escolheu para essa nobre missão a sua igreja. A igreja precisa, em primeiro lugar, manter atitude firme e não ceder diante dos ataques contra a sã doutrina.

Devemos em tudo praticar a verdade, seja em palavras seja em ações (1 Co 4.6; 2 Co 1.19). Devemos andar na verdade (2 Jo 4). Devemos, a tem­po e fora de tempo, ser defensores do Evangelho, as­sim como o apóstolo Paulo e outros o foram (Fp 1.16; At 24.5). Ninguém possui em si qualidades na­turais pelas quais possa ser uma coluna da verdade. Nada neste mundo, seja dinheiro, posição social, polí­tica ou cultura pode fazer de um homem, ou de uma igreja, coluna.

Os fariseus, no tempo de Jesus, possuí­am tudo isso, porém Jesus disse a respeito deles: "Di­zem e não praticam" (Mt 23.3). São os vencedores que se tornam colunas. Jesus disse: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus" (Ap 3.12). Tra­ta-se aqui da vitória sobre a carne, o mundo e o diabo. É Deus quem nos faz coluna e que nos fortifica pelo seu Espírito (SI 75.3), pela força do seu poder (Ef 6.10). Assim podemos "ficar firmes" (Ef 6.13).

Ø A promessa de Jesus está de pé: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guarda­rei" (Ap 3.10).

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Brasil: maior Movimento Pentecostal do Mundo

No início do século 20, apesar da presença marcante de imigrantes europeus de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais dos Estados Unidos, nosso país era ainda quase que totalmente católico romano. Foi só com o advento do Movimento Pentecostal que aconteceu uma explosão de crescimento do Evangelho no Brasil. O avanço da evangelização do nosso país se deve, sem dúvida, ao pentecostalismo, e especialmente a sua vertente mais tradicional, a Assembleia de Deus.


A origem das Assembleias de Deus no Brasil está intimamente ligada ao reavivamento espiritual que varreu o mundo no início do século 20, encetado na América do Norte, e que teve como seu maior expoente o Avivamento da Rua Azusa.

Azusa e o Evangelho no Brasil


Quando os missionários Gunnar Adolf Vingren e Daniel Hõgberg fundaram a primeira igreja Pentecostal no Brasil em 18 de junho de 1911, denominaram-na Missão da Fé Apostólica. A escolha do nome foi inspirada no Avivamento de Azusa, sob a liderança do pastor afro-americano William J. Seymour.


🎯 O nome do jornal de Azusa era Apostolic Faith (Fé Apostólica), que acabou dando nome àquela abençoada igreja de Los Angeles, que passou a se chamar Missão da Fé Apostólica. A igreja, bem como seu periódico, muito conhecidos por Vingren e Berg, eram tão populares por pregar a restauração para os nossos dias da manifestação do Espírito conforme os tempos apostólicos, que quando Bennet Freeman Lawrence escreveu a primeira história do Movimento Pentecostal em 1916, não pensou duas vezes em dar à sua obra o nome de The Apostolic Faith Restored.


O avivamento na Rua Azusa era famoso em todo o mundo. Não era à toa que os jornais seculares da época chamavam aquele lugar de “O endereço mundial do Movimento Pentecostal”. Apesar de terem sido incendiados pela chama pentecostal em Chicago, foi em Azusa que Berg e Vingren naturalmente se inspiraram ao escolherem o nome da igreja que fundavam no Brasil.


Entretanto, sete anos depois, Gunnar Vingren e Daniel Berg, agora acompanhados dos missionários Otto Nelson e Samuel Nystrõm, acharam por bem mudar o nome da igreja de Missão da Fé Apostólica para Assembleia de Deus. Por que essa mudança? A inspiração também veio dos Estados Unidos.


Quando o Movimento Pentecostal se espalhou pelos Estados Unidos, a primeira reação das igrejas evangélicas tradicionais, assustadas com aquilo que lhes era novo, foi excluir os crentes que abraçavam a mensagem pentecostal. Foi assim que, de 1901 a 1914, surgiram em profusão, em todos os cantos dos EUA, denominações pentecostais com os nomes mais variados. Porém, em 1914, os líderes dessas jovens e fervorosas igrejas resolveram unir-se. Foi assim que, em 2 de abril daquele ano, em um ato histórico, a maioria esmagadora das denominações pentecostais norte-americanas se fundiu fundando uma única igreja, denominada Assembleia de Deus. Esse encontro, realizado de 2 a 12 de abril, reuniu cerca de 300 ministros pentecostais e delegados de todos os EUA, e foi conhecido como o primeiro Concílio Geral das Assembleias de Deus.


A primeira resolução do Concílio Geral, proferida pelo seu líder, o ex-pastor batista do Texas, E. N. Bell (que foi presidente do Concílio até 1925, quando faleceu), objetivava deixar clara a posição dos pentecostais em relação à ortodoxia bíblica: “Essas Assembleias opõem-se a toda Alta Crítica radical da Bíblia, a todo o modernismo, a toda a incredulidade na igreja e à filiação a ela de pessoas não-salvas, cheias de pecado e de mundanismo; e acreditam em todas as verdades bíblicas genuínas sustentadas por todas as igrejas verdadeiramente evangélicas”.

Quando os missionários suecos no Brasil souberam do ocorrido, acharam por bem admitir o mesmo nome para a igreja pentecostal brasileira, como uma demonstração de sintonia com os irmãos pentecostais norte-americanos, já que, oficialmente, o Movimento Pentecostal nascera nos Estados Unidos, espalhando-se rapidamente por todo o mundo.


🕛 Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade, do Batismo no Espírito Santo como uma bênção subsequente à Salvação e da atualidade dos dons espirituais.

 

Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.


Hoje, estima-se que os evangélicos no Brasil sejam quase 20% da população brasileira, mais de 30 milhões de pessoas, sendo praticamente metade deles assembleianos. Isso faz da Assembleia de Deus no Brasil o maior Movimento Pentecostal do mundo.


Principais ondas do pentecostalismo


Desde a chegada do Movimento Pentecostal no Brasil, três ondas já se passaram. A Primeira Onda foi de 1910 a 1950, quando a Assembleia de Deus e a Congregação Crista do Brasil (CCB) eram as únicas igrejas de caráter pentecostal no país. Esta última, porém, anos depois de sua fundação, passou a manifestar crenças que fazem com que hoje muitos evangélicos não a considerem evangélica, mas, sim, uma seita.


Antes de apresentar essas peculiaridades, Gunnar Vingren foi amigo de Luigi Francescon, fundador da CCB. Antes de vir ao Brasil, Francescon pertencia à comunidade italiana em Los Angeles, tendo recebido o batismo no Espírito Santo em um trabalho fruto do Avivamento de Azusa.


A Segunda Onda foi de 1950 a 1975 e foi marcada pelas cruzadas de evangelismo e cura divina. A inspiração veio dos EUA. Ali, nesse período, grandes nomes surgiram com ministérios de cura divina, tais como William Branham, que começou bem-sucedido ministério em 1946, mas terminou mal, pois começou a ensinar heresias em meados dos anos 50. Faleceu em 1965. Hoje existe uma seita em torno de seu nome - Tabernáculo da Fé. Outros nomes foram os então pastores assembleianos T. L. Osbom e Oral Roberts. Ambos começaram seus ministérios em 1947. Kathleen Kulman foi outro grande nome. Em 1949, o pastor batista Billy Graham começa suas famosas cruzadas, mas nelas não há orações por cura divina.


No Brasil, influenciados por esses movimentos, nasceram movimentos evangelísticos itinerantes, que se tornaram igrejas.

 🎯 O primeiro foi a Cruzada Nacional de Evangelização (1950), que se tornou Igreja do Evangelho Quadrangular, denominação que já existia nos EUA.

🎯 Depois surgiram o Brasil para Cristo, fundado em 1955 pelo ex-diácono assembleiano Manoel de Melo;

🎯 a Igreja de Nova Vida, fundada no Rio de Janeiro por um descendente de pioneiros do Avivamento de Azusa;

🎯 a Igreja Deus é Amor, fundada pelo ex-assembleiano Davi Miranda;

🎯 e Casa da Bênção (1964) e

🎯 Sinais e Prodígios (1970). Todos esses movimentos começaram como cruzadas de cura divina e exorcismo.


As primeiras grandes cruzadas evangelísticas

Nessa época, também surgem as primeiras grandes cruzadas evangelísticas nas Assembleias de Deus e o movimento de renovação nas igrejas tradicionais: Convenção Batista Nacional (1965), com Enéas Tognini, e Igreja Presbiteriana Renovada (1975). Até o Movimento Católico Carismático surge nessa época (1967).


A Terceira Onda, o neopentecostalismo


A Terceira Onda, que também é chamada de neopentecostalismo, começou no final dos anos 70 e perdura até hoje, influenciando muitas igrejas. Seus grandes expoentes são as comunidades evangélicas e as igrejas Universal do Reino de Deus (1977), saída da Igreja de Nova Vida; Igreja Internacional da Graça (1980), dissidente da Universal; e Igreja Renascer em Cristo (1986). Além destas, há dezenas de outras, surgidas nos anos 90 e início deste século.


Fonte: Jornal Mensageiro da paz, junho de 2006 | Divulgação: www.cristaoalerta.com.br


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O Pentecostes e a Igreja de Jesus

Nenhum tratado sobre o Dia de Pentecostes é completo, a menos que estude em sua totalidade as origens desse fenômeno do Novo Testamento. O Espírito Santo é mais do que apenas a terceira Pessoa da Trindade. Seu lugar singular no crescimento e desenvolvimento da Igreja vai além da relação doutrinal que existe na Trindade. O Espírito foi enviado pelo Pai, é obtido do Pai por meio do Filho e derramado pelo Filho (At 2.33).


O Espírito que se movia sobre a face das águas se moveu com tal poder e convicção no Dia de Pentecostes que os homens se compungiram de coração e clamaram perguntando: “Que faremos?”, At 2.37. Homens e mulheres foram cheios do Espírito (At 2.4), que estará para sempre com o crente e foi chamado por Jesus de o Consolador (Jo 14.16-17). O termo dá a ideia de professor, guia fiel.

A Palavra do Senhor é clara quanto ao ministério do Espírito. É Ele que glorifica Jesus (Jo 16.14) e convence os homens dos seus pecados (Jo 16.8). Ele devia dar poder aos homens para serem testemunhas, ou mesmo mártires (At 1.8). Os crentes seriam santificados pelo Espírito (l Pd 1.2). A Palavra de Deus devia ser entregue por meio de homens santos, inspirados pelo Espírito Santo (2 Pd 1.21). O Espírito é quem afirma a nossa relação com Deus como seus filhos (Rm 8.16).

 

Ao considerar o tremendo e extenso ministério do Espírito Santo, não é difícil entender a declaração de Jesus: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a voz, mas se eu for, enviá-lo-ei”, Jo 16.7. Durante todo o tempo em que Jesus esteve com seus discípulos, o Espírito Santo não estava neles. Até o momento em que isso aconteceu, eles haviam sido apenas um pouco mais do que espectadores, mas se converteriam em participantes. Haviam sido- observadores, todavia se converteriam em líderes e testemunhas. Eles haviam acompanhado o Mestre e logo iriam em nome Dele. Eles haviam ouvido Jesus e breve deveriam proclamá-lo, por isso precisavam do poder do Espírito Santo.

 

Foi no Dia de Pentecostes que este potencial singular foi liberado sobre a vida dos 120 que estavam no Cenáculo e foram batizados no Espírito Santo. Converteram-se em plenipotenciários do Reino de Deus e do Rei. Deviam continuar o que Jesus começou. Logo, vemos o quanto é importante a bênção do pentecostes para a vida da Igreja.

 

Conscientes disso, urge fazermos uma pergunta que vem naturalmente à nossa mente após considerarmos a relevância do pentecostes para a vida da igreja: O que é pentecostes?

 

Pentecostes é mais do que o dia em que Deus derramou pela primeira vez o seu Espírito. É mais do que somente uma experiência da graça. É mais do que simplesmente o batismo no Espírito Santo.

 

🎯 Pentecostes é oração — Em João 14.16, Jesus disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. Jesus conhecia as necessidades mais profundas dos homens que o seguiam. Ele conhecia suas debilidades, seus temperamentos e seu fervor mal orientados. Ele os havia observado por cerca de três anos. Sabia exatamente do que necessitavam.

 

Em sua oração como sumo sacerdote, Jesus disse: “Eu rogo por eles”, Jo 17.9. Somente a imanente plenitude do Espírito poderia transformá-los e fazê-los dignos representantes de uma nova paixão, um novo Reino. Por isso Jesus orou, e seus discípulos deveriam orar.

 

A oração é quase sinônimo de presença do Espírito Santo. Paulo exortou aos Efésios a orar. “Orando em todo tempo com a toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos”, Ef 6.18. Da mesma forma, Judas encoraja seus ouvintes a que se edifiquem na fé: “Mas, vós, amados, edificando-vos á vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”, Jd 20.

 

Orar no Espírito é a mais alta ordem possível da oração. A preposição “no” indica local. O crente tem passado ao campo do Espírito, está rodeado pelo Espírito, está envolto no Espírito, tem passado ao reino do Espírito. Essa não é uma experiência de entrar ou sair; ligar ou desligar. Jesus fala claramente de permanecer Nele: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo que quiserdes, e vos será feito”, Jo 15.7. Muitas orações não são respondidas porque as pessoas não têm aprendido a permanecer no lugar santíssimo de Deus.

 

Em Romanos 8.26, Paulo acrescenta outra palavra que traz esclarecimento: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Que descoberta tão assombrosa e humilhante! Não sabemos orar como devemos. Nossa própria falta de espiritualidade nos angustia. Mas temos um Ajudador, alguém que sempre vem em nossa ajuda.

 

Ele dá expressão aos nossos suspiros, cria palavras a nossos gemidos e ora sua vontade através de nós.

 

🎯 Pentecostes é promessa — Quando estava com seus discípulos no Monte das Oliveiras, justamente antes da ascensão, Jesus, declarou: “E eis que sobre vós envio a promessa do meu Pai; ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos dê poder”, Lc 24.49. Mas antes Ele já havia dito: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”, Lc 11.13. O Pai havia prometido este enriquecimento. Além disso, Jesus cumpriria pessoalmente essa promessa. Seus discípulos poderiam confiar nisso.

 

O intrépido Batista, ao pregar para a multidão no Rio Jordão, disse: “Mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”, Lc 3.16.

 

🎯 Pentecostes é predição — Isaías, o grande profeta de Israel, profetizou acerca do Espírito Santo que viria: “Porque agora derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca, derramarei do meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”, Is 44.3. O profeta Zacarias assegurou a Israel que embora estivessem rodeados por destrutivas forças inimigas, Deus viria em sua ajuda: “E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e súplicas; e olharão para mim, a quem transpassaram”, Zc 12.10.

 

Apesar desse evento vir possivelmente depois da Era da Igreja, que termina com o Rapto da Igreja, no entanto, é uma das principais predições do derramamento do Espírito.

 

Joel agregou uma grande palavra em sua avivada profecia: “E há de ser depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos filhos mancebos terão visões”, J1 2.28. No grande derramamento do Dia de Pentecostes, Pedro sustentou e verificou os dramáticos eventos de fogo, vento e outras línguas, citando as palavras de Joel para a multidão maravilhada (At 2.16). “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”, anunciou categoricamente Pedro.

 

🎯 Pentecostes é poder — Uma das grandes promessas de Jesus foi: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra”, At 1.8. A palavra grega martyres, traduzida como “testemunhas', é usada de vez em quando no Novo Testamento para referir-se aos que têm invariavelmente testemunhado até à morte (At 22.20 e Ap 2.13; 17.6).


Para enfrentar a poderosa oposição como representantes de Jesus Cristo, os discípulos do Mestre necessitariam de uma abundante fortaleza interior. Para vencer suas próprias tentações da carne e controlar as fortes paixões humanas, necessitariam ser especial mente investidos do poder divino. Seria necessário que os débeis fossem fortes; os indecisos, valentes. Os néscios agora deveriam ser sábios; os tímidos, intrépidos. Os de ânimo dobre deveriam converter-se em pessoas de convicções fortes. Tudo isso o Espírito Santo lhes concederia.

 

Artigo: Pr. Paul E. Lowenberg


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