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A ordem correta do Crescimento Espiritual

🙌 “Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto sagrado. Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus.

Antes crescei na graça e conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”, 2Pe 3.18. O apóstolo Pedro teve suas dificuldades no início da sua em Cristo, e também ao longo dela, como registra o Novo Testamento. Jesus, antes do calvário, chegou a adverti-lo de que Satanás estava a tramar contra os Doze, inclusive ele, Pedro, para arruinar a sua fé. “Disse-lhe também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos”, Lc 22.31,32.

O texto bíblico que abre este artigo mostra-nos que na vida espiritual, do crente mais simples ao líder cristão mais destacado, o elemento basilar é a fé em Cristo, priorizada, mantida, fortalecida, purificada, renovada e, ao mesmo tempo, seguida do conhecimento de Deus.

“Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto sagrado. Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus. Estamos falando da fé como elemento da natureza divina, como atributo de Deus (Atos 16: “...a fé que é por Ele...”; Gálatas 5.5: “...pelo Espírito da fé...”).

A em Deus, basilar e primacial como é na vida do cristão, deve ser seguida do conhecimento espiritual. “Criado com as palavras da fé e da boa doutrina”, 1Tm 4.6. Veja também 2 Pedro 1.5, onde o conhecimento deve seguir-se à fé. Fé sem conhecimento, segundo as Escrituras, leva ao descontrole, ao exagero, ao misticismo, ao sectarismo e ao fanatismo final e fatal. Sobre isso adverte-nos o versículo 17, anterior ao que abre o presente artigo, que os leitores farão bem em lê-lo. E oportuno observarmos que o dito versículo remete-nos claramente ao versículo 18, que estamos destacando. “Antes” é um termo conclusivo; refere-se a uma conclusão à qual se chega.

1. “Antes Crescei”

A vida cristã normal deve ser um crescer constante para a maturidade espiritual, como mostra 2 Coríntios 3.18: “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Esse crescimento transformador deve ser homogêneo, uniforme, simétrico; caso contrário virão as anormalidades com suas consequências. Lembremo-nos do testemunho do apóstolo Paulo sobre si mesmo em 1 Coríntios 13.11, e o comparemos com o depoimento bíblico de Atos 9.19-30 e 11.25-30. Um crente sempre imaturo na graça e conhecimento de Deus é também um problema contínuo para ele mesmo, para outros à sua volta e para a sua congregação como um todo. E pior ainda é quando o cristão desavisado cuida apenas de seu conhecimento secular, terreno, humano, social, e também quando cuido do conhecimento bíblico e teológico sem antes e ao mesmo tempo renovar-se no poder do Alto, o poder do Espírito Santo, que nos vem pela imensurável graça de Deus em suas riquezas (Ef 2.7). Tudo mediante Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2. Crescimento do crente na graça de Deus

A graça de Deus é seu grandioso favor imerecido por todos nós pecadores. Essa maravilhosa graça divina é multiforme e abundante (1Pe 4.10; Ef 2.7). Nosso Deus é “o Deus de toda a graça” (1Pe 5.10). Menosprezar essa inefável graça divina é insultar o Espírito Santo, “o Espírito da graça” (Hb 10.29). Só haverá crescimento na graça de Deus por parte do crente se este invocá-la, apoderar-se dela pela fé e cultivá-la em sua vida. “Minha graça te basta”, disse o Senhor a Paulo quando este orava por livramento (2Co 12.8-10).

3. Crescimento do crente no conhecimento

Esse conhecimento do crente na esfera da salvação, de que nos fala a Escritura, nos vem pelo Espírito Santo (Ef 1.17, 18; Cl 1.9; 1Co 12.8). Cristo é a fonte e manancial da graça de Deus (Jo 1.16, 17) e também o alvo do nosso conhecimento (Fp 1.8,10). O conhecimento de Deus nos vem também pela comunhão com Ele, é óbvio, sendo um meio de usufruirmos mais de Sua graça (2Pe 1.2). Quem está crescendo na graça e no conhecimento de Deus ainda tem muito a crescer. Afirma o texto de João 1.17: “...e graça por graça...”. Se alguém estacionar no desenvolvimento de seu andar com Deus, virá o colapso. É como alguém sabiamente disse: “A verdadeira vida cristã é como andar de bicicleta; se você parar de avançar, você cai!”.

O Senhor Jesus ensinou, dizendo: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, Jo 8.31,32. Não é, portanto, o conhecimento em si que liberta; ele é um meio provido por Deus para chegarmos à verdade. Há muitos na igreja com vasto conhecimento secular, teológico e bíblico, contudo repletos de dúvidas, interrogações, suposições e enganos quanto a Deus, quanto à salvação, quanto às Sagradas Escrituras etc.

O procedimento correto para o crente evitar um colapso na sua vida espiritual é “crescer na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

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Apologética, a Defesa da Fé Cristã

Princípios Bíblicos para Manter a Saúde Espiritual

Os Dias de Noé estão de Volta

Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo

 

🔍 Publicação: Uikisearch
Referências:GILBERTO, Antonio. Crescer no conhecimento sem esquecer o poder do Alto. Jornal Mensageiro da Paz, junho, 2011.

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Os Dias de Noé estão de Volta

É sabido por todos nós que Noé, filho de Lameque, da descendência de Sete, era um homem que andava com Deus(Gn 6.9). 

Diz a Bíblia que ele era justo (Gn 7.1), obediente (Gn 7.5) e oferecia sacrifícios a Deus (Gn 8.20). Inclusive, no famoso Sermão Profético, em Mateus 24.37-42, o Senhor Jesus faz, menção dos dias de Noé — período que pode ser entendido, de forma extensiva, com indo desde a Queda de Adão até antes do Dilúvio — como uma solene advertência aos crentes de todas as épocas a respeito da Sua Segunda Vinda, isto é, do Arrebatamento da Igreja. E isso não é por acaso.

Se compararmos o “modus vivendi” da sociedade antediluviana com o da sociedade atual, encontraremos muitas coisas em comum entre as duas.

Traçando um paralelo

Vejamos algumas semelhanças entre a sociedade antediluviana e a nossa hoje:

1) O homem procura se eximir do seu pecado diante de Deus e lança a culpa sobre outrem (Gn 3.11-13). Tal procedimento é comum em nossa sociedade.

2) O homem daqueles dias, a começar por Caim, procurava estabelecer seu próprio meio de salvação em detrimento daquilo que Deus havia estabelecido, isto é, o derramamento de sangue de animais (Gn 3.7,21; Hb 9.22). Estamos vendo esse mesmo procedimento hoje: o homem querendo se salvar a seu próprio modo, criando a sua
própria religião e desprezando a mensagem redentora do sacrifício de Cristo.

3)      Pecados sexuais, homicídios e violência sobre a Terra (Gn 4.8,23; 6.11,13). Tais coisas condenadas por Deus são vistas hoje até com muito mais frequência do que antigamente.

4) A mistura da linhagem piedosa com a linhagem ímpia (Gn 6.1,2,5).

“Os filhos de Deus” mencionados no capítulo 6 de Gênesis não se referem a anjos, uma vez que anjos são seres assexuados e, portanto, não poderiam coabitar com as filhas dos homens (Mc 12.25). Trata-se, portanto, de crentes que se desviaram. Tais procedimentos ferem o princípio da separação entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não O serve (Ml 3.18; 2Co 6.17,18) Mais tarde, essa mistura tornou-se a causa de muito tropeço e sofrimento ao povo de Israel (Ex 12.38; Nm 11.4).

Ainda hoje, esse tipo de união ímpia tem paralisado a eficácia da Igreja em várias partes do mundo.

5) Apego demasiado às coisas temporais e desprezo à Palavra de Deus pregada.

A ênfase de Jesus em Mateus 24.37-39 recai na preocupação das pessoas apenas em relação aos assuntos corriqueiros do dia-a-dia, quando o castigo sobreveio repentinamente sobre os antediluvianos. Eles haviam recebido a advertência, na forma da pregação de Noé (2Pe 2.5), e também mediante a Arca em si, que era um testemunho do castigo que estava próximo. Mas, não se preocuparam com tais assuntos e, portanto, foram destruídos inesperadamente no meio de suas próprias atividades diárias.

Deus nada tem contra quem come, bebe e se casa; no entanto, quando Deus é deixado de lado por causa de coisas efêmeras e passageiras, estabelece-se uma inversão de valores: aquilo que é eterno passa a ser substituído por aquilo que é terreno e temporal. O Senhor Jesus advertiu dizendo: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”, Mt 6.33.

O pecado dos antediluvianos continuou até o dia em que Noé e sua família entraram na Arca. Assim também irá continuar até o dia da Segunda Vinda de Cristo.

O pecado, naqueles dias, era a regra. Noé e sua família eram a exceção. Ele, por causa de sua fé, era um estranho. Era a diferença em meio àquela geração pecadora. Estamos nós também, como Igreja, fazendo a diferença? Ou será que está tudo igual?
🎯 SAIBA MAIS:

Importância profética dos dias de Noé

Ao observarmos cuidadosamente Mateus 24.37-41, à luz do contexto das Escrituras, chegaremos à conclusão que as expressões “assim como foi”; “e os levou a todos”; “levado um e deixado outro” e “levada uma e deixada outra” não se referem ao Arrebatamento da Igreja como em 1 Tessalonicense 4.16-17, mas, sim, à Volta de Cristo em glória, quando muitos serão levados para juízo; outros, porém, serão deixados ou poupados -exatamente como nos dias de Noé -, e entrarão para o Reino Milenar de Cristo.

Observa-se que mesmo que a última metade de Mateus 24 e o restante do Sermão Profético não falem especificamente do Arrebatamento, o apelo à vigilância para a Volta de Cristo é aplicável aos crentes de todas as épocas.

Convém estarmos atentos e vigilantes, pois os dias de Noé estão de volta.
Publicação: Uikisearch
💻 Site: www.uikisearch.org
Referência: Artigo: Pr. Waldemar Pereira Paixão

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