EBD Lição 7 Os Pensamentos — A Arena de Batalha na Vida Cristã

 

Lições Bíblicas Adultos – 4° Trimestre 2025 | CPAD

REVISTA: Corpo, Alma e Espírito – A Restauração Integral do Ser Humano para Chegar à Estatura Completa de Cristo

Comentarista: Pr. Silas Queiroz

TEXTO ÁUREO

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4.8)

VERDADE PRÁTICA

O cristão sábio e prudente preserva sua mente, tornando seus pensamentos obedientes a Cristo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 140.1,2

Maus pensamentos produzem violência

Terça - Mt 9.1-4

O Senhor conhece os nossos pensamentos

Quarta - Fp 3.18-21

Muitos só pensam em coisas terrenas

Quinta - Ef 3.20

Deus faz além daquilo que pedimos ou pensamos

Sexta - Zc 8.16,17

Não devemos pensar mal contra o próximo

Sábado - Is 55.6-9

Alinhemo-nos aos pensamentos de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 4.8,9; 2 Coríntios 10.3-5

Filipenses 4

8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

9 - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.


2 Coríntios 10

3 - Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.

4 - Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;

5 - destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo,

HINOS SUGERIDOS: 192, 525, 568 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nesta lição, temos o propósito de levar os alunos a uma reflexão profunda sobre os pensamentos como arena de batalha na vida cristã. A partir da orientação bíblica em Filipenses 4.8 e 2 Coríntios 10.3-5, enfatizaremos a importância de uma mente renovada, disciplinada e alinhada com Cristo. À luz do texto bíblico, devemos levar os nossos alunos a compreenderem que pensar corretamente é um imperativo espiritual. Que o Senhor nos capacite neste ensino tão necessário aos nossos dias.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Levar o aluno a compreender que o pensamento é uma faculdade presente desde a criação, sendo essencial nas decisões humanas; II) Encorajar os alunos a assumirem responsabilidade ativa sobre seus pensamentos, conforme a instrução bíblica de Filipenses 4.8; III) Conscientizar os alunos sobre a realidade da batalha espiritual travada na mente e a necessidade de vigilância contra pensamentos malignos e destrutivos.

B) Motivação: Estudar esta lição é essencial para fortalecer a mente cristã diante das pressões do mundo e das batalhas espirituais. A renovação dos pensamentos, segundo Cristo, é chave para uma vida santa, equilibrada e cheia de paz.

C) Sugestão de Método: Para reforçar o ensino do segundo tópico, sugerimos que inicie a aula com uma breve exposição bíblica de Filipenses 4.8, destacando os critérios que Paulo apresenta para os pensamentos cristãos. Em seguida, promova um ambiente de conversa com os alunos, incentivando-os a compartilharem exemplos de pensamentos recorrentes em seu dia a dia e como esses pensamentos influenciam suas atitudes e emoções. Use perguntas orientadoras como: "O que tem ocupado mais espaço em sua mente?" ou "Como podemos substituir pensamentos negativos por pensamentos alinhados à Palavra?". Finalize com um exercício prático: propor que, durante a semana, os alunos escrevam diariamente um pensamento edificante baseado nas Escrituras, ajudando-os a aplicar a verdade bíblica à vida cotidiana.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: A lição desta semana nos incentiva ao autoexame diário dos nossos pensamentos à luz da Palavra de Deus, rejeitando o que é nocivo e cultivando uma mente focada no que é puro, justo e verdadeiro, como parte essencial de uma vida cristã vitoriosa. Ao renovarmos nossa mente com as verdades bíblicas, tornamo-nos mais sensíveis à direção do Espírito Santo.


4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 103, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Pensamento Bíblico", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o assunto "Uma Visão Introdutória" do Pensamento; 2) O texto "Pensamento Protegido", ao final do segundo tópico, aprofunda o assunto "A Gestão dos Pensamentos".


INTRODUÇÃO

Na lição 5 fizemos um estudo introdutório acerca da alma. Vimos que, junto com o espírito e inseparável dele, ela compõe a parte imaterial ou espiritual do ser humano. Também apresentamos uma síntese dos seus principais atributos: sentimentos, intelecto e vontade. O intelecto é a parte cognitiva, o aspecto racional da alma. Compreende a capacidade de pensar, raciocinar, conhecer, compreender. Nesta lição estudaremos a respeito dos pensamentos.

PALAVRA-CHAVE: Pensamentos


I – UMA VISÃO INTRODUTÓRIA

1. A experiência de Adão e Eva.

No estudo da Antropologia Bíblica é importante sempre buscar primeiro no Gênesis os fundamentos de nossa compreensão teológica. Ali os traços da personalidade humana se manifestam originalmente na vida do primeiro casal. O aspecto racional é visto na capacidade de comunicação, compreensão e governo do homem sobre a criação, e em seu relacionamento interpessoal e com o Criador (Gn 1.26-28; 2.18-23; 3.8). Para todos esses processos Adão e Eva usaram o intelecto, raciocinando, elaborando pensamentos e tomando decisões. Exemplo disso é o comportamento mental relativo ao pecado. Eva pensou o que não devia e foi enganada. Adão não pensou o que devia e pecou (Gn 3.6; 1 Tm 2.14).

  

2. Conceito e origens.

Pensamentos são processos mentais constituídos de informações, reflexões, lembranças, sentimentos, sons, imagens. A despeito dos mistérios da mente humana, sabe-se que eles se originam de fatores internos (biológicos, psicológicos e espirituais) ou externos (ambientais; experiências do cotidiano). Podem também ser uma combinação desses fatores. Qualquer que seja a origem dos pensamentos, cabe ao ser humano aceitá-los ou rejeitá-los, aprovando-os ou reprovando-os (Fp 4.8; Pv 3.1-7; 15.28; Jr 17.5,10).

 

3. Características dos pensamentos.

Em sua amplíssima capacidade imaginativa, o ser humano pode construir, na mente, cenários silenciosos ou barulhentos; simples ou complexos; neutros ou coloridos. Quantas imaginações já tivemos desde a infância! Do ponto de vista moral, os pensamentos podem ser bons ou ruins; puros ou impuros; verdadeiros ou falsos. Os que são originados de fatores externos são fruto de experiências sensoriais. A mente cria a partir de conteúdos que obtém por meio dos órgãos dos sentidos, como os olhos, o ouvido, a boca, as mãos, o nariz. Por isso, abster-se de toda a aparência do mal é essencial (1 Ts 5.22). Não podemos alimentar nossa mente com conteúdos enganosos ou impuros (Sl 101.3-5). Deles podem surgir gravíssimos pecados como violências, imoralidades sexuais, mentiras, calúnias e maledicências (Mt 12.34; 15.19). Cabe-nos abortar o ciclo pecaminoso (Tg 1.13-15).

SINÓPSE I

Os pensamentos fazem parte da estrutura da alma humana e devem ser avaliados quanto à sua origem e natureza moral.


AUXÍLIO DE VIDA CRISTÃ

“O PENSAMENTO BÍBLICO

Retomando Provérbios 4, o sábio inicia o versículo 20 pedindo: ‘atenta para as minhas palavras, às minhas razões inclina o teu ouvido’. O versículo 21 exorta: ‘guarda-as no meio do teu coração’. Tanto a palavra ‘atenta’ quanto a palavra ‘guarda’ denotam uma atividade que abrange o processo racional do pensamento. Elas remetem à ideia de ponderar, prestar atenção para o que está sendo ensinado. Esse trabalho de processamento do pensamento tem a ver com selecionar o que será o centro da sua atenção. Esse exercício é muito importante, pois o que pensamos inevitavelmente gerará emoções e sentimentos [...] Sim, como vimos, conforme a Bíblia, trata-se de um exercício do coração. Foi Deus quem nos dotou de intelecto para escolhermos o bem, o caminho da vida; logo, a Bíblia e a fé cristã não anulam o intelecto e o pensamento, mas direciona-os segundo a ação do Espírito Santo (Jo 14.26; 16.8)” (OLIVEIRA, Marcelo. Alcance um Futuro Feliz e Seguro. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, pp.38,40).

 

II – A GESTÃO DOS PENSAMENTOS

1. Imperativo ético e espiritual.

A Epístola aos Filipenses é repleta de referências a sentimentos ou emoções — não sem razão tem, entre seus epítetos, o de “Epístola da Alegria” (cf. Fp 1.3,4; 2.1,2; 4.1). Mas possui, também, uma contundente afirmação acerca da gestão dos pensamentos (Fp 4.8). Nela, Paulo apresenta o aspecto positivo do emprego da mente. Ao usar o pronome indefinido “tudo”, abre uma ampla possibilidade de pensamentos, desde que qualificados com os adjetivos “verdadeiro”, “honesto”, “justo”, “puro”, “amável”, “de boa fama”, virtuoso ou digno de louvor. O uso do imperativo afirmativo “pensai” indica tratar-se de uma conduta ativa e não passiva. É assumir o controle do processo mental e não se deixar conduzir por pensamentos aleatórios ou intrusivos (cf. Rm 1.21,22 – NTLH/NAA). Como temos gerido nossos pensamentos?


2. Acima da técnica.

Em nossos dias há uma profusão de técnicas de gestão de pensamentos. São estratégias de valor relativo, que se limitam ao plano da realidade humana; ao nível terreno. A Palavra de Deus vai muito além, e nos ensina que a solução é pensar “nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.1). Pensar além das circunstâncias temporais através de percepção e discernimento espiritual, com a mente de Cristo, nos liberta da atmosfera de conflitos mentais comuns a toda a humanidade (1 Co 2.15,16). Além de encher nosso coração da esperança que não traz confusão (Rm 5.5), a visão celestial, infinitamente superior, nos capacita a gerenciar habilmente todos os sistemas dessa vida inferior, efêmera e passageira; além de ser um preventivo eficaz contra a ansiedade (Mt 6.25-34; Fp 4.6).


3. Recursos espirituais.

A leitura da Bíblia é um recurso extraordinário para a produção de bons pensamentos, inspirados em verdades eternas. Essa disciplina traz profunda edificação e firmeza espiritual (Sl 37.31; 119.33,93). Meditar é refletir; pensar de maneira detida. Exige o emprego da vontade (a decisão, o querer) (Sl 119.131). Produz sentimentos elevados (amor, alegria e paz pelas verdades apreendidas) (Sl 119.97), abundante sabedoria e correta direção (Sl 119.98-102).


4. Jerusalém e Betânia.

Não podemos desconsiderar a influência de fatores orgânicos, físicos e ambientais em nossa maneira de pensar. Por isso, os cuidados com a saúde mental incluem a observância de uma rotina saudável. Em dias de tanta agitação e pensamento acelerado, Jesus nos convida a descansar o corpo e a mente: “E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco” (Mc 6.31). Há tempo para todo o propósito (Ec 3.1): tempo de estar em Jerusalém, mas também de ir para Betânia (Mt 21.17; Jo 12.1,2).

SINÓPSE II

O cristão deve assumir o controle de sua mente, usando recursos espirituais e bíblicos para pensar conforme a vontade de Deus.


AUXÍLIO DE VIDA CRISTÃ

“PENSAMENTO PROTEGIDO

Nossa tradição pentecostal sempre observou o valor da meditação diária da Palavra de Deus. Entre nós, sempre houve o estímulo de iniciarmos a jornada diária com a meditação da Palavra de Deus nas primeiras horas do dia. A ideia é que o que meditamos na Bíblia nas primeiras horas do dia deve tornar-se o objeto de nossa atenção ao longo de todo o dia, ou seja, nosso pensamento deve estar imerso na Palavra de Deus. As palavras ‘atentar’ e ‘guardar’, como nos ensina Provérbios 4.20,21, exorta-nos ao exercício intelectual da leitura, da reflexão e da memorização do texto bíblico. Esse processo fecha o ciclo da meditação bíblica. Isso significa que um valor eterno, ou um conceito que o texto bíblico ensina, deve dominar nosso pensamento ao longo do dia” (OLIVEIRA, Marcelo. Alcance um Futuro Feliz e Seguro. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.40).


III – A BATALHA NA ARENA DOS PENSAMENTOS

1. Influências espirituais.

Não podemos simplificar o processo de controle dos pensamentos, principalmente diante da realidade espiritual que enfrentamos. A mente é como uma arena de intensas batalhas. Com verdadeiros bombardeios, inclusive espirituais. Como Paulo escreveu, há uma luta travada nos lugares celestiais (Ef 6.12). Em função disso, a Bíblia adverte que devemos guardar nosso coração (ou mente), pois o que pensamos influencia nossos sentimentos, desejos e decisões. Na versão NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), Provérbios 4.23 diz: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”. Judas e Ananias são exemplos de personagens bíblicos que deixaram Satanás influenciar seus pensamentos e fazer “ninhos” em suas cabeças. Tiveram fins trágicos (Jo 13.2,27; Mt 27.3-5; At 5.1-5).

  

2. Cuidados práticos.

O cristão deve adotar algumas medidas práticas de proteção da mente: a) não nutrir pensamentos distorcidos de si mesmo, que produzem complexos de inferioridade ou superioridade (2 Co 10.13); b) purificar a mente dos maus pensamentos e vigiar contra a mentira e todo o tipo de engano (Tg 4.8) ); c) livrar-se da intoxicação — o excesso de informações (principalmente das redes sociais) que produz fadiga, exaustão e ansiedade; d) focar a mente no que edifica ou, pelo menos, instrui (1 Co 10.23; e) construir relacionamentos saudáveis. Contendas verbais geram pensamentos aflitivos e perturbam a mente (Pv 12.18; 15.4,18; 21.19), dificultando a paz interior e o discernimento espiritual.


SINÓPSE III

A mente é um campo de batalha espiritual que exige vigilância, pureza e ações práticas para preservar a saúde mental e espiritual.


CONCLUSÃO

Para um viver equilibrado, com quietude e paz na alma, devemos deixar que o Senhor nos transforme pela constante renovação da nossa mente. Somente assim viveremos em sintonia com sua vontade (Rm 12.2).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual o conceito de “pensamento”?

Pensamentos são processos mentais constituídos de informações, reflexões, lembranças, sentimentos, sons, imagens.


2. Em sua amplíssima capacidade imaginativa, o que o ser humano pode construir na mente?

Em sua amplíssima capacidade imaginativa, o ser humano pode construir, na mente, cenários silenciosos ou barulhentos; simples ou complexos; neutros ou coloridos.


3. Quais os fatores originários dos pensamentos?

A mente cria a partir de conteúdos que obtém por meio dos órgãos dos sentidos, como os olhos, o ouvido, a boca, as mãos, o nariz.


4. O que o uso do imperativo afirmativo “pensai” indica?

O uso do imperativo afirmativo “pensai” indica tratar-se de uma conduta ativa e não passiva.


5. Que medidas práticas podemos adotar para proteger a mente?

a) Não nutrir pensamentos distorcidos de si mesmo;

b) purificar a mente dos maus pensamentos;

c) livrar-se da intoxicação pelo excesso de informações;

d) focar a mente no que edifica;

e) construir relacionamentos saudáveis.

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Lição 6 A Consciência - O Tribunal Interior (4° Trimestre de 2025)

 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Lição 6 A Consciência - O Tribunal Interior | 4° Trimestre de 2025 CPAD | Classe: Adultos | Comentarista: Pr. Silas Queiroz

TEXTO ÁUREO

“E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.”  (At 24.16)

VERDADE PRÁTICA

Diante da crescente degradação do padrão moral do mundo, o cristão deve apegar-se cada vez mais à sã doutrina para ter sempre uma boa consciência.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Tm 1.5,19; 3.9

Fé e consciência pura devem caminhar juntas

Terça - 1 Co 8.10-13

Devemos nos preocupar com a consciência dos outros

Quarta - Rm 13.1-7

A consciência regula nossa conduta perante o Estado

Quinta - Hb 10.19-23

Peso de consciência compromete a oração

Sexta - Hb 9.13,14

O sangue de Jesus purifica nossas consciências

Sábado - Sl 139.23,24; 19.12,13

Deus sonda o nosso interior e os desígnios de nosso coração


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 2.12-16

12 - Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados.

13 - Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.

14 - Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei,

15 - os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os,

16 - no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.12 - Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados.

13 - Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.

14 - Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei,

15 - os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os,

16 - no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

 

HINOS SUGERIDOS: 126, 388, 519 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

 

1. INTRODUÇÃO

Esta lição convida seus alunos a refletirem sobre a consciência como tribunal interior, dado por Deus, que acusa, defende e julga nossos atos. Em meio a um mundo moralmente corrompido, esta é uma oportunidade de destacar a importância da consciência guiada pela Palavra e pelo Espírito Santo. Que o ensino desta semana fortaleça a fé, promova arrependimento sincero e desperte o desejo por uma vida santa diante de Deus e dos homens.


2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Mostrar aos alunos a origem da consciência humana como um senso moral dado por Deus, reconhecendo seu papel antes e depois da Queda;

II) Ensinar que a consciência atua como um tribunal interior, capaz de acusar ou defender, incentivando o autoexame constante;

III) Alertar os alunos para as falhas e deformações que a consciência pode sofrer quando não é orientada pela verdade bíblica.


B) Motivação: É essencial fortalecer o discernimento moral do cristão, num tempo em que os padrões do mundo tentam silenciar a voz da consciência. À luz da Bíblia, entenderemos como manter a consciência pura diante de Deus e dos homens.

C) Sugestão de Método: Para ensinar o terceiro tópico, e concluir a lição, utilize o método do estudo de caso seguido de debate orientado. Apresente aos alunos situações reais ou hipotéticas nas quais a consciência individual foi enganada, distorcida ou manipulada. Em seguida, promova uma discussão bíblica com base nos textos de 1 Timóteo 4.2, Tito 1.15 e 1 Coríntios 8.7-12, destacando como a consciência pode ser deformada quando não está submissa à Palavra de Deus. Encerre com uma reflexão em classe sobre como manter uma consciência saudável por meio da oração, da comunhão com o Espírito Santo e do constante estudo das Escrituras. Esse método favorece o pensamento crítico, a aplicação prática e o engajamento ativo dos alunos.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Conclua enfatizando que a consciência, embora importante, só é confiável quando iluminada pela Palavra de Deus e guiada pelo Espírito Santo. Ensine que, diante de qualquer acusação interior, o cristão deve buscar perdão e purificação no sangue de Cristo.


4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 103, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.


B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto "Transgressões contra a Consciência", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o assunto "Antes e depois da Queda"; 2) O texto "Também Perecerão", ao final do segundo tópico, aprofunda o assunto "O Funcionamento da Consciência".


INTRODUÇÃO

Deus fez o ser humano com um senso moral chamado consciência, que acusa, defende e julga. Funciona segundo a lei moral (comum a todas as pessoas), as Escrituras Sagradas e outras fontes normativas, como a família, a Igreja e o Estado. A consciência escrutina e emite juízo sobre todo o comportamento humano.


PALAVRA-CHAVE: Consciência


I – ANTES E DEPOIS DA QUEDA

1. A primeira manifestação.

Do grego syneidesis (“saber com”), a consciência é uma faculdade inata, ou seja, todos nascem com ela. É como um sensor instalado na alma humana. (Alguns teólogos consideram que seja no espírito. Não há consenso sobre isso). É uma capacidade dada por Deus para o homem discernir entre o certo e o errado, e, assim, orientar-se em suas decisões. Gênesis 2.16,17 e 3.6-10 tratam da primeira manifestação da consciência na experiência humana. Deus estabeleceu uma lei específica — a proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal — com o anúncio da penalidade: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). O homem transgrediu e experimentou o funcionamento acusativo da consciência: culpa, vergonha e medo.

  

2. O direito natural.

Todo o ser humano nasce com um conteúdo normativo fundamental na alma, que é a lei moral, também chamada de lei da natureza ou direito natural. No Gênesis isso é visto pela primeira vez em Caim, que feriu o direito natural tirando a vida do próprio irmão (Gn 4.8) e experimentou uma trágica consequência. Sua consciência o afligiu com pesada culpa, dada a gravidade do seu pecado: “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. [...] da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra [...]” (4.13,14). Quando a consciência acusa, não adianta tentar se esconder (Sl 139.7,8; Jn 1.3-12).


3. Escrita no coração.

Em Romanos 2.12-16 Paulo faz referência à lei mosaica, dada a Israel, e à lei moral, o direito natural, comum a todos os homens, inclusive aos gentios, “os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração” (2.15). Em princípio, é com base nessa lei geral que a consciência atua, “quer acusando-os, quer defendendo-os” (v.15). O que ocorreu em relação aos hebreus foi a positivação do direito natural: a escrita, em pedras, dos preceitos comuns a todos os homens, como a proibição de matar (Êx 20.13). Além disso, houve ampla regulação da vida civil (direito de propriedade e direito de família, por exemplo: Êx 22; Dt 24) e o estabelecimento de leis cerimoniais (Lv 1—7).

Antes da codificação do direito natural pela lei mosaica, outras sociedades antigas tinham seus regramentos. Os principais eram os códigos mesopotâmicos de Ur-Nammu (2070 a.C.), Lipit-Ishtar (1850 a.C.) e Hamurabi (1792-1750 a.C.), o mais conhecido deles. O que há de bom nas imperfeitas leis humanas é inspirado na lei moral escrita no coração de todos os povos.


SINÓPSE I

A consciência foi dada por Deus como senso moral inato, mas sofreu distorções após a Queda

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

TRANSGRESSÕES CONTRA A CONSCIÊNCIA

“As pessoas não serão condenadas por aquilo que desconhecem, mas pela atitude que demonstraram em relação ao que sabem. Aqueles que conhecem a Palavra de Deus e sua lei, serão julgados de acordo. Os que jamais viram uma Bíblia, mas sabem discernir entre o certo e o errado, serão julgados pelas transgressões que cometeram contra a própria consciência. A lei de Deus está inscrita nas pessoas. [...] Aqueles que viajarem para outros países, poderão encontrar evidências da lei moral de Deus em cada cultura e sociedade. Por exemplo, em todas elas o assassinato é proibido, embora esta lei tenha sido transgredida em todas” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1555).


II – O FUNCIONAMENTO DA CONSCIÊNCIA

1. Acusação, defesa e julgamento.

A consciência funciona como um órgão de acusação ou defesa, mas também exerce função judicante (Sl 51.3). Gênesis 3.7 diz que tão logo Adão e Eva pecaram “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus”. O verbo “conhecer”, yada, traduz o apontamento negativo feito pela consciência, reprovando a conduta do primeiro casal. Antes do pecado, conheciam somente o bem, e viviam em plena alegria e paz (Gn 2.25). Ao pecarem, a consciência ecoou na alma, como uma voz secreta e incômoda (Gn 3.7-10). Às vezes essa experiência é de dor no coração, como aconteceu com Davi após contar o povo (2 Sm 24.10). Uma consciência pesada produz males ao espírito, à alma e ao corpo (Sl 31.9,10; 32.1-5; 38.1-8).


2. Vãs justificativas.

A expressão “foram abertos os olhos” (Gn 3.7) também significa experimentação imediata da malícia, antes inexistente em Adão e Eva. Ao ouvirem a voz do Criador se esconderam com medo. Deus dirigiu uma pergunta retórica a Adão: “Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.11). Não houve uma resposta direta. Impossibilitado de negar seu pecado, Adão fez o que se tornaria comum ao ser humano: tentou se justificar, certamente buscando aplacar a consciência: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3.12). Eva seguiu o mesmo caminho, culpando a serpente (Gn 3.13). Tentativas como estas são meros placebos. A consciência é implacável e não cede a vãs formulações humanas, ainda que teológicas, como as inclusivas (Rm 1.18-27; 2 Tm 4.3). A confissão e o afastamento do pecado são o remédio para a alma (Sl 41.4; Pv 28.13; Tg 5.16).


3. O debate no tribunal.

A consciência é como um tribunal que julga condutas, aprovando-as ou reprovando-as. Atua em relação ao presente (At 23.1), passado (1 Co 4.4; 2 Sm 24.10) e futuro (1 Sm 24.6; At 24.16). Funciona interagindo com as demais faculdades da alma, principalmente os pensamentos e os sentimentos (Rm 2.15; 9.1; 1 Co 8.12). A consciência costuma entrar em longos debates com os pensamentos, que a questionam e aprofundam a análise das ações. Esse processo gera na mente um exame interior, uma investigação pessoal (1 Co 11.28), com o objetivo de alcançar um veredicto favorável — o testemunho de uma consciência limpa (2 Co 1.12).


Em casos assim, mesmo que acusações externas prevaleçam, como ocorria com Paulo em Cesareia, há paz interior em função da consciência estar sem ofensa (At 24.1-16). Então, há descanso para a alma.

 

SINÓPSE II

A consciência atua como um tribunal interior que acusa, defende e julga nossas atitudes diante de Deus e dos homens.


AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

TAMBÉM PERECERÃO.

Todos os que continuam no pecado (isto é, que se opõem e desafiam a Deus e seguem seus próprios caminhos), ainda que tenham pouco ou nenhum conhecimento da lei de Deus, serão julgados e condenados, porque têm uma ciência de Deus e algum conhecimento de certo e errado (vv. 14-15). Deus não salvará automaticamente os que não ouvirem a sua mensagem, nem lhes dará uma segunda chance depois da morte. Embora Ele os julgue de acordo com o conhecimento que eles têm e a oportunidade que tiveram, eles ainda terão que responder com fé ao único Deus verdadeiro – confiando nele para obterem a vida eterna e o cumprimento dos seus propósitos. A consequência eterna para aqueles que não tiveram uma oportunidade adequada de ouvir e receber a mensagem de perdão e nova vida por intermédio de Jesus Cristo deve nos motivar a fazer todos os esforços para levar a sua mensagem a todas as pessoas, de todas as nações (veja Mt 4.19, nota; 9.37, nota)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2019).


III – A CONSCIÊNCIA É FALÍVEL

1. Defeitos da consciência.

A Bíblia menciona consciências defeituosas: cauterizada (insensível ao pecado) (Ef 4.19; 1 Tm 4.2), fraca (legalista) (1 Co 8.7-12) e contaminada ou corrompida (Tt 1.15). Para a consciência funcionar bem é preciso estar corretamente educada e cuidada à luz da genuína Palavra de Deus, no Espírito Santo (1 Tm 1.5,19; Rm 9.1). Todo desequilíbrio é perigoso. A insensibilidade leva à complacência com o pecado, mas a hipersensibilidade produz extremismo, onde tudo é pecado. E é nesse campo que agem as seitas, manipulando e aprisionando almas incautas, como faziam os falsos mestres do primeiro século (Cl 2.16-23).

  

2. Deus, o Supremo-Juiz.

Apesar de sua grande importância no exercício de juízo moral, o pronunciamento da consciência não tem valor absoluto ou definitivo. Como disse Paulo: “Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor” (1 Co 4.4). Devemos sempre nos submeter humildemente a Deus, ainda que nossa consciência não nos acuse. Somente Ele, o Supremo-Juiz, pode sondar nosso interior e expor os mais profundos desígnios de nosso coração, mesmo os que nos sejam ocultos (Sl 139.23,24; 19.12,13). Às vezes nos consideramos corretos e precisamos ser confrontados para reconhecer nossos pecados. Davi permaneceu insensível e rigoroso até ser repreendido através do profeta Natã (2 Sm 12.1-13). Pedro precisou ouvir o canto do galo (Lc 22.54-62). Pecados do espírito, como soberba e orgulho, são os que mais se escondem (Pv 16.18).


SINÓPSE III

A consciência pode ser corrompida ou enganada, e só funciona corretamente quando guiada pela Palavra e pelo Espírito Santo.


CONCLUSÃO

Devemos manter nossa consciência sempre pura; renovada e iluminada por meio do contínuo estudo da Bíblia, nossa infalível regra de fé e prática (Sl 119.18,34,130; 2 Tm 3.16,17). Se ela nos acusar, não nos esqueçamos: o sangue de Cristo é poderoso para purificar a consciência de todo aquele que, arrependido, confiar no poder do seu sacrifício (Hb 9.14). Cheguemo-nos sempre a Ele com inteira certeza de fé (Hb 10.22).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que é a consciência?

Do grego syneidesis (“saber com”), a consciência é uma faculdade inata, ou seja, todos nascem com ela. É como um sensor instalado na alma humana.


2. Como se deu a primeira manifestação da consciência?

Deus estabeleceu uma lei específica – a proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal – com o anúncio da penalidade: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). O homem transgrediu e experimentou o funcionamento acusativo da consciência: culpa, vergonha e medo.


3. O que é o direito natural?

Todo o ser humano nasce com um conteúdo normativo fundamental na alma, que é a lei moral, também chamada de lei da natureza ou direito natural.


4. Como a consciência funciona?

A consciência funciona como um órgão de acusação ou defesa, mas também exerce função judicante (Sl 51.3).


5. A consciência é infalível?

A Bíblia menciona consciências defeituosas: cauterizada (insensível ao pecado) (Ef 4.19; 1 Tm 4.2), fraca (legalista) (1 Co 8.7-12) e contaminada ou corrompida (Tt 1.15).

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