Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

Maçonaria - Que Religião é Essa?


“Como a maioria dos maçons nunca ultrapassa o terceiro grau da loja azul, a maioria deles nunca descobre no que estão envolvidos”. “E nunca vão descobrir o que é maçonaria”. Anão ser que tentem entrar nos graus mais altos do Rito Escocês. 
De fatos eles não são só ignorantes, são também enganados deliberadamente pelos seus superiores na loja (Mike Mandel, ex-bruxo e pesquisador da maçonaria).
Compartilhar:

A Conduta do Crente em Relação à Família


Deus criou a família para ser um centro de comunhão entre homem e mulher e os filhos gerados dessa relação. 

A família seria um núcleo irradiador das bênçãos divinas e realizações humanas. O trabalho (Gn 2.15), a subsistência (Gn 1.29,30), o lazer (Gn 2.1-3), o prazer e procriação (Gn 1.28), e os papéis sociais dos membros da família (Gn 2.24), estavam interligados harmoniosamente com o propósito do Criador. Deus vira que não era bom que o homem estivesse só (Sl 68.6), e, por isso, criou-lhe a família (Gn 2.18).[1]
Compartilhar:

As Armas do Crente na Batalha Espiritual

“A Igreja está em contínua batalha contra o reino das trevas, contra Satanás e seus correligionários, os demônios. No último capítulo de Efésios, versículos 10,11 e 12, o apóstolo Paulo aborda a natureza da batalha espiritual, enfatizando que só em Cristo é possível combater os poderes demoníacos e ter vitória”.[1]
Compartilhar:

Música para Glória de Deus, pontos importantes!

M
úsicos compromissados com o Senhor e a Sua Igreja devem refletir sobre o ministério da música na igreja e sensibilizar todos que utilizam a música como ministério para que façam o mesmo. 

Vemos a necessidade de sempre tocarmos nesse assunto, pois compositores, arranjadores e cantores têm crescido de uma forma assustadora no meio da igreja, mas nem sempre com qualidade espiritual. Hoje, todo mundo quer gravar o seu CD e/ou cantar nos púlpitos das nossas igrejas as suas composições.

Somos a favor do crescimento, porém o crescimento desordenado traz prejuízo (1 Co 14.40). Com o intuito de refletir sobre o assunto, apresento alguns pontos importantes:

👉 1) Compositores e arranjadores evangélicos, sejam autodidatas ou formados, antes de se apresentarem à igreja com as suas composições musicais, devem ter como primeiro objetivo orar a Deus e estar sempre buscando conhecimento bíblico para embasar as suas composições. No caso da letra da música, fazer “eixegese” de algum texto sagrado ao seu bel prazer, em vez de exegese, é no mínimo irresponsabilidade. O resultado final disso poderá proporcionar heresias e, por conseguinte, macular a liturgia proposta para o culto a Deus.

👉 2) Ao iniciar a composição, tanto quanto melodia rítmica ou poética, o compositor deverá ter a ciência de que o resultado disso será um estilo musical, e que esse estilo musical precisa estar adequado à doutrina bíblica como também aos bons costumes da igreja a que ele pertence. Se as más conversações corrompem os bons costumes (1Co 15.33), o que devemos falar de alguns estilos musicais que hoje invadem as nossas igrejas? A música “evangélica” não tem o direito de perverter, macular e desconceituar, em nome da arte, a liturgia de um culto de uma igreja que zela pelos seus princípios.

Que possamos, como músicos, na certeza da nossa chamada, permanecermos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que nosso trabalho não é vão no Senhor (1Co 15.58). Temos que ter a certeza de que estamos compondo, tocando ou cantando para a glória de Deus (SI 66.2; 1Co 10.31), edificação da igreja (1Cr 25.5; 1Co 14.4) e para a proclamação do poder de Deus (SI 106.2; 1Co 9.16).

 Cassimiro dos. Música para Glória de Deus, edificação e proclamação. Jornal Mensageiro da Paz, Rio de Janeiro, Julho, 2019

Compartilhar:

A importância do Voto Consciente para as Convicções Cristãs

🎯
Aqueles que são contrários as convicções cristãs não podem receber o apoio e nem o voto da igreja.
Por muitas décadas a política foi satanizada no meio evangélico. Ensinava-se que a política era coisa do diabo. Como resultado desta ignorância cultural, a igreja permitiu com sua omissão, que o poder público fosse exercido por ateus, ímpios e imorais. Pela inexistência de consciência política os evangélicos se resignavam em votar no candidato “menos pior”.
Compartilhar:

O Ramadã, o mês sagrado do Islamismo

🎯 É no mês lunar do Ramadã que os Muçulmano fazem o jejum que dura de 29 a 30 dias. Jejua-se somente durante o dia. Não se deve comer nem beber desde o nascer até o pôr-do-sol.

Ramadã é um tempo muito especial para os muçulmanos em todo o mundo. É o mês do calendário islâmico separado para expressar fidelidade a Alá (deus, em árabe) abstendo-se de prazeres, como comida, bebida, cigarro e relações sexuais, desde o nascer até o pôr do sol; espera-se, em contrapartida, que ele responda às orações. Mais do que nos outros meses, em orações e jejum, os muçulmanos esperam, durante o Ramadã, obter perdão e purificação dos pecados. O Ramadã é um dos cinco pilares do islamismo, ou seja, é um dos fundamentos da fé islâmica que todo bom muçulmano deve seguir.


CINCO PILARES DO ISLAMISMO

1. Testemunho ou confissão (Shahada)

Dizer que não existe outro deus além de Alá, e afirmar que Maomé é o mensageiro de Deus, faz da pessoa um muçulmano. Isto é recitado no ouvido do recém-nascido, no ouvido da pessoa que está morrendo. Mérito é acumulado cada vez que se recita essa confissão. Nas orações diárias, repete-se esta confissão mais de 30 vezes.

2. Orações formais (Salat)

As orações rituais devem ser feitas cinco vezes por dia: ao amanhecer, quando você pode ver um fio branco, ao meio-dia, no meio da tarde, ao pôr-do-sol, à noite, em algum momento antes de se deitar. O Salat requer prostrar-se, tocando a testa no chão. Tem de ser feito sem nenhum erro, para que se alcance mérito. Quem fizer extras ganha mais méritos. Existe outro tipo de oração que se chama "dua". O que o sábado representa para os judeus e o domingo para os cristãos, a sexta- feira representa para os muçulmanos, que é o seu dia sagrado. Nesse dia eles se reúnem nas mesquitas para suas preces. O muçulmano deve orar posicionado em direção a Meca.

3. Dar esmolas ou fazer caridade (Zakat)

Existe uma escala proporcional para o "dar": 2,5% das suas entradas financeiras, 5% dos produtos agrícolas, 10% de todos os bens importados. Isso pode ser dado aos pobres ou para causas religiosas, incluindo a Guerra Santa muçulmana (Jihad). Existe muita controvérsia sobre quem deve coletar estas ofertas.

4. O mês de jejum (Saum)

É no mês lunar do Ramadã. O jejum dura de 29 a 30 dias. Jejua-se somente durante o dia. Não se deve comer nem beber desde o nascer até o pôr-do-sol. Do pôr-do-sol até o nascer, pode-se comer tanto quanto desejado e 1/30 do Alcorão deve ser lido diariamente. Os viajantes, mulheres grávidas, mulheres durante o período menstrual, crianças e enfermos estão isentos.

5. A peregrinação (Hajj)

É obrigatória a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida. Uma vez lá, é necessário cumprir as seguintes obrigações: caminhar sete vezes ao redor da Ka'aba, vestir roupas especiais para a ocasião, apedrejar Satanás, relembrar a busca de Agar por água, viver em tendas nas planícies de Arrasta e beijar ou tocar a pedra negra na parede da Ka'aba. Os que não são muçulmanos estão proibidos de entrar nas áreas santas das cidades de Meca e Medina. Jerusalém é a terceira cidade sagrada para os muçulmanos, pois acreditam que do Monte do Templo Maomé foi para o céu montado em seu cavalo.

Localizada no centro da grande mesquita, a Caaba (Ka'aba) é uma estrutura na forma de cubo do tamanho de um prédio pequeno. Ela é coberta com um pano negro. No canto mais oriental dessa estrutura está a sagrada Pedra Negra.

Para os muçulmanos, esse é o local mais sagrado da terra (e onde quer que estejam mundialmente, direcionam-se à Caaba quando fazem suas orações diárias).

Quando um homem muçulmano visita a Caaba, ele veste dois panos sem costura para simbolizar a igualdade de todos diante de deus. As mulheres usam roupas comuns, que as cobrem da cabeça aos pés.

A última peregrinação de Maomé à Caaba

Após a conquista de Meca, Maomé foi capaz de estender seu controle, quer por meio de tratados quer por meio da força, por quase toda a Arábia. Ele era uma combinação de líder religioso e governante, que impunha a adoração a Alá. Maomé continuou a morar em Medina e fez sua última peregrinação à Caaba em março de 632, morrendo três meses depois. Após sua morte, seus seguidores zelosos levaram a nova fé à Ásia, África e Europa.


🔍 Publicação: Uikisearch
Referências:
- Revista Portas Abertas, ano 38, n°5
- SOARES, Esequias. Manual de Apologética.  Defendendo os fundamentos da autêntica fé Bíblica. 2ª Edição 2003; CPAD. Rio de Janeiro. RJ. Brasil
- BICKEL, Bickel; JANTZ Stan. Guia de Seitas e Religiões. Uma visão panorâmica. 4ª impressão 2011, CPAD. Rio de Janeiro. RJ. Brasil

🔍VEJA TAMBÉM🔍:
📚 Uikisearch - Este é o site ideal para quem deseja fazer pesquisas cristãs e Escolares.

Compartilhar:

A Confiabilidade Histórica do Antigo Testamento

C
onfiabilidade” é a qualidade de ser fidedigno e verdadeiro. Será confiável o Antigo Testamento (AT) naquilo que afirma acerca dos tratos de Deus com a humanidade no Antigo Oriente Próximo?
Achados desse mundo antigo muitas vezes ilustram a realidade factual da história do AT.

1. História Primitiva

Memórias partilhadas representam uma prova da confiabilidade do AT. A antiguidade remota viu a passagem de incontáveis gerações humanas, mas estas gerações conservaram uma memória viva de eventos significativos. Por exemplo, outras culturas contaram histórias que são notavelmente similares ao Dilúvio de Noé. Esta é uma prova indireta da confiabilidade do AT. O esquema de Gênesis de documentar a criação e de listar dois grupos de oito a dez gerações representativas vivendo antes e depois do Dilúvio também encontra algo parecido na antiga literatura suméria e babilónica. Isto demonstra que o AT se ajusta às formas e práticas literárias do período que ele documenta. Finalmente, vidas longas como os 969 anos de Matusalém não constituem impedimento para a historicidade pessoal. Antigos documentos sumários afirmam que o rei (En)-me-bara-gisi reinou por 900 anos. O reinado de 900 anos não é crível, mas o rei (En)-me-bara-gisi não era fictício. Sabe-se que ele é histórico porque arqueólogos descobriram inscrições que trazem o seu nome. Era prática antiga comum “esticar” períodos de eventos verdadeiros e idades de pessoas que procediam de tempos primitivos.

2. História Patriarcal

Com Abraão, entramos na era dos patriarcas (ca 2000-1600 a.C.). Os registros históricos são mais abundantes a partir deste ponto na história. Os patriarcas criavam ovelhas e gado, percorrendo desde Ur (atual Iraque) até o Egito. Dados de Ur deste período registram grandes rebanhos de ovelhas, e isso combina com as descrições do AT. Arquivos de Mari mencionam Harã, onde Abraão chegou a viver. No período entre Abraão e Jacó, Canaã era uma terra de “cidades-Estado” independentes como Siquém, (Jeru) Salém e Gerar. Estes centros populacionais eram sustentados por pastagens, frequentadas por pastores locais e visitantes como Abraão e seus descendentes (Gn 37:12-13). “Textos de execração” egípcios fornecem evidência extrabíblica desta prática.

A guerra entre os reis cananeus e governantes orientais da Babilônia (Sinear, Elasar - ver Gn 14) e do Elão iraniano está em conformidade com este período. Os arquivos de Mari comprovam que este foi o único período em que forças do Elão chegaram a tal ponto a oeste e quando muitas alianças militares floresceram. Costumes patriarcais envolvendo coisas como casamento e formação de pactos refletem este período, e igualmente a soma de 20 peças pagas pela compra de José (Gn 37:28). Detalhes egípcios mencionados no AT (nomes pessoais, fomes mortais, a prática de “interpretação” de sonhos, etc.) combinam com aquilo que se aprende a respeito do Egito a partir de outras fontes antigas.

No Egito, os hebreus escravizados trabalharam para construir cidades como Ramessés e Pitom. Uma opinião é que isso ocorreu sob Ramsés II (1279-1213 a.C.). Outra opinião é que o Êxodo aconteceu por volta de 1446 a.C.

A arqueologia revela que Ramessés incluía estábulos de carruagens (ver Êx 14:25). Durante o êxodo do Egito, Deus não conduziu os hebreus pela vizinha rota norte para Canaã (cp. Êx 13:17-18), que estava infestada de postos militares egípcios, mas pelo monte Sinai, que fica com segurança ao sul do controle egípcio.

O pacto que Moisés mediou entre Deus e Israel no monte Sinai inclui características (introdução histórica, identificação de testemunhas, a menção de bênçãos e maldições pactuais) que refletem o uso conhecido nos séculos décimo quarto e décimo terceiro a.C., e o Tabernáculo (Êx 25:9; 26:1ss) repercutem uma longa tradição regional (c. de 2800-1000 a.C.) de construção de tendas sagradas e santuários. Por volta de 1209 a.C., o Israel tribal já estava em Canaã. A prova extrabíblica para isto é encontrada na Esteia da Vitória do Faraó Merenptah.

3. Israel Histórico

Após o período conturbado dos Juízes, Saul, Davi, e Salomão governaram Israel. “A Casa de Davi” é nomeada em uma esteia arameia de Dã, e igualmente na esteia de Mesa, rei de Moabe. Menos de 50 anos após Davi, o topônimo “Altos de Davit” (os egípcios usavam t para o d final) é incluído na lista geográfica da Palestina elaborada por Shoshenq I (“Sisaque” c. de 924 a.C.). O desenho do templo de Salomão refletiu tendências que eram correntes na vizinha Síria, embora a decoração do templo fosse modesta quando comparada. Os escritos de sabedoria de Salomão ajustam-se à sua época no formato e no conteúdo.

Após a morte de Salomão (930 a.C.), Israel e Judá se dividiram em dois reinos. Os assírios avançaram para o sul e estiveram em frequente contato com governantes hebreus. Consequentemente, Acabe e Jeú são mencionados em textos de Salmaneser III, enquanto seus sucessores mencionam Jeoás, Menaém, Peca e Oseias. Temos selos hebraicos que identificam servos de Jeroboão 11 e Oseias. De Judá, Jotão, Acaz, e Ezequias são incluídos em impressões de selos oficiais, enquanto registros assírios mencionam (Jeo) - Acaz, Ezequias e Manassés. Todos estes reis aparecem na mesma sequência e no mesmo período tanto no registro bíblico quanto no assírio.

Mesa de Moabe deixou uma esteia mencionando Onri e Acabe de Israel. Por sua vez, as narrativas em Reis e Crônicas mencionam, em períodos e ordem corretos, os seguintes reis do Egito: Shoshenq I [Sisaque]. Osorkon IV [Sô], Taharqa [Tiraca], Neco (II), e Hofra. Também são mencionados os govemantes assírios Tiglate-Pileser III, Salmaneser (V), Sargom (II), Senaqueribe, e Esar-Hadom. Finalmente, os govemantes babilônios Merodaque-Baladã (II), Nabucodonosor (II), e Evil-Merodaque são mencionados. Vários eventos são documentados tanto em fontes bíblicas como em externas através de 200 anos para Israel e 340 anos para Judá. As quedas de Samaria (722/720 a.C.) e de Judá (605-597 a.C.) são mencionadas em crônicas assírias e babilónicas respectivamente.


Temos descoberto tabuinhas com cotas de ração da Babilônia para o banido rei Joaquim de Judá e sua família de 594-570 a.C. O muito bem documentado triunfo persa, em 539 a.C., possibilitou que muitos exilados retornassem a Judá e reconstruíssem Jerusalém e seu templo, exatamente como diz o AT.

Outros personagens bíblicos agora comprovados por meio de descobertas arqueológicas são: Samba-Iate I de Samaria, de acordo com um papiro aramaico; a família posterior de Tobias de Amom, conforme tumbas em Iraq al-Amir; e Gashmu/Gesém como um rei árabe em Qedar, segundo um vaso pertencente a seu filho Qaynu.

A historicidade do AT deveria ser levada a sério. Quanto ao próprio texto do AT, os Rolos do Mar Morto (c. de 150 a.C-70 d.C.) fornecem boa evidência de uma tradição de texto-essencial cuidadosamente transmitido por quase mil anos até aos escribas massoretas (c. de séculos oitavo e nono d.C.). Deste modo, o texto básico da Escritura do AT pode ser estabelecido como transmitido de forma essencialmente correta, e a evidência mostra que a forma e o conteúdo do AT ajustam-se às conhecidas realidades literárias e culturais do Antigo Oriente Próximo. Para Mais, ver K. A. Kitchen, On the Reliability of the Old Testament[Sobre a confiabilidade do Antigo Testamento].

📚SUGESTÃO DE ARTIGOS PARA VOCÊ:

 A Natureza da Bíblia e os Seus dois Princípios

Vida Mudada com ajuda da Apologética

Apologética, a Defesa da Fé Cristã

Fatos que Mudaram Negativamente a Face da Igreja Cristã

Antonio Gilberto da Silva, o maior nome da Teologia Pentecostal do Brasil

Documentos de Isaac Newton ressalta a sua Fé em Deus e na Bíblia


🔍 Publicação: Uikisearch
Referências:KITCHEN, Kenneth A. A Confiabilidade Histórica do Antigo Testamento. Bíblia de Estudo King James 1611, Estudo Holman. Ano 2015, BV Filmes Editora

🔍VEJA TAMBÉM🔍:
📚 Uikisearch - Este é o site ideal para quem deseja fazer pesquisas cristãs e Escolares.
Compartilhar:

Espiritismo, a História

1. Significado

A palavra "espiritismo" tem sua origem no vocábulo francês espiritisme. É uma doutrina filosófico-religiosa "baseada na crença da comunicação entre os vivos e os mortos" (Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, Celso Pedro Luft). 

Segundo o Aurélio, é uma "doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicações, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos, entre os espíritos encarnados e os desencarnados". Esta última definição engloba os dois aspectos básicos do espiritismo: a comunicação com os mortos e a reencarnação - doutrinas antibíblicas e anticristãs.

2. Origens

O espiritismo, enquanto tentativa de contato com os mortos, faz parte da tradição de vários povos, como os egípcios, caldeus, hindus, assírios etc. "O espiritismo que hoje se expande no Brasil e no mundo nada mais é do que a continuação da necromancia e do ocultismo praticados pelos povos antigos" (Porque Deus Condena o Espiritismo, Jefferson Magno Costa, p. 20). O movimento compreende várias tendências ou manifestações, desde a umbanda, quimbanda e demais manifestações afro-brasileiras, passando por organizações místicas e de caridade, até o espiritismo de mesa ou kardecismo - este iniciado em 1857, quando foi publicado o Livro d Espíritos, pelas mãos de Allan Kardec. Para ele, espírita ― é todo aquele que acredita nas manifestações dos espíritos (Livro dos Médiuns, p. 44).

O espiritismo é, sem dúvida, uma das heresias que mais cresce no mundo hoje. O Brasil, particularmente, detém o triste re­corde de ser o maior reduto espiritista do mundo. O seu cresci­mento se dá, em grande parte, devido ao fascínio que os seus ensi­nos exercem sobre as mentes das pessoas desprovidas do verda­deiro conhecimento, e alienadas de Deus.

Alheio à Palavra de Deus, e divorciado de toda a verdade, o espiritismo tem se constituído numa espécie de "profundezas de Satanás", pronto a tragar pessoas incautas que estão a buscar a Deus em todos os lugares e por todos os meios.


3.  RESUMO HISTÓRICO DO ESPIRITISMO

O espiritismo constitui-se no mais antigo engano religioso já surgido. Porém, em sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu ressurgimento se deve a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, de Hydeville, Estado de Nova Iorque.

3.1. Estranhos Fenômenos

Em dezembro de 1847, Margaret e Kate, respectivamente de doze e dez anos, começaram a ouvir pancadas em diferentes pon­tos da casa onde moravam. A princípio julgaram que esses ruídos fossem produzidos por camundongos e ratos que infestavam a casa. Contudo, quando os lençóis começaram a ser arrancados das ca­mas por mãos invisíveis, cadeiras e mesas tiradas dos seus luga­res, e uma mão fria tocou no rosto de uma das meninas, percebeu-se que o que estava acontecendo eram fenômenos sobrenaturais. A partir daí, as meninas criaram um meio de comunicar-se com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com um determinado número de pancadas.

3.2. Expansão do Movimento

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, sessões espíritas propaga­ram-se por toda a América do Norte. Na Inglaterra, porém, a con­sulta aos mortos já era muito popular entre as camadas sociais mais elevadas. Por conseguinte, os médiuns norte-americanos en­contraram ali solo fértil onde a semente do supersticionismo espiritista haveria de ser semeada, nascer, crescer, florescer e frutificar. Na época, outros países da Europa também foram visitados com sucesso pelos espíritas norte-americanos.

Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espiritistas. Léon Hippolyte Rivail (o verdadeiro nome de Allan Kardec), nascido em Lião, em 1804, filho de um advogado, tomou o pseudônimo de Allan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação de um poeta celta com esse nome. Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou O Livro dos Espíritos, que muito contribuiu na propaganda espiritista. Dotado de inteligência e inigualável sagacidade, estudou toda a literatura afim disponível na Inglaterra e nos Estados Unidos, e dizia ser guiado por espíritos protetores. Notabilizou-se por introduzir no espiritismo a ideia da reencarnação. De 1861 a 1867, publicou quatro livros: Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e Gênesis.

4. ESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO

4. 1. No Brasil.

As manifestações de cunho espírita são muito antigas no país, ainda que não fossem conhecidas por esse nome a princípio. Antes do descobrimento do Brasil, os índios praticavam diversos rituais de pajelança. Depois vieram os portugueses, com sua fachada cristã, mas envolvidos com a bruxaria europeia. Finalmente, chegaram os escravos com suas tradições animistas e fetiches.

Com respeito à sua organização formal, o espiritismo -respeitando-se, é claro, as várias correntes e divisões posteriores - realizou sua primeira sessão no Brasil em Salvador. Bahia, no dia 17 de setembro de 1865. A primeira publicação se denominava Eco do Além-Túmulo, cujo lançamento se deu em 1869. Em 1° de janeiro de 1884 foi fundada a Federação Espírita Brasileira (FEB). A revista O Reformador surge como veículo principal de divulgação doutrinária. Hoje, o espiritismo tem vários núcleos no Brasil e assume várias formas, tendo espalhado suas doutrinas por um sem-número de seitas e agremiações.

4. 2. Sua força

"Brasil Ghost - País do Outro Lado da Vida". Este é o título da reportagem de capa da revista Manchete, de 30/11/1991, pp. 67-69. Veja o conteúdo: "Somos o maior país espírita do mundo. Cerca de 20 milhões de brasileiros, a maior parte vinda de outras religiões, encontraram no kardecismo a solução de seus problemas e angústias. Só na Federação Espírita do Estado de São Paulo, cerca de oito mil pessoas passam diariamente pela pequena sede de cinco andares da Rua Santo Amaro, no Bairro da Bela Vista. Ali são ministrados os mais variados cursos sobre kardecismo, além de palestras e passes para transmissão de energia".

O mais célebre médium do Brasil é Chico Xavier, que num artigo publicado pela revista Isto E/Senhor, n° 1147, de 18/9/91, pp. 32-37, é chamado de "Senhor dos Espíritos". Lançou, no dia 2 de outubro de 1991, o trigésimo quinto livro de sua carreira: Ação, Vida e Luz, amplamente elogiado: "Uma obra que, como as anteriores, só deve aumentar o seu prestígio quase lendário, que o transforma num fenômeno da fé brasileira, acima de qualquer credo religioso".

Considerando-se que Allan Kardec define como "espírita" todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos, podem-se incluir, entre os 20 milhões de kardecistas indicados pela revista Manchete, os outros grupos religiosos que também creem nas "manifestações" dos espíritos, entre os quais destacamos: os umbandistas, quimbandistas, legionários da Boa Vontade, os adeptos da Cultura Racional e do Racionalismo Cristão. Isso posto, o número de pessoas no Brasil envolvidas com o espiritismo ascende à casa dos 70 a 80 milhões, o que pode explicar a declaração de que o Brasil é hoje "o maior país espírita do mundo".

5. DIVISÕES DO ESPIRITISMO NO BRASIL

1) O Espiritismo Kardecista, que pode ser chamado de espiritismo ortodoxo, é o que está filiado à Federação Espírita Brasileira e para o qual Allan Kardec é considerado o Mestre Divino.


O espiritismo Kardecista é a classe de espiritismo comumente praticada no Brasil, e tem, como principais, entre as suas muitas teses, as seguintes:

👉 Possibilidade de comunicação com os espíritos desencar­nados.
👉 Crença da reencarnação.
👉 Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as consequências dos seus atos.
👉 Crença na pluralidade dos mundos habitados.
👉 A caridade é virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.
👉 Deus, embora exista, é um ser impessoal, habitando um mundo longínquo.
👉 Mais perto dos homens estão os "espíritos-guias".
👉 Jesus foi um médium e reformador judeu, nada mais que isto.

Evidentemente, o diabo é um demagogo muito versátil e maleável, capaz de muitas transformações. Aos psicólogos, ele diz: "Trago-vos uma nova ciência". Aos ocultistas, assevera: "Dou-vos a chave para os últimos segredos da criação". Aos racionalistas e teólogos modernistas, declara: "Não estou aí. Nem mesmo exis­to". Assim faz o espiritismo: muda de roupagem, como o camaleão muda de cor, de acordo com o ambiente, ainda que, na essência, continue sempre o mesmo: supersticioso, fraudulento, mau e dia­bólico.

2) A Legião da Boa Vontade. Embora não filiada à FEB. aceita a ideia de Alziro Zarur, segundo a qual ele era a reencarnação de Kardec. Não crê que Cristo tivesse corpo real e humano, seguindo a linha de pensamento de João Batista Roustaing.

3) Racionalismo Cristão.Fundado em 1910 por Luiz de Mattos. Luiz José de Mattos nasceu em Portugal, em 3/1/ 1860. E panteísta e fala de Deus como "O Grande Foco". "Inteligência Universal". Possui templos suntuosos em várias regiões de São Paulo.

4) Cultura Racional.Fundada por Manoel Jacintho Coelho em 1935, no Rio de Janeiro (Méier), mas divulgada a partir de 1970, quando alcançou fama nacional. Aceita a metempsicose (transmigração da alma até mesmo para seres inferiores).

5) Cultos Afro-Brasileiros. Destaca-se a umbanda, seita afro-brasileira divulgada mais como folclore do que religião, embora advogue esta última condição. Formada pele sincretismo de cultos africanos e ameríndios com o catolicismo europeu trazido pelos portugueses. Declara que seu objetivo é desfazer os males invocados pela quimbanda através dos exus. Evoca, diferindo do espiritismo kardecista, os orixás, seres dementais da natureza, mas também os espíritos de pretos-velhos e caboclos, estes últimos considerados espíritos de índios falecidos;

6) Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. Fundado em 1909, pelo Sr. Antônio Olívio Rodrigues. Possui espalhados pelo Brasil milhares de tattwas, ou centros. Aceita a doutrina reencarnacionista.

7) Ordem Rosacruz.Com suas várias organizações, destacando-se a AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis). A fraternidade segue uma tradição mística egípcia. Alega ser originária do reinado de Amenhotep IV, imperador egípcio no ano 1353 a.C., mais conhecido como Akhenaton.

Semelhantemente há a fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a FRC (Fraternidade Rosae Crucis) de Clymer, a FRA (Fraternidade Rosacruciana Antiqua) de Krumnheller (Igreja Gnóstica) e a Ordem Cabalística da Rosacruz (Igreja Expectante) do Sr. Léo Alvarez Costet de Mascheville;

8) Outros.Finalmente, poderíamos agrupar aqui as sociedades teosóficas e as seitas orientais japonesas, como Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Perfect Liberty e as seitas orientais provindas do hinduísmo, como o movimento Hare Krishna e Meditação Transcendental, entre outras, todas adeptas do reencarnacionismo.

6. SÍNTESE DA DIVISÃO DO ESPIRITISMO

4.1. Espiritismo Comum

Dentre as muitas práticas dessa classe de espiritismo, desta­cam-se as seguintes:

a.  Quiromancia - Adivinhação pelo exame das tinhas das mãos. O mesmo que "quiroscopia".

b. Cartomancia - Adivinhação pela decifração de combina­ções de cartas de jogar.

c.  Grafologia - Estudo dos elementos normais e principal­mente patológicos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.

d. Hidromancia - Arte de adivinhar por meio da água.

e. Astrologia - Estudo e/ou conhecimento da influência dos astros, especialmente dos signos, no destino e no comportamento dos homens; também conhecida como "uranoscopia".

6 .2. Baixo Espiritismo

O baixo espiritismo, também conhecido como espiritismo pagão, inculto e sem disfarce, identifica-se pelas seguintes práticas:

a. Vodu - Culto de negros antilhanos, de origem animista, e que se vale de certos elementos do ritual católico. Praticado prin­cipalmente no Haiti.

b. Candomblé - Religião dos negros ioruba, na Bahia.

c. Umbanda - Designação dos cultos afro-brasileiros, que se confundem com os da macumba e dos candomblés da Bahia, xangô de Pernambuco, pajelança da Amazônia, do catimbó e outros cul­tos sincréticos.

d. Quimbanda - Ritual da macumba que se confunde com os da umbanda.

e. Macumba - Sincretismo religioso afro-brasileiro derivado do candomblé, com elementos de várias religiões africanas, de religiões indígenas brasileiras e do catolicismo.

6. 3. Espiritismo Científico

O espiritismo científico é também chamado "Alto Espiritis­mo", "Espiritismo Ortodoxo", "Espiritismo Profissional" ou "Espiritualismo". Ele se manifesta, inclusive, como "sociedade", como, por exemplo, a LBV (Legião da Boa Vontade), fundada e presidida por muitos anos pelo já falecido Alziro Zarur. Esta clas­se de espiritismo tem sido conhecida também como:

a. Ecletismo - Sistema filosófico dos que não seguem sistema algum, escolhendo de cada um a parte que lhe parece mais próxi­ma da verdade.

b. Esoterismo - Doutrina ou atitude de espírito que preco­niza que o ensinamento da verdade deve reservar-se a um nú­mero restrito de iniciados, escolhidos por sua influência ou va­lor moral.

c. Teosofismo - Conjunto de doutrinas religioso-filosóficas que têm por objetivo a união do homem com a divindade, mediante a elevação progressiva do espírito até a iluminação. Iniciado por Helena Petrovna Blavastky, mística norte-americana (1831-1891), fanática adepta do budismo e do lamaísmo.

Referências:
Rinaldi, Natanael; Romeiro, Paulo. Desmascarando as Seitas. ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996.
OLIVEIRA, Raimundo. Seitas e Heresias: Um sinal do fim dos tempos. Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro, RJ, Brasil 23ª edição/2002

Compartilhar:

VEJA PUBLICAÇÕES EM DESTAQUES ⤵️ :