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As Condições para o Ser Humano ser Salvo

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A salvação é uma obra inteiramente independente de nossas obras, esforços e méritos. Contudo, o homem tem certas condições a cumprir. Essas condições são a fé, o arrependimento e a confissão”.

Salvação é palavra de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma concepção muito pobre da inefável salvação consumada por Jesus, o que às vezes reflete uma vida espiritual descuidada e negligente, onde falta aquele amor ardente e total por Jesus, e a busca constante de sua comunhão.
Em Efésios 6, quando o apóstolo discorre sobre a armadura de combate do soldado cristão, fala do capacete da salvação (v. 17). O capacete cobria totalmente a cabeça, protegendo-a. Isso fala da plenitude do conhecimento e da experiência da salvação.

Salvação não significa apenas livramento da condenação do Inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus, o Redentor, nesta vida e na outra.

Salvação é o resultado da redenção efetuada por Jesus. Redenção foi o meio que Deus proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento. No sentido comum e limitado, Salvação significa a obra que Deus realiza instantaneamente no pecador que a Ele se entrega, perdoando-o e regenerando-o. Porém, a Salvação tem sentido e alcance muito mais vasto. Assim considerada, significa o pleno livramento da presença do pecado e suas conseqüências, o que somente ocorrerá na glória celestial. Nesse sentido, a Salvação alcança também outras esferas além da humana (Cl 1.20).

A Salvação foi planejada por Deus Pai (Ap 13.8 e 1Pd 1.18-20). Deus Filho consumou-a (Jo 19.30 e Hb 5.9). O Espírito Santo aplica-a ao pecador (Jo 3.5; Tt 3.5 e Rm 8.2). Tudo por graça (Ef 2.8).

Condições para a salvação

A salvação é uma obra inteiramente independente de nossas obras, esforços e méritos. Contudo, o homem tem certas condições a cumprir. Essas condições são a , o arrependimento e a confissão. é a confiança em Deus. Ela se ocupa com Deus, assim como o arrependimento ocupa-se com o pecado e o remorso. A divisa a misericórdia divina, quando toma-se a mão para receber a salvação (Ef 2.8). O arrependimento honra a Lei de Deus. Mas, tanto a fé como o arrependimento vêm graciosamente de Deus, para que o homem não tenha de que gloriar-se (At 5.31; Rm 2.4; 12.3; 10.17; At 11.18; Fp 2.13; 2 Tm 2.25; Ez 36.27 e Jr 31.3). Bem disse o profeta Isaías que Jeová é a nossa salvação (Is 12.2).

A e o arrependimento devem acompanhar o crente em toda sua vida. O primeiro é indispensável ao recebimento das bênçãos; o segundo fá-lo zeloso para pureza. O crente que sabe arrepender-se e humilhar-se aos pés do Senhor é um grande vencedor. Quanto à fé, notemos uma coisa: ela somente opera através do amor (Gl 5.6; Ef 6.23; 2 Tm 1.13 e 1 Tm 5.8). Há por aí os que se dizem cheios de fé, porém sem qualquer dose de amor divino. E uma anomalia, uma decepção, uma negação da verdade (1Co 13.2).

No tocante à salvação, confissão significa confessar publicamente a Cristo como Salvador. Após crer com o coração (Rm 10.10a), é preciso confessar ou declarar que agora é crente (Rm 10.9-10). Crer Nele sem confessá-lo é flagrante covardia, confessá-lo sem Nele crer é hipocrisia.

Expliquemos: a salvação é uma dádiva ou presente de Deus para nós (Ef 2.8; Tt 3.3 e Rm 6.23). Suponhamos que alguém te ofereça um grande e rico presente, porém suas mãos estão ocupadas com uma porção de objetos inúteis e sem valor, e não queres largar essas coisas para receber esse presente, recusando-o assim. O mesmo acontece em relação a Deus e sua salvação. Mas, suponhamos que tu largues tudo e aceites o presente. Nada mereces pelo fato de estenderdes a mão para receber o presente, mas, ao fazer assim, satisfazes a condição para receber essa dádiva. O mesmo se dá em relação à salvação.

Referência:Artigo – Pr. Antonio Gulberto (In memoriam)

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Pode um Ateu crítico da Bíblia ser Salvo?

📝Artigo: Pr. Elinaldo Renovato de Lima

💻Reverberação: www.cristaoalerta.com.br

A questão, tema deste artigo, foi suscitada em razão da morte trágica do conhecido jornalista Ricardo Eugênio Boechat, no dia 11 de fevereiro de 2019. Ele era natural da Argentina, mas radicou-se no Brasil, onde constituiu família, e se tornou um nome bem conceituado, na mídia, tendo sido jornalista premiado, apresentador de TV, âncora e locutor de rádio. Trabalhou em jornais de grande expressão no país. Sua morte ocupou grande parte do noticiário nacional, em todos os meios de comunicação e também, nas redes sociais.

1. Ateísmo crítico

Num vídeo, na internet, o jornalista tece comentários críticos, de certa forma desrespeitosos, sobre os cristãos, que acreditam na existência de Deus, como Criador do Universo, da vida e do ser humano. Nesses comentários, ele chegou a debochar do relato bíblico da criação do homem, sugerindo que o criacionismo seria uma ideia ou concepção ridícula para explicar a origem do homem, e que “a serpente” não seria o diabo, mas órgão genital masculino. Por causa desse posicionamento ateísta, muitos crentes usaram as redes sociais para afirmar que ele não poderia ter sido salvo.

2. Crítica a igrejas evangélicas

Outro motivo, envolvendo a observação de alguns evangélicos, foi um episódio, ocorrido no ano de 2015. Em programa, na rádio Band News, resolveu denunciar que igrejas neopentecostais contribuíam para uma série de crimes contra pessoas de outras religiões, quando teciam comentários sobre a natureza maligna de diversos movimentos religiosos de matriz africana. Ele fez referência a um episódio lamentável citando uma criança de 11 anos, filha de pais adeptos de religião afro.


Segundo noticiado, na imprensa, um pastor brasileiro tomou a iniciativa de dar resposta ao jornalista Boechat, demonstrando que o mesmo houvera sido injusto em seus comentários acerca da intolerância contra movimentos religiosos, pois houvera feito declarações que generalizavam o comportamento dos evangélicos. Houve troca de palavras duras entre o jornalista e o pastor, os quais, depois, se retrataram. Mas evangélicos lembraram esse episódio para afirmar que Deus puniu Boechat com a trágica morte pelo fato de ter xingado “um servo de Deus”.


2. Teria Boechat ido para o céu?

Para completar a polêmica sobre a morte de Boechat, respondendo a um internauta se o jornalista, sendo ateu, poderia entrar no céu, outro pastor respondeu que sim, e justificou seu entendimento, alegando que o mesmo praticara muitas boas obras, mais do que muitos crentes.


No entender dele, o jornalista praticou o bem, ajudou os necessitados, conforme Jesus ensinou em Mateus capítulo 2 5, e que Deus recebeu Boechat, como bendito do Pai. Finalmente, disparou: “Eu estou indo encontrar meu amigo Boechat lá no céu. Se você quiser vir junto, chegue". Com tais afirmações, o pastor incrementou ainda mais as discussões polêmicas sobre o destino de Boechat, na eternidade.

🔍 Saiba mais:

👉A Relação da Fé com a Salvação

👉A Salvação de Crianças à Luz da Bíblia

3. Respondendo à questão

3.1 Quanto ao seu ateímo.

De maneira simples e objetiva, podemos dizer que ateísmo é a declaração expressa e aberta, negando a existência de qualquer divindade. O ateu não admite sequer, na dúvida, se existe qualquer deus. Muito menos, o Deus dos cristãos e dos judeus, que, “no Princípio”, criou “os céus e a terra”, os astros, as estrelas, as galáxias, o sol, a Terra e os bilhões de corpos celestes; o ateu não crê no Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente, que criou “o homem”, à “sua imagem”, conforme à “sua semelhança” (Gn 1.26).


E por que não crê no Deus Criador e Sustentador do Universo? Por uma simples razão. Não aceita a Bíblia Sagrada como Palavra de Deus. Entende que é um mito. Prefere acreditar que “o acaso” deu origem a todas as coisas. Sequer consegue ver, na complexidade e organização do Universo, da vida, das células, que não pode ter sido “obra do acaso”.


Não crendo na Bíblia, não crê que “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho Unigénito, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna...” (Jo 3.16).


Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. E ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6). Logo, se Boechat não creu em Deus, não aceitou a Jesus Cristo como seu Salvador, não pode ter tido acesso aos céus.


3.2 Quanto a ter sido punido com a morte por ter xingado um servo de Deus.

O pastor da questão, ao tomar conhecimento de que simpatizantes de seu ministério afirmavam que Boechat fora castigado por Deus por tê-lo xingado, declarou: “Não trabalho com um Deus que se vinga porque alguém me xingou. Então tinha que morrer um monte aí, sou caluniado a todo o momento” (Folha de S. Paulo). Até onde pude ver declarações de Boechat sobre as coisas de Deus, não vi propriamente escarnecimento, mas, sim, profunda ignorância e desconhecimento da Verdade, emanada das Sagradas Escrituras. Um vídeo, gravado em 2011, em que Boechat lê “uma notícia” sobre o Apocalipse não foi de sua autoria, mas do apresentador de um programa, na TV Bandeirantes.


3.3 Quanto a ir ao céu por causa das boas obras.

A resposta ao item 1) já demonstra que, para o céu só há um caminho: Jesus Cristo. Fora dEle não há salvação. Neste aspecto, respondemos ao terceiro item, no qual, o outro pastor, que, em sua visão “compreensiva” da salvação, declara de modo explícito: “Eu estou indo encontrar meu amigo Boechat lá no céu. Se você quiser vir junto, chegue". E exalta a prática de boas ações que o falecido jornalista praticou.


Porém, a resposta mais clara, objetiva e conclusiva está na Bíblia: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10 - grifo nosso).


Ninguém é salvo por praticar boas obras. Mas tem o dever de praticar boas obras porque já é salvo. A sem as obras “de salvo” é morta (Tg 2.17).

🔥 Referência: LIMA, Elinaldo Renovato de. Pode um ateu crítico da bíblia ser salvo. Mensageiro da Paz, abril de 2019.

🔥 Publicação: www.cristaoalerta.com.br


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A Salvação de Crianças à Luz da Bíblia

   

Muitos debates já surgiram a respeito do tema da salvação das crianças. Alguns teólogos afirmam que uma criança que ainda não atingiu a idade da razão, isto é, a idade em que se peca conscientemente, se não for eleita e vier a falecer, não irá para o céu. Os propositores dessa abordagem soteriológica asseguram que até mesmo uma criança recém-nascida pode não ser salva, pois Deus salvará apenas as crianças que ele predestinou para a salvação.

    A Igreja Católica durante muito tempo burocratizou essa questão com uma doutrina antibíblica chamada Limbus Infantium. De acordo com a doutrina católica, o limbo era o lugar para onde iriam as crianças não batizadas e onde também estariam temporariamente os justos do Antigo Testamento, como Abraão, Isaque e Jacó - no caso, no Limbus Patrum. Porém, em outubro de 2007, o papa Bento 16 aboliu o limbo, após uma comissão de 30 teólogos romanistas se reunirem e aprovarem a ideia. Com tal decisão, as crianças falecidas iriam todas diretamente para o paraíso.

Sobre o batismo de crianças


    Precisamos lembrar que na Bíblia não consta ensinamentos ou práticas que autorizem o batismo de crianças. Doutra forma, para alguém ser batizado, é necessário ter se arrependido de seus pecados (At 2.38) e crer em Jesus Cristo como filho de Deus (At 8.37). Nesse contexto, a Bíblia do Ministro afirma: “Aqueles que não podem fazer uso completo da razão não estão em condições de cumprir com esses dois requisitos. As crianças estão nessas condições”.

    Reconhecemos a complexidade do assunto, porém a Bíblia não nos autoriza em parte alguma afirmar que uma criança que ainda não é responsável moralmente pelos seus atos, e partiu para eternidade nessa condição, poderá ser condenada à perdição eterna. No entanto, precisamos fazer algumas considerações.

Primeiro, a Bíblia nos ensina de forma explícita que todos herdaram o pecado de Adão, até mesmo aqueles que não têm consciência da realidade do pecado (Rm 3.23; 5.12); Segundo, a Bíblia não apoia a heresia pelagiana, que afirmava que todos os homens nascem na mesma condição de Adão antes da Queda, ou seja, sem pecado, pois sabemos que, através do pecado original, todo o gênero humano foi corrompido e todos nós somos culpados (SI 51.5; Rm 3.9-10; 5.12).

A Criança e as condições mentais de rejeitar o mal.

    Evidentemente, não podemos afirmar com precisão a partir de que idade uma criança pode discernir entre o que é certo e o que é errado com base em sua racionalidade. Entretanto, as Escrituras nos mostram claramente que existe, sim, uma idade em que a criança tem condições mentais de rejeitar o mal. O profeta Isaías nos mostra essa realidade: “Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis” (Is 7.16 - ARC).

    O apóstolo Paulo, ao escrever a sua Primeira Carta aos Coríntios, também reforça essa ideia, quando afirma: “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos” (1Co 14.20 - ARA). Reparemos atentamente que os textos bíblicos supracitados nos remetem ao entendimento de que existe uma idade em que a criança não tem malícia. Paulo ainda nos aconselha que nesse aspecto devemos ser como crianças.

Criancinhas que morrem na primeira infância

    Deus, na sua infinita misericórdia, jamais poderia condenar ao Inferno criancinhas que morrem na primeira infância, sem terem a menor dimensionalidade das maldades humanas. Tomemos como exemplo o primeiro filho do rei Davi com Bate-Seba, mulher de Urias, em seu ato pecaminoso (2Sm 12.15). A criança nasceu saudável, mas, devido ao insulto do rei a Deus, o Criador determina a morte da criança. Deus é o autor da vida e com Sua vontade soberana determina o fim dela quando bem quer (Dt 32.39; Jó 1.21). Para Joyce Baldwin, Davi não aceitou a sentença de Deus por meio do profeta Natã como fatalismo, “mas, sim, da maneira como uma criança recebe a declaração feita por um dos pais, o qual às vezes muda de ideia sobre um castigo, caso a criança se comporte de forma aceitável”.

    Observemos que Davi orou e jejuou a Deus em favor da criança, porém a sentença de Deus prevaleceu e então o rei declara: “Mas agora que ela morreu, porque deveria jejuar? Poderia eu trazê-la de volta à vida? Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim” (2Sm 12.23 - NVI). A expressão do rei, ‘eu irei até ela, mas ela não voltará para mim’, nas palavras de Baldwin, nos mostra que Davi, “se defronta com sua própria mortalidade e, mesmo aí, encontra esperança, pois antevê o momento em que voltará a se unir com seu filho”. Ele sabia que o profeta Natã fora enviado por Deus e, embora de luto, estava satisfeito com a ação divina, pois a criança foi diretamente para o Céu.

    Quando focamos nossos olhos no Antigo Testamento, observamos que Deus permitiu a matança de crianças inocentes, de povos e nações ímpias, como a geração de Noé (Gn 7.19-21), os moradores das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19. 23-25), os cananeus (Js 6.17-21) e os amalequitas (1Sm 17). “Podemos acrescentar ainda que, devido ao estado canceroso da sociedade em que nasceram elas [essas crianças], provavelmente não tinham chance de evitar sua contaminação” (DANIEL, Silas).

    Alguns podem achar um ato arbitrário da parte de Deus, principalmente comparando-o com suas ações na dispensação da graça. No entanto, citamos ainda o que afirma o teólogo Silas Daniel: “Se morreram com uma idade em que não eram conscientes e responsáveis por seus próprios atos moralmente, essas crianças não se perderam; ao contrário, estão melhores do que nós hoje, pois estão no Céu”. A verdade é que as crianças que morreram na destruição de povos do Antigo Testamento foram alvos da graça de Deus, que através da morte física livrou-as de serem forjadas em um ambiente pecaminoso e hostil e se tornarem pecadores cruéis e perversos.

    As Escrituras relatam que Jesus, em um determinado momento, ficou indignado com a postura de seus discípulos, pois repreendiam aqueles que traziam crianças para Ele abençoar (Mc 10.13-14).Com atitude contrária, o Mestre dos Mestres demonstrou o seu amor pelas crianças, afirmando: “Deixai vir os pequeninos a mim e não impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Mc 10.14 - ARC).

    O escritor (BARKLAY) mostra o que Jesus valorizava nas crianças: “A humildade do menino, a obediência do menino, a confiança do menino e a memória curta do menino, que ainda não aprendeu a experimentar sentimento de vingança e rancor”. Por isso Jesus destacou que “dos tais é o Reino dos Céus”. E ainda nos ensina que os que querem herdar o Reino dos Céus precisam ser semelhantes a esses pequeninos.

    Em outra ocasião, Jesus citou para os principais sacerdotes e escribas a passagem bíblica a seguir: “E Jesus lhes disse: Sim, nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?” (Mt 21.16 - ARC). Ora, se Deus tira da boca de pequeninos e crianças de peito o perfeito louvor, por que condenaria pequenos indefesos, que não sabem diferenciar o bem do mal?

    O Deus soberano, criador dos céus e da terra, cujo amor é imensurável, não seria injusto para dar tal sentença. Pois até mesmo para o pecador consciente e obstinado Ele oferece a oportunidade de arrependimento por meio da manifestação de sua graça salvadora (Tt 2.11), e também deseja que todo homem se salve, e chegue ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4). Logo, podemos finalizar afirmando que uma criança, ao falecer na primeira infância, será alvo da graça de Deus. Pois de antemão Deus sabe que tais pessoas morreriam na mais tenra idade, sem ter a menor chance de tomar ou não os passos certos a favor de sua salvação.

Artigo: Pr. Raydfran Leite de Oliveira | Reverberação: www.cristaoalerta.com.br


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A Relação da Fé com a Salvação

Efésios 2 sugere que a salvífica é um dom [...] Sendo assim, então a salvação alcança apenas àqueles a quem Deus der o dom, e nesse caso estaria certa a tese de que a salvação é limitada a um grupo de predestinados?

Quando Paulo se refere à salvação pela graça (“pela graça sois salvos”), quer dizer que a possibilidade de ser salvo foi criada por Deus, e é uma ação única e exclusiva de Deus em favor dos homens, por isso é graça. Deus deliberadamente decide salvar o ser humano, através da obra de Cristo, “por meio da fé”.

Paulo a coloca como a confiança na ideia de que por meio dela o homem alcança a salvação. Portanto, a confiança na salvação (criada por Deus) é de responsabilidade humana e é a condição para a salvação.

“É dom de Deus” como sendo dádiva, não é algo que está no ser humano, mas sim algo que está em Deus, é parte da natureza de Deus, é uma forma de expressão do seu ser, é a materialização de um imenso amor. Logo, considerando que Deus é amor, a possibilidade e a efetivação da salvação podem ser entendidas como ações dEle.

A possibilidade de salvação foi dada por Deus e o ser humano tem acesso a mesma por meio da fé. Não é a salvação que traz a fé, mas sim a fé-confiança é que torna a salvação efetiva, nos possibilitando acessar essa salvação disponibilizada por Deus. A fé não é o resultado da salvação, mas, antes é o meio pelo qual somos salvos pela graça de Deus.

Em Efésios 2 o uso dos termos “dom de Deus”, não está se referindo ao dom enquanto capacidade que Deus, através do seu Espírito, confere aos cristãos para a melhor realização da sua obra, mas no sentido de que é parte da natureza de Deus criar a possibilidade de salvação para o ser humano, conforme podemos observar em toda a Bíblia, concretizado particularmente na pessoa de Jesus.

Portanto a alternativa de encontrar similaridades entre o dom de cura ou de falar em línguas e a salvação enquanto “dom de Deus” para justificar a crença na perspectiva reformada de predestinação deve ser descartada, pois são dons diferentes quanto a sua abrangência.

O “dom de Deus” deve ser entendido como dádiva-presente ou capacidade de criar meios de salvação, então essa possibilidade não é fruto de nenhuma ação humana, é dádiva e ao mesmo tempo dom, porque só Deus tem essa capacidade de criar possibilidades de salvação para a humanidade, possibilidades essas que se encerraram em Cristo.

Cristo é a expressão máxima do dom salvífico. Nesse sentindo a salvação está disponível a toda humanidade e não a um grupo seleto, basta ter fé, confiar (crer) na salvação em Jesus Cristo.

A graça preveniente (Rm 5.18) estendida a todos os seres humanos lhes abre a oportunidade de, pela fé, crerem no evangelho, isto descarta a possibilidade de a eleição ser uma ação fatalista de Deus, destinada apenas a alguns indivíduos, enquanto os demais se perderão no inferno por uma escolha divina. Se isto fosse verdade Deus seria muito cruel e atestaria contra seu amor. Por isso, ele dá a oportunidade para que todos se salvem (At 17.30), indistintamente, porque Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). Assim, a fé é a resposta humana, ante o agir salvífico de Deus em seu favor.

A responsabilidade é decorrente da ação da graça preveniente, conforme Armínio, é essa graça que promove a fé e inicia a salvação.

💻Adaptação/Publicação: Cristão Alerta
📝Referência: POMMERENING, Claiton Ivan. Mensageiro da Paz, dezembro, 2018.

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