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Lição 13 – A Assembleia de Jerusalém

Nesta lição, encerramos nosso trimestre estudando um dos momentos mais importantes da história da Igreja Primitiva em Jerusalém: a Assembleia de Jerusalém. Diante de um grave conflito doutrinário sobre a salvação dos gentios, os líderes da Igreja buscaram, com sabedoria e submissão ao Espírito Santo, uma solução que preservasse a doutrina da graça e a unidade do Corpo de Cristo.

Lições Bíblicas Adultos - 3°Trimestre 2025 - CPAD

Revista: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé – Base para o Crescimento da Igreja

Comentarista: Pr. José Gonçalves


TEXTO ÁUREO

“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.”  (At 15.28)

VERDADE PRÁTICA

Em sua essência, a Igreja é tanto um organismo quanto uma organização e, como tal, precisa seguir princípios e regras para funcionar plenamente.

Assembleia de Jerusalém

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Co 12.12

A igreja local como um organismo vivo

Terça - Tt 1.5

A igreja como organização

Quarta - At 14.23

Estabelecendo líderes

Quinta - At 15.28

Dando voz à igreja

Sexta - At 15.30,31

A necessidade de possuir parâmetros  

Sábado - 1 Co 14.40

Tudo com decência e ordem


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 15.22-32

19 - Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos 22- Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, varões distintos entre os irmãos.

23- E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos, e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, Síria e Cilícia, saúde.

24- Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma (não lhes tendo nós dado mandamento),

25- pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns varões e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,

26- homens que já expuseram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

27- Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais de boca vos anunciarão também o mesmo.

28- Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29- Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

30- Tendo-se eles, então, despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.

31- E, quando a leram, alegraram-se pela exortação.

32- Depois, Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras.


Hinos Sugeridos:  144, 162, 167 da Harpa Cristã

144 - Vem à Assembleia de Deus

162 - O Estandarte da Verdade

167 - As Testemunhas de Jesus


INTRODUÇÃO

Com esta lição, terminamos mais um trimestre de estudos sobre a igreja de Jerusalém. Aqui veremos como a igreja agiu para resolver seus conflitos de natureza doutrinária. Um grupo composto por fariseus convertidos à insistia que os gentios convertidos deveriam guardar a Lei, especialmente o rito da circuncisão. No entendimento dos apóstolos, se isso fosse exigido, a salvação deixaria de ser totalmente pela graça, o que era inaceitável. Devido à dimensão da questão e à sua importância para o futuro da Igreja, os líderes se reuniram em Jerusalém para buscar uma solução para o problema. Lucas deixa claro que a decisão tomada pela Igreja naquele momento foi guiada pelo Espírito Santo. É isso que veremos agora.


PALAVRA-CHAVE: Assembleia


I – A QUESTÃO DOUTRINÁRIA

1. O relatório missionário.

A questão doutrinária que se tornou objeto de discussão no Concílio de Jerusalém, abordada no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, teve seu início na igreja de Antioquia. Ela começou quando Paulo e Barnabé apresentaram à igreja de Antioquia um relatório sobre a Primeira Viagem Missionária que haviam realizado. Nesse relatório, os missionários narraram o que Deus havia feito entre os gentios e como estes aceitaram a fé (At 14.27). O relatório deixa implícito que a salvação dos gentios ocorreu inteiramente pela graça de Deus, sem que nenhuma exigência da Lei, como a circuncisão, fosse imposta a eles. Tanto Paulo quanto Barnabé viam a ação de Deus — manifestada por meio de milagres extraordinários entre os gentios — como um sinal de sua aprovação, demonstrando que nenhuma outra exigência, além da fé em Jesus, era necessária para a salvação. Em outras palavras, a salvação é um dom de Deus, concedido inteiramente por sua graça.

 

2. O legalismo judaizante.

Lucas mostra que um grupo de judaizantes se sentiu incomodado com o relatório dos missionários (At 15.1). Esse grupo, composto por fariseus supostamente convertidos à fé, que haviam vindo de Jerusalém para Antioquia, se opôs ao ingresso de gentios na Igreja sem que estes, antes, cumprissem as exigências da Lei. Houve, portanto, um confronto entre esse grupo judaizante e os missionários Paulo e Barnabé. A questão tomou grandes proporções, correndo o risco até mesmo de dividir a igreja em Antioquia, o que exigia uma resposta rápida por parte da liderança. Contudo, por se tratar de um tema complexo e de amplo alcance, a igreja de Antioquia considerou adequado remeter a questão para Jerusalém, a igreja-mãe, onde o assunto seria analisado e amplamente discutido pelos apóstolos e presbíteros (At 15.2).

 

SINÓPSE I

A exigência da circuncisão aos gentios gerou um sério questionamento sobre a natureza da salvação em Cristo.


AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“PARECEU BEM AO ESPÍRITO SANTO.

O Espírito Santo dirigiu aqueles que participaram do concílio de Jerusalém a tomarem as decisões certas. Jesus prometeu que o Espírito os guiaria em toda a verdade (Jo 16.13). As decisões da igreja não devem ser tomadas apenas pelos seres humanos. Os líderes devem buscar e aceitar a direção do Espírito através da oração, do jejum e da devoção à Palavra de Deus até que possam discernir claramente a sua vontade (cf.13.2-4). A igreja, se quiser ser verdadeiramente leal a Cristo, deve ouvir o que o Espírito lhe diz (cf. Ap 2.7).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, edita pela CPAD, p.1973.


II – O DEBATE DOUTRINÁRIO

1. Uma questão crucial.

A questão gentílica chegou a Jerusalém para ser tratada. Contudo, judaizantes, que ali se encontravam, deixaram claro que a igreja deveria circuncidar os gentios convertidos e ordenar que eles “guardassem a lei de Moisés” (At 15.5). No entendimento desse grupo, sem a observância da lei, ninguém podia se salvar. Pedro é o primeiro a ver a gravidade da questão e percebe que ela não pode ser tratada de forma subjetiva. A questão deveria ser tratada com a objetividade que o caso exigia, e a experiência da salvação dos gentios em Cesareia, ocorrida anos antes, deveria servir de parâmetro (At 10.1-46). Pedro, então, evoca a experiência pentecostal gentílica como prova da aceitação deles por Deus: “E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós” (At 15.8).


2. A experiência do Pentecostes na fé dos gentios.

O derramamento do Espírito sobre os gentios, anos antes, em Cesareia, na casa de Cornélio (At 10), havia sido uma experiência objetiva, física e observável por todos os presentes ali (At 10.44-46; At 2.4). Pedro espera que seu argumento seja aceito da mesma forma que fora aceito, anos antes, pelos judeus que haviam questionado a salvação dos gentios de Cesareia. Convém lembrar que esse mesmo argumento de Pedro já havia sido usado pelo apóstolo Paulo por ocasião de seu debate com os crentes da Galácia. Da mesma forma, ali, Paulo deixou claro que o recebimento do Espírito era um fato observável e que todos, portanto, tinham consciência de que o haviam recebido (Gl 3.5).


3. A fundamentação profética da fé gentílica.

Enquanto Pedro recorreu à experiência do Pentecostes como sinal de validação da fé gentílica. Por outro lado, Tiago, o irmão do Senhor Jesus, recorre às profecias para fundamentar sua defesa da aceitação dos gentios na Igreja. Para ele, a inclusão dos gentios na igreja estava predita nos profetas: “E com isto concordam as palavras dos profetas” (At 15.15). A aceitação dos gentios na Igreja não era uma inovação sem respaldo nas Escrituras. Pelo contrário, Deus já havia mostrado aos antigos profetas que os gentios também fariam parte de seu povo. Esse era um favor divino, fruto de sua graça, e que nada mais precisava ser acrescentado.


SINÓPSE II

Os apóstolos usaram experiências espirituais e fundamentos proféticos para afirmar a aceitação dos gentios por Deus.

 

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“A LEI E A GRAÇA.

Quando judaizantes queriam sobrecarregar os gentios com o sistema mosaico, Pedro protestou (At 15.10). Poderia ter mencionado a libertação de muitos gentios dos tremendos fardos impostos pelos sacerdotes pagãos. E que não deveriam ser submetidos de novo a sistemas de exigências para ‘merecerem a salvação’. [...] Há ocasiões em que pregar a Lei é necessário, para levar os ouvintes à convicção de pecados. Porém, antes de tudo, o Evangelho é o oferecimento da livre graça de Deus.

O Evangelho não aceita o conceito de um Deus sem misericórdia. Um Deus que exige rituais, flagelações e boas obras mediante as quais seja gracioso para conosco. Não. Deus já revela sua natureza de graça e misericórdia. E quer nos justificar, de tal modo que sirvamos a Ele sem medo de perder a salvação. A Lei diz: ‘Faça isso, e viverá’. O Evangelho diz: ‘Receba a vida, e faça’. A Lei diz: ‘Pague!’ O Evangelho diz: ‘Está pago!’” (PEARLMAN, Myer. Atos: Estudo do Livro de Atos e o Crescimento da Igreja Primitiva. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, pp.171-72).


III – A DECISÃO DA ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

1. O Espírito na Assembleia.

É digno de nota o papel atribuído ao Espírito Santo na tomada de decisões da Igreja: “[...]pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15.28). O Espírito Santo não era apenas visto como uma doutrina na Igreja, mas como uma pessoa com participação ativa nela. Esse texto faz um paralelo com Atos 5.32, onde também se destaca a participação ativa do Espírito Santo na vida da Igreja: “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem” (v.32).


2. A orientação do Espírito na Assembleia.

O texto de Atos 15.28 não nos diz como era feita a orientação do Espírito na primeira Igreja; contudo, a observação feita por Lucas, de que Judas e Silas “eram profetas” (At 15.32) e que eles fizeram parte da comissão que levou a carta com a decisão tomada pela Assembleia, indica que o Espírito Santo se manifestava na Igreja por meio de seus dons (Cf. At 13.1-4). Isso explica por que as coisas funcionavam na primeira Igreja. Esse era o padrão da Igreja Primitiva e deve ser também o padrão na Igreja de hoje.


3. O parecer final da Assembleia.

Depois dos intensos debates, o parecer da Assembleia foi de que os gentios deveriam se abster “das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação” (At 15.29). Fica óbvio que a Igreja procurou resolver a questão mantendo-se rigorosamente fiel à doutrina da salvação pela graça, isto é, sem os elementos do legalismo judaico, mas evitando os extremos de rejeitar os irmãos judeus que também compartilhavam da mesma fé. O legalismo deveria ser rejeitado, os crentes judeus, não. Assim, ficou demonstrado que os gentios eram salvos pela graça, mas deveriam impor alguns limites à sua liberdade cristã, a fim de que o convívio com seus irmãos judeus não fosse conflituoso.


SINÓPSE III

Guiada pelo Espírito Santo, a Igreja decidiu preservar a graça e promover a comunhão entre judeus e gentios convertidos.

 

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“A LIBERDADE CRISTÃ.

Agostinho, grande estudioso da igreja antiga, disse certa vez: ‘Ame a Deus e faça o que quiser’. À primeira vista, esta declaração parece um pouco arriscada. Mas pensando bem, quem ama a Deus não vai querer desagradá-lo mediante a desobediência à sua Palavra. Aquele que verdadeiramente ama a Deus está livre da Lei e vive sob sua graça. Sua nova natureza espiritual não desejará fazer nada contrário à vontade revelada de Deus. Existem leis civis hoje em dia para punir mães que tratam com crueldade aos seus filhos. Há, porém, milhares de mães que desconhecem tais leis e tratam seus filhos com bondade. Explicação: Já têm a lei do amor maternal escrita nas suas consciências. Quem foi transformado pela graça tem a lei de Deus escrita no seu coração (Jr 31.33). E, com grande alegria, faz aquilo que é certo” (PEARLMAN, Myer. Atos: Estudo do Livro de Atos e o Crescimento da Igreja Primitiva. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.172).


CONCLUSÃO

A Igreja sempre será desafiada a enfrentar os problemas que surgem em seu meio. No capítulo 6 de Atos, vimos como ela resolveu um conflito de natureza social, provocado por reclamações de crentes helenistas (hebreus de fala grega). Aqui, o problema foi de natureza doutrinária: uma questão melindrosa que requeria muita habilidade por parte da liderança para ser resolvida. Graças ao parecer de uma liderança sábia e orientada pelo Espírito Santo, a Igreja tomou a decisão certa. A unidade da Igreja foi preservada e Deus foi glorificado.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como a questão doutrinária da salvação dos gentios se tornou objeto de discussão do Concílio de Jerusalém?

Começou quando Paulo e Barnabé apresentaram à Igreja de Antioquia um relatório sobre a primeira viagem missionária.

2. O que Lucas mostra a respeito de um grupo de judaizantes?

Lucas mostra que esse grupo, formado por fariseus convertidos, insistia que os gentios só poderiam ser salvos se guardassem a Lei, especialmente a circuncisão, promovendo confusão e divisão na Igreja.

3. O que Pedro evoca como prova da aceitação dos gentios por Deus?

Pedro evoca a experiência pentecostal gentílica como prova da aceitação deles por Deus (At 15.8).

4. A que o apóstolo Tiago recorre para fundamentar a defesa da aceitação dos gentios na Igreja?

Tiago recorre às profecias para fundamentar sua defesa da aceitação dos gentios na Igreja. Para Tiago, a inclusão dos gentios na igreja estava predita nos profetas (At 15.15).

5. Qual foi o parecer da Assembleia de Jerusalém?

O parecer da Assembleia foi de que os gentios deveriam se abster “das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação” (At 15.29).

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Lições Bíblicas do 4° Trimestre de 2025, Adultos

Lições Bíblicas Adultos – 4° Trimestre 2025 | CPAD

REVISTA: Corpo, Alma e Espírito A Restauração Integral do Ser Humano para Chegar à Estatura Completa de Cristo

Comentarista: Pr. Silas Queiroz

No 4° Trimestre de 2025, as Lições Bíblicas Adultos da CPAD apresentam um estudo profundo e edificante sobre a natureza tripartida do homem à luz das Escrituras. 



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Lição 11 – Esdras vai a Jerusalém ensinar a Palavra

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Texto Áureo

“E provaram a boa palavra de Deus.”  (Hb 6.5a)

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus é semelhante a uma afiada espada; é poderosa e penetrante.

👍 Sugestão de Leitura – Clique e veja:

Lição 1 – Daniel ora por um despertamento

Lição 2 – Despertamento Espiritual - um milagre

Lição 3 – O Despertamento renova o altar

Lição 4 – A Construção do Templo enfrentou oposição

Lição 5 – Zorobabel recomeça a construção do Templo

Lição 6 – Neemias reconstrói os muros de Jerusalém

Lição 7 – O povo de Deus deve separar-se do Mal

Lição 8 – As causas da desunião devem ser alienadas

Lição 9 – Como vencer as oposições à obra de Deus

Lição 10 – Provai se os espíritos são de Deus

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 2 Pe 1.16-21: A Palavra de Deus é inspirada

Terça - 1 Rs 8.54-61: A Palavra é digna de confiança

Quarta - Nm 23.18-23: Deus confirma a sua Palavra

Quinta - Sl 119.97-104: A Palavra de Deus deve ser lembrada

Sexta - 2 Co 9.9-15: A Palavra deve ser semeada

Sábado - Ef 6.17: A Palavra é a base da nossa vitória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Esdras 8.1-12

1 - Estes, pois, são os chefes de seus pais, com as suas genealogias, os que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Artaxerxes:

2 - dos filhos de Fineias, Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi, Hatus; 

3 - dos filhos de Secanias e dos filhos de Parós, Zacarias, e com ele por genealogias se contaram até cento e cinquenta homens; 

4 - dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zeraías, e, com ele, duzentos homens; 

5 - Dos filhos de Secanias, o filho de Jaaziel, e com ele trezentos homens;

6 - e dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jônatas, e, com ele, cinquenta homens;

7 - e dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Atalias, e, com ele, setenta homens;

8 - e dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e, com ele, oitenta homens;

9 - dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e, com ele, duzentos e dezoito homens;

10 - e dos filhos de Selomite, o filho de Josifias, e, com ele, cento e sessenta homens;

11 - e dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e, com ele, vinte e oito homens;

12 - e dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de Hacatã, e, com ele, cento e dez homens; Filho de Hacatã, e com ele cento e dez homens;


HINOS SUGERIDOS: 409, 509, 545 da Harpa Cristã


OBJETIVO GERAL

Mostrar a eficácia da Palavra de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

👉Discorrer sobre o envio de Esdras por Artaxerxes a Jerusalém;

👉Ressaltar que Esdras ensinou a Palavra ao povo;

👉Asseverar que a Palavra de Deus deve ser ensinada ao povo;

👉Elencar os resultados do ensino da Palavra de Deus.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O Antigo Testamento mostra que a Lei do Senhor estava intrinsicamente ligada a vida de todo o povo e, por isso, ela também era o elemento aglutinador que formava a identidade dos judeus. Assim, Esdras estava ciente de que para iniciar a reconstrução religiosa do povo era necessário começar pelo ensino da Lei do Senhor, pois sem ela não há identidade espiritual nem moral. Atualmente, podemos afirmar que a Palavra de Deus é o elemento central para gerar avivamento, crescimento e desenvolvimento do caráter do cristão. Amemos a Palavra de Deus, busquemos conhecê-la!


INTRODUÇÃO

O grande valor do ensino da Palavra de Deus é o assunto desta lição. Veremos como o governo da Pérsia enviou Esdras a Jerusalém, a fim de verificar se a vida eclesiástica dos judeus estava conforme a lei de Deus.


PONTO CENTRAL

A Palavra de Deus é eficaz.


I – ARTAXERXES ENVIA ESDRAS


1. Os judeus sob o domínio dos Pérsas.

Quando o reino da Pérsia derrotou Babilônia, os judeus que viviam naquele lugar passaram automaticamente ao domínio do governo persa. Os judeus puderam logo constatar que os persas eram mais brandos do que os babilônicos.

 

2. Esdras é enviado a Jerusalém, para ensinar a lei de Deus.

No seu contato com Esdras, escriba e sacerdote, o rei ficou impressionado com o elevado grau de conhecimento que Esdras possuía da lei do Deus de Israel, e quis, junto com seus sete conselheiros, enviá-lo a Jerusalém a fim de inquirir acerca da situação espiritual dos residentes ali (Ed 7.14).


3. A importante carta que o rei enviou com Esdras.

O rei enviou com Esdras uma carta escrita em aramaico, que está registrada em Esdras 7.12-26. Através desta carta o rei decretou:


a) Qualquer judeu, que assim desejasse, poderia acompanhar Esdras a Jerusalém (v.12).


b) Os que fossem a Jerusalém poderiam levar consigo ouro e prata, voluntariamente dados pelo rei e seus conselheiros, ou dados como ofertas voluntárias do povo (v.15).

c) Os vasos sagrados, que ainda estavam na Babilônia, seriam restituídos (Ed v.19).

 

d) Qualquer despesa seria paga pelo tesouro do rei.

 

e) Não seriam impostos aos servidores do templo: direitos, tributos, rendas (v.24).

 

f) Esdras poderia nomear regentes e juízes, para que a vida eclesiástica viesse a funcionar conforme a lei de Deus (v.25).

Esdras louvou a Deus, que tinha inspirado o rei a fazer tudo isto, estendendo-lhe a beneficência perante o rei (vv.27,28).


SÍNTESE DO TÓPICO I

Ataxerxes envia Esdras a Jerusalém, onde o líder escriba e sacerdotal tem o objetivo de ensinar a Lei de Deus ao povo.


SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

O professor precisa tocar o coração e mente com imagens vivas que façam sentido para a vida do aluno. Essas imagens devem brotar a partir do conteúdo da lição. Saiba que a imaginação é um instrumento poderoso para aplicar o ensino da Palavra de Deus ao coração e mente do aluno. Por isso, sugerimos que você tome exemplos de líderes que atuaram para propagar o ensino da Lei aos rincões de Israel. Use histórias vivas sobre o Moisés, o homem o qual Deus entregou o Decálogo. Também o juiz, sacerdote e profeta Samuel. Você pode encerrar a construção dessas imagens com o Senhor Jesus como a Palavra encarnada de Deus na história. O Pai leva tão a sério a sua Palavra que enviou seu Filho para encarná-la no mundo.


II – ESDRAS ENSINA A PALAVRA AO POVO


1. Esdras sai da Babilônia e vai a Jerusalém.

Conforme a ordem do rei Artaxerxes, Esdras viajou para Jerusalém acompanhado de um grupo de judeus, alguns eminentes líderes do povo (Ed 8.2). Recusando a escolta militar oferecida pelo rei, para garantir-lhes a segurança durante a viagem, Esdras e seus companheiros preferiram confiar na segurança de Deus. Assim sendo, jejuaram e oraram para que tivessem uma boa viagem (Ed 8.21), e Deus os ouviu e os guardou durante todo o trajeto. Assim chegaram em paz a Jerusalém, onde ofereceram holocaustos a Deus (Ed 8.35).

O povo ao ouvir a leitura, começou a chorar e a lamentar-se.


2. O encontro de Esdras com Neemias.

Quando Esdras chegou a Jerusalém encontrou Neemias, o qual vinha sendo o líder espiritual dos judeus em Judá. Posto a par da situação, Neemias uniu-se a Esdras na tarefa para a qual este havia sido enviado.

 

3. Esdras ensina a Palavra ao povo.

Na festa dos tabernáculos, no dia primeiro do mês sétimo houve santa convocação (Lv 23.34,35). O povo se ajuntou como um só homem diante da porta das águas (Ne 8.1), e Esdras trouxe o livro da lei. A lei de Deus foi lida ao povo desde a alva até ao meio-dia. Havia sido construído um púlpito de madeira para aquele fim, e em pé, ao lado de Esdras, havia um grupo de 13 auxiliares (Ne 8.4). Ainda cooperava um grupo de levitas, e o objetivo era fazer todo o povo entender o que estava sendo lido no livro da lei de Deus (Ne 8.8).


4. O ensino foi maravilhoso.

O povo ao ouvir a leitura, começou a chorar e a lamentar-se. Neemias e Esdras tiveram que intervir, exortando-os a que se alegrassem no Senhor, porque a alegria do Senhor é nossa força (Ne 8.10). O povo então foi comer, beber e festejar, porque todos entenderam as palavras que lhes fizeram saber (Ne 8.12).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Esdras ensina a Palavra ao povo e há um grande despertamento espiritual.


SUBSÍDIO BIBLIOGÓGICO

“Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no monte Sinai foi o de receberem a lei de Deus através de seu líder, Moisés. A Lei Mosaica (hb. torah, que significa ‘ensino’) admite uma tríplice divisão: (a) a lei moral, que trata das regras determinadas por Deus para um santo viver (20.1-17); (b) a lei civil, que trata da vida jurídica e social de Israel como nação (21.1–23.33); e (c) a lei cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (24.12–31.18).

 

[...] A lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (19.4-6; 20.1-17; 21.1–24.8) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (20.2). Antes, pela lei Deus ensinou ao seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. Os israelitas deviam obedecer à lei mediante a graça de Deus a fim de perseverarem na fé e cultuarem também por fé, ao Senhor (Dt 28.1,2; 30.15-20)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.146).

 

III – A PALAVRA DE DEUS DEVE SER ENSINADA

 

1. Deus ordenou que a sua Palavra fosse ensinada a todo o povo de sete em sete anos (Dt 31.9-12).

Além da leitura da Lei de Moisés, que se fazia a cada sábado (At 15.21), os Escritos e os Profetas deveriam ser lidos e explicados ao povo, em convocação solene, a cada sete anos.

 

2. Jesus ordenou o ensino da sua Palavra.

Na GRANDE COMISSÃO Jesus ordenou que seus discípulos ensinassem todas as nações a guardarem tudo o que lhes tinha mandado (Mt 28.19,20).


3. O apóstolo Paulo conhecia a importância do ensino da Palavra.

Vejamos: “Conjuro-te pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo... que pregues a palavra...” (2 Tm 4.1,2). “O que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros (2 Tm 2.2). “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7).


SÍNTESE DO TÓPICO III

A Palavra de Deus deve ser ensinada porque é ordenança de Deus, ratificada por Jesus e confirmada pelos apóstolos.


IV – RESULTADOS DO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS


1. O ensino da Palavra gera temor a Deus:

 

a) Deus falou: “Ajunta-me o povo e os farei ouvir a minha palavra, para que me temam todos os dias que na terra viverem” (Dt 4.10). “Guarda os mandamentos do Senhor para o temer” (Dt 8.6).

 

b) Pelo temor a Deus o crente se aparta do mal (Pv 3.7), se desvia do mal (Pv 16.6), e aborrece o mau caminho (Pv 8.13).

c) Como resultado do ensino da lei nos dias de Esdras, o povo confessou os seus pecados, apartou-se de deuses estranhos, adorou ao Senhor seu Deus, e com Ele fez firme concerto (Ne 9.1-3,38). A Palavra de Deus é o PODER de Deus (Rm 1.16).

 

2. O ensino da Palavra implanta normas espirituais nos crentes.

Essas normas dão forma às manifestações da Nova Vida naquele que se converte, naquele que, pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27). Vejamos algumas destas manifestações da nova vida:

 

a) O crente é honesto a toda prova (Rm 12.17; 2 Co 8.21; Fp 4.8; 1 Pe 1.12; Hb 13.18).

 

b) O crente jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1 Jo 2.28). O crente tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1). Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37).

 

c) O crente jamais se apodera de alguma coisa que não seja dele. “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28). Zaqueu depois de salvo queria restituir aquilo que havia defraudado (Lc 19.8).

 

d) O crente vive uma vida moral que é exemplo de pureza. “A prostituição e toda a impureza nem ainda se nomeie entre vós” (Ef 5.3).

 

e) O crente jamais dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).

 

Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade.

 

3. O ensino da Palavra dá conhecimento.

A igreja de Corinto foi enriquecida porque, pelo ensino da Palavra de Deus, havia recebido conhecimento (1 Co 1.5). Consideremos:

 

a) O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento podemos saber o que nos é dado gratuitamente por Deus (1 Co2.12). Pelo conhecimento da verdade podemos alcançar plena libertação (Jo 8.32). Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.4).

 

b) Pelo conhecimento podemos saber como agradar a Deus (2Co 5.9). Agradar a Deus não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO IV

O ensino da Palavra de Deus gera temor, estabelece normas espirituais nos crentes e dá conhecimento.


SUBSÍDIO BIBLIOGÓGICO

“Quando o povo ouviu e entendeu a Palavra de Deus, todos experimentaram uma profunda convicção de pecado e da culpa.

(1) Os trechos da lei que continham uma clara revelação da condição espiritual do povo podem ter sidos Lv 26 e Dt 28; trechos estes que falam da bênção ou juízo divino, conforme a obediência ou desobediência do povo à Palavra de Deus.

(2) Nos avivamentos, o choro, quando acompanhado de profundo arrependimento (cf. cap.9), é um sinal da operação do Espírito Santo (ver João 16.8 nota). Sentir tristeza pelo pecado e abandoná-lo resulta em perdão divino e alegria da salvação (ver v.10 nota; Mt 5.4)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.743).


PARA REFLETIR

A respeito de “Esdras vai a Jerusalém Ensinar a Palavra”, responda


• Por que Esdras foi enviado a Jerusalém?

Para ensinar a Palavra de Deus.

• Em que língua estava escrita a carta que o rei persa enviou com Esdras?

Na língua aramaica.

• Quando Esdras começou a ensinar a Palavra de Deus?

Na festa dos Tabernáculos.

• Que importante líder judaico ajudou Esdras nesta importante tarefa?

Neemias.

• De acordo com a lição, qual o primeiro resultado gerado pelo ensino da Palavra de Deus?

O temor a Deus.

 

Fonte: Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Jovens/Adultos | Comentarista: Eurico Bergstén


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