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Daniel Berg e Suas Experiências Contadas em Uma Carta

🎯 Carta escrita pelo missionário Daniel Berg, publicada no Mensageiro da Paz da 2° quinzena de dezembro de 1936.
Prezados irmãos e leitores do “Mensageiro da Paz”: Saudações em nosso Senhor Jesus Cristo! 1Cor. 15:57-58. Por meio do nosso benvindo “Mensageiro da Paz”, queremos saudar os amados irmãos no Brasil e em Portugal. Participamo-vos a nossa chegada em paz, na Suécia, no dia 27 de Agosto, depois de longa, porém bôa viagem.
Daniel Berg, com a esposa Sara Berg e filhos.
Saimos de Belém do Pará, no dia 31 de julho, ali deixando os amados irmãos que tinham ido até o porto, levar-nos o seu abraço de despedida. Eu estou muito agradecido a Deus, e a vós irmãos, por todo amor fraternal, que recebemos em vosso meio, em Belém e no interior do Pará, durante o tempo que estivemos convosco. Deus abençoe, ricamente, a família Cicero Batista, onde estivemos hospedados e, também, a família Manuel Rodrigues e todos os amados irmãos, pastores e missionários, que nos receberam bem. Eu estou muito agradecido a Deus e aos amados irmãos da Igreja Filadélfia, em Stockholmo, os quais fizeram todo o esforço para facilitar e pagar a minha viagem, para que eu pudesse assistir à Convenção em Belém do Pará. Verdadeiramente, foi uma tão grande alegria para mim, que eu não posso explicar ao encontrar os pastores, missionários, e evangelistas, e demais irmãos em Belém e do interior do Estado.

Comecei a lembrar-me como êste trabalho do Senhor Jesus começára, em Belém, com a toda simplicidade, por meio da oração; nós éramos, sómente um pequeno número de crentes, mas todos fiéis, em oração; esperavamos a promessa do Espirito Santo, até que o Senhor Jesus começou a batizar, no Espirito Santo, os irmãos que perseveraram em oração. Glória a Jesus! Alguns dêsses velhos irmãos estavam conosco. Aí na convenção; outros, porém, tinham partido para Jesus, esperando, agora, a ressurreição dos mortos e a respectiva transformação, na vinda de Cristo Jesus. Foi grande alegria, para mim, encontrar os irmãos firmes, no Senhor e ver a obra gloriosa que o Senhor Jesus tem feito, durante êste 26 anos, desde que o trabalho do SENHOR JESUS começou, em Belém.

Também, quando estava andando nas ruas, em Belém, eu me lembrava daqueles tempos cm que espalhava livros, Biblias e Novos Testamentos, sob um sol ardente e, muitas vezes, perseguido, tanto em Belém, como no interior, pelos inimigos do "Evangelho. A alimentação muitas vezes, fraca e insuficiênte, para quem, como eu, não se achava habituado ao clima. O Senhor, porém me sustentou com o Seu poder, abençoando sempre a bôa semente da Sua santa Palavra, que era, então, semeada, com sacrifico. E, até hoje, Ele tem enviado os Seus servos fieis, por toda parte do Brasil, onde manda pregar o Evangélho, que é o poder de Deus, para salvação de todo àquele que crê.

Dou muitas graças ao meu Salvador Jesus Cristo, pelo privilégio que tive de visitar os irmãos, no interior do Estado do Pará, e para ver a obra que Jesus tem feito, tanto na Estrada de Ferro de Bragança, como nas ilhas à quem e além do Amazonas; em todos os lugares Jesus tem derramado as Suas ricas bênçãos. Por onde eu andava, pecadores entregavam-se a Jesus e os enfermos eram curados, por meio de oração; nessas ilhas, foram batizados nas aguas, 14 pessoas, das quais Jesus batizou 4 crianças, no Espirito Santo; também, muitos enfermos foram curados, por meio de oração. Jesus guardou a minha vida, náqueles lugares perigosos, onde havia e há; ainda, muita febre, inalaria e febre amarela.

De uma vez, eu viajava juntamente com um irmão, Francisco Pereira, numa canôa denominada “Mensageiro da Paz”, e 3 irmãos nos ajudavam a remar; nós fomos muito bem recebidos, por toda a parte, por crentes muito alegres em Jesus. Já faz 14 anos desde que, dessa vez, saimos de Belém, para o sul do Brasil; êsses crentes remaram durante 9 horas, nessas pequenas embarcações até chegarem ao templo da Assembléa de Deus, onde começamos o culto. E lembro-me bem que o salão estava repleto de crentes e outros ouvintes, que ouviram, com respeito, a mensagem da salvação, que o Senhor nos dera.

Quando agora aí estive, os irmãos nas ilhas desejavam que eu ficasse com êles; mas não era possível, visto a minha familia achar-se aqui na Suécia, onde quero continuar a orar pelos amados irmãos, no Brasil e Portugal, juntamente com minha esposa. Peço que os irmãos se lembrem de nós, em vossas orações, para que o Senhor Jesus, possa usar-nos na Sua santa seara, para ganharmos pecadores, enquanto é tempo, porque o tempo é pouco.

O Senhor continua a abençoar Sua obra, aqui na Suécia, salvando pecadores e batizando no Espirito Santo; assisti a uma grande Convenção em Stockholmo, em Setembro, onde encontrei muitos amados irmãos, na fé e trabalhadores no Evangélho; para mim foi uma grande bênção ouvir a palavra de Deus e ver pecadores entregarem-se a Jesus e crentes receberem o batismo no Espirito Santo, e nos cultos recebermos mensagens em linguas, com interpretação. Glória a Jesus, por todas estas bênçãos!

Dou infinitas graças ao nosso Senhor Jesus Cristo, por nos ter feito testemunhas de tantas maravilhas; o Senhor Jesus não tardará. Ele mesmo foi quem disse “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. Mat. 24:35.

O Senhor Jesus vem, brevemente, buscar o seu povo; importa, pois, estarmos preparados. Agora, só desejo que o Senhor me use para glorificar o Seu santo nome. Glória a Jesus! Peço as orações dos irmãos, por minha esposa, para que o Senhor Jesus a cure de sua enfermidade.

Saudações a todos os irmãos na fé.

Vosso irmão e cooperador na seara do Senhor Jesus, que vos envia saudações de sua esposa.

Daniel Berg
Endereço: Ânggatan 5, Vânersborg - Suécia


📚 Referência: Periódico Jornal Mensageiro da Paz

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Perseguição de Diocleciano

A perseguição de Diocleciano ou "Grande Perseguição" foi a última e talvez a mais sangrenta perseguição aos cristãos no Império Romano.
A perseguição de Diocleciano ou "Grande Perseguição" foi a última e talvez a mais sangrenta perseguição aos cristãos no Império Romano. Em 303, o imperador Diocleciano e seus colegas Maximiano, Galério (r. 293–311) e Constâncio Cloro (r. 293–306) emitiram uma série de éditos em que revogavam os direitos legais dos cristãos e exigiam que estes cumprissem as práticas religiosas tradicionais.

Decretos posteriores dirigidos ao clero exigiam o sacrifício universal, ordenando a realização de sacrifícios às divindades romanas. A perseguição variou em intensidade nas várias regiões do império: as repressões menos violentas ocorreram na Gália e Britânia, onde se aplicou apenas o primeiro édito; enquanto que as mais violentas se deram nas províncias orientais.

Embora as leis persecutórias tenham indo sendo anuladas por diversos imperadores nas épocas subsequentes, tradicionalmente o fim das perseguições aos cristãos foi marcado pelo Édito de Milão de Valério Licínio e Constantino, o Grande.

Os cristãos eram alvo de discriminação a nível local no Império, embora os primeiros imperadores se mostrassem renitentes a formular leis gerais contra eles. Não foi senão na década de 250, durante os reinados de Décio e Valeriano, que este tipo de leis começou a ser aprovado.

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