Mostrando postagens com marcador tricotomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tricotomia. Mostrar todas as postagens

Lição 13 Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a Eternidade (4° Trimestre de 2025)

Classe: Adultos | Data: 28 de Dezembro de 2025

Lição 13 Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a Eternidade | 4° Trimestre de 2025 | Classe: Adultos | Data: 28 de Dezembro de 2025 | Comentarista: Pr. Silas Queiroz

REVISTA: Corpo, Alma e Espírito – A Restauração Integral do Ser Humano para Chegar à Estatura Completa de Cristo



Lições Bíblicas Adultos 4° Trimestre 2025, CPAD Lições Adultos, Corpo Alma e Espírito CPAD, Escola Dominical CPAD, Lições Bíblicas Pr. Silas Queiroz, Lições Bíblicas 2025.



****
Compartilhar:

Lição 12 O Espírito Humano e o Espírito de Deus (4° Trimestre de 2025)

Lições Bíblicas Adultos – 4° Trimestre 2025 | CPAD

REVISTA: Corpo, Alma e Espírito – A Restauração Integral do Ser Humano para Chegar à Estatura Completa de Cristo

Comentarista: Pr. Silas Queiroz 

TEXTO ÁUREO

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8.16)

VERDADE PRÁTICA

Além do seu testemunho em nosso espírito, o Espírito Santo age no íntimo de nosso ser intercedendo, edificando e produzindo o seu fruto.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Rm 1.9 - Servindo a Deus no espírito

Terça - 2 Co 7.13 - Recebendo refrigério no espírito

Quarta - 1 Co 6.17 - Um mesmo espírito com o Senhor

Quinta - 1 Co 6.20 - Glorificando a Deus no espírito

Sexta - 1 Co 14.14 - Línguas estranhas: o espírito ora bem

Sábado - Ef 3.16 - Fortalecidos pelo Espírito no homem interior

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.14-16; 1 Coríntios 14.14; Gálatas 5.22,23

Romanos 8

14 - Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

15 - Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.

16 - O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 


1 Coríntios 14

14 - Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.

Gálatas 5

22 - Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

23 - Contra essas coisas não há lei.


Hinos Sugeridos: 75, 131, 227 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

A Palavra de Deus nos revela a profunda comunhão entre o espírito humano e o Espírito de Deus. Através de fundamentos bíblicos e da experiência pentecostal, podemos contemplar como o Espírito Santo desperta, guia, edifica e frutifica na vida do crente. Que esta aula seja marcada pela edificação e sensibilidade à ação do Espírito.


2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Ensinar como o Espírito Santo inicia e fundamenta a vida espiritual, despertando a consciência, gerando fé, ensinando as verdades divinas; II) Mostrar como o Espírito Santo atua na comunicação com Deus e no auxílio ao crente, testificando a filiação divina e intercedendo em seu favor; III) Enfatizar como o Espírito Santo edifica o crente através da oração em línguas e produz as virtudes do Fruto do Espírito, que representam o ápice da vida cristã.

B) Motivação: A obra multifacetada do Espírito Santo em nosso ser, desde a conversão até a santificação diária, capacita-nos para uma vida cristã autêntica e frutífera. Quando estudamos um tema como este, a nossa fé é fortalecida e a comunhão com Deus é revigorada.

C) Sugestão de Método: Para enfatizar o ensino do terceiro tópico, sugerimos que você faça uma breve exposição sobre a oração em línguas como um recurso de edificação espiritual que opera no espírito do crente, mesmo sem o entendimento intelectual. Em seguida, abra espaço para testemunhos breves (se apropriado para a classe) sobre como a oração em línguas ou outras manifestações do Espírito têm edificado suas vidas, focando na edificação interior e na comunhão com Deus. Em seguida, prossiga com uma atividade prática para explorar o "Fruto do Espírito": peça para três ou cinco alunos escolher uma ou duas virtudes (amor, gozo, paz, etc.). Eles deverão discutir como essa virtude se manifesta no dia a dia do cristão e apresentar um breve exemplo ou caso prático. Encerre com um convite à prática de "viver e andar no Espírito", buscando a manifestação dessas virtudes em suas vidas.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: A lição nos convida a buscar uma comunhão mais profunda com o Espírito Santo diariamente, permitindo que Ele guie, ensine e produza em nossas vidas o verdadeiro fruto que glorifica a Cristo, refletindo a autenticidade da vida cristã. Ao fazermos isso, nossa fé se fortalece no Senhor."


4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 103, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Novo Relacionamento com Deus", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o assunto "A Obra Inicial do Espírito"; 2) O texto "O Espírito nos Auxilia", ao final do segundo tópico, aprofunda o assunto "Testemunho, Intercessão e Edificação".


INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos alguns aspectos da obra do Espírito Santo no espírito humano. Trataremos do despertar da consciência, da fé, do ensino em toda a verdade, da intercessão, da edificação pelo orar em línguas e do fruto do Espírito. Veremos como o Espírito de Deus é imprescindível para uma vida espiritual autêntica e frutífera.


PALAVRA-CHAVE: Comunhão


I – A OBRA INICIAL DO ESPÍRITO

1. Consciência e fé.

A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão. Jesus falou sobre essa obra de convencimento: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8). Ainda no espírito humano, o Espírito de Deus remove a incredulidade, produzindo fé mediante a Palavra (Rm 10.17; Ef 2.8), o que também atinge as faculdades da alma (Rm 10.9,10). Opera-se, então, a regeneração, o nascimento “da água e do Espírito” (Jo 3.5).


O espírito que estava “morto” (separado de Deus) é vivificado; recebe uma nova vida, vinda de Deus (Ef 2.1). Esse novo homem, o homem espiritual, obtém uma mente renovada e passa a viver guiado pelo Espírito de Deus. Assim, a pessoa que ainda não foi transformada por Deus, ou seja, o homem natural, não consegue entender as coisas que vêm do Espírito de Deus. Para ela, essas coisas parecem sem sentido, como se fossem loucura. Isso acontece porque só é possível compreender essas verdades por meio da ação do Espírito (1 Co 2.14,15).


2. A pedagogia do Espírito.

A regeneração é o início de uma nova dimensão de vida. Uma nova vida, agora espiritual, em comunhão com o Espírito de Deus: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Co 2.12). Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). Portanto, não podemos nos conformar com uma mente carnal, que pensa conforme os padrões deste mundo, cheio de vozes iníquas que querem nos influenciar, como filosofias, ideologias e “novas” teologias (Cl 2.8).


3. A renovação da mente.

Devemos viver em constante contato com o Espírito de Deus, para que, com uma mente sempre renovada, desfrutemos da sabedoria divina, imprescindível para nosso viver diário (Rm 12.2). Para isso, é fundamental uma vida de consagração total (Rm 12.1), da qual fazem parte a oração e a leitura das Escrituras, disciplinas espirituais das quais tratamos na lição anterior (Tg 1.5,6; Sl 119.105). Não há área de nossa vida acerca da qual o Espírito não tenha uma segura direção. Ele pode nos guiar em toda a verdade (Jo 16.13). Ouçamos o Espírito!


4. Voz e luz. 

Quando tiramos tempo para ouvir o Espírito, Ele fala de muitas maneiras ao íntimo de nosso ser: traz sabedoria e revelação (Ef 1.17), esclarece questões duvidosas (At 15.28) e gera entendimento e paz (Rm 8.14). Ele — o Espírito de Deus — ilumina os olhos do nosso coração (Ef 1.18). Nesse texto, coração (kardia) significa “homem interior”. Portanto, a expressão de Paulo contempla o espírito humano, que, entrelaçado com a alma e inseparável dela, são esses “olhos” — o centro da percepção espiritual — através dos quais recebemos iluminação do Espírito para compreendermos as verdades divinas, fundamentais para esta vida e para a vida eterna: “para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).


AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“REGENERAÇÃO

Regeneração, ou nascimento espiritual, é uma recriação interna (um novo nascimento interior) da espiritualidade de uma pessoa —  uma transformação da vida de dentro para fora (Rm 12.2; Ef 4.23-24). É uma obra do Espírito Santo, pois através dele Deus transmite às pessoas o dom da vida eterna. Essa transformação marca o início de um novo relacionamento pessoal com Deus para aqueles que entregam sua vida a Cristo (Jo 3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, editada pela CPAD.


SINÓPSE I

O Espírito Santo desperta a consciência, gera fé e renova a mente, ensinando e guiando o crente para uma vida espiritual.


AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“O NOVO RELACIONAMENTO COM DEUS

Paulo usou a adoção para ilustrar o novo relacionamento do cristão com Deus. Na cultura romana, o filho adotado perdia todos os direitos que possuía em relação à família anterior, e recebia todos os direitos de filho legítimo em sua nova família. Ele se tornava herdeiro dos bens de seu novo pai. Da mesma forma, quando alguém se torna um cristão, recebe todos os privilégios e responsabilidades de filho na família de Deus. Um dos mais importantes privilégios é ser guiado pelo Espírito Santo (ver Gl 4.5,6). Possivelmente existam ocasiões em que não sentimos que pertencemos a Deus, mas o Espírito testemunha que somos. Sua presença em nosso interior nos faz lembrar quem somos e nos encoraja com o amor de Deus (5.5). Não somos mais escravos atemorizados, ao contrário, somos filhos de Deus. Que privilégio! Como filhos, participamos dos grandes tesouros como co-herdeiros de Cristo. Deus já nos deu suas melhores dádivas: seu Filho, seu perdão e a vida eterna. Ele nos encoraja a pedir qualquer outra coisa que possamos necessitar” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.1565).


II – TESTEMUNHO, INTERCESSÃO E EDIFICAÇÃO

1. O Espírito testifica ao espírito.

Romanos 8 é riquíssimo quanto ao tema da função do espírito humano na comunicação com Deus. Tratando da vida do cristão — a vida no Espírito —, Paulo menciona a adoção espiritual, que é testificada pelo Espírito Santo ao espírito do crente regenerado: “O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). Essa comunicação entre o Espírito de Deus e o espírito humano traz convicção e segurança em Cristo, o que somente pode ser compreendido por meio da fé. Por isso, Paulo orava pelos efésios, para que Cristo habitasse, pela fé, em seus corações e pudessem compreender e conhecer o amor de Cristo, “que excede todo o entendimento” (Ef 3.19).


2. O Espírito intercede.

Ainda em Romanos 8 vemos Paulo tratando de outra ação do Espírito de Deus junto ao espírito humano: a intercessão em nosso favor (vv.26,27). Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.2,27). Isso nos lembra do ensino de Paulo aos Efésios, sobre a amplitude da ação divina em nosso favor, que não se limita ao que pedimos ou pensamos, mas é conforme a presença do Espírito em nós (Ef 3.20). O Senhor sempre nos surpreende com o seu extraordinário agir! Uma das razões disso, certamente, é a ação do Espírito no processo de intercessão. Ele prescruta nosso interior para muito além de nossa compreensão, agindo em nosso espírito. Como Salomão escreveu: “O espírito do ser humano é a lâmpada do Senhor, a qual examina o mais profundo do seu ser” (Pv 20.27 – NAA).


SINÓPSE II

O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus e intercede em nosso favor de maneira profunda e além do nosso entendimento.


AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“O ESPÍRITO NOS AUXILIA

Como cristão, você não depende de seus recursos para lidar com os problemas. Mesmo quando não souber as palavras certas para orar, o Espírito Santo ora com e por você, e Deus responde. Com o Espírito o ajudando a orar, você não precisa ter receio de aproximar-se de Deus. Peça ao Espírito Santo para interceder por você segundo a vontade de Deus. Então, quando levar seus pedidos ao Pai, confie que Ele sempre faz o melhor. [...] Mas essa promessa não é para todos, é apenas para os que amam a Deus e são chamados por Ele; é somente para aqueles a quem o Espírito Santo convenceu de receber a Cristo. Tais pessoas têm uma nova perspectiva, uma nova maneira de pensar” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.1566).


III – EDIFICAÇÃO E FRUTO DO ESPÍRITO

1. O espírito ora bem.

A ação do Espírito de Deus na esfera do espírito humano é vista também na Carta aos Coríntios, quando Paulo ensina sobre as línguas estranhas: “Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (1 Co 14.14). As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1 Co 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1 Co 14.4). Paulo não apenas orava, mas também cantava em línguas (1 Co 14.15). Que desfrutemos mais desse extraordinário recurso de edificação espiritual, aperfeiçoando nosso espírito na comunhão do Espírito de Deus. Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder.


2. O ápice da vida cristã.

Outra maravilhosa obra do Espírito Santo no crente é a produção das virtudes listadas por Paulo em Gálatas 5.22. Chamadas de fruto do Espírito, representam o ápice da vida cristã e envolvem nosso ser por inteiro. O espírito do convertido é santificado pelo Espírito de Deus dia após dia: “haveis sido santificados [...] pelo Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). A obra do “Espírito de santificação” (Rm 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1 Co 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25).


SINÓPSE III

A oração em línguas edifica o espírito, e o Espírito Santo produz virtudes que representam o ápice da vida cristã, como amor, gozo e paz.


CONCLUSÃO

É Cristo quem proporciona essa profunda comunhão do espírito humano com o Espírito de Deus. Como Paulo afirma, “o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito” (1 Co 6.15-17). Por isso, não nos enganemos: quando o Espírito de Deus age em nós Ele sempre glorifica a Cristo (Jo 16.14).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como se dá a obra inicial do Espírito Santo em nós?

A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão.


2. O que é a pedagogia do Espírito?

Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26).


3. Como se dá o processo de intercessão do Espírito?

Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.26,27).


4. Qual a importância da oração em línguas?

Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”).


5. O que é viver e andar no Espírito?

A obra do “Espírito de santificação” (Rm 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1 Co 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25).

****
Compartilhar:

Lição 11 O Espírito Humano e as Disciplinas Cristãs (4° Trimestre de 2025)

Lição 11 escola dominical

Lições Bíblicas Adultos – 4° Trimestre 2025 | CPAD

REVISTA: Corpo, Alma e Espírito – A Restauração Integral do Ser Humano para Chegar à Estatura Completa de Cristo

Comentarista: Pr. Silas Queiroz

TEXTO ÁUREO

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” (1 Tm 4.8)

VERDADE PRÁTICA

As disciplinas espirituais são necessárias para o fortalecimento do espírito, assim como os exercícios físicos para a estrutura óssea e muscular.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Mt 4.1,2

Jesus dedicou-se ao jejum e à oração

Terça - Lc 6.12

Uma noite em oração

Quarta - Dn 6.10

A disciplina de Daniel

Quinta - 2 Tm 3.12

Vivendo a verdadeira piedade nas perseguições

Sexta - At 8.2

Homens piedosos

Sábado - 1 Pe 3.1-5

Mulheres piedosas

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 4.6-8, 13-16

6 - Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.

7 - Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.

8 - Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.

13 - Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.

14 - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.

15 - Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.

16 - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

Hinos Sugeridos: 7, 126, 442 da Harpa Cristã

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a importância das disciplinas cristãs. Partiremos do conceito de “piedade”, muito trabalhado por Paulo nas Epístolas Pastorais. Veremos que as disciplinas cristãs fazem parte de uma vida piedosa. Como o corpo precisa ser alimentado e exercitado todos os dias, o espírito precisa de disciplinas diárias para seu fortalecimento. As principais são a oração, o jejum e a meditação na Palavra de Deus.

Palavra-Chave: Disciplinas

Escola Dominical

I – A PIEDADE E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

1. Exercício corporal e piedade.

Escrevendo a Timóteo, Paulo apresenta um paralelo entre o exercício corporal e a piedade: “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Tm 4.8). O apóstolo não está desconsiderando de forma absoluta o valor do exercício corporal. Aliás, o labor físico de Paulo era constante em decorrência de suas longas e constantes viagens, como também Jesus fizera (2 Co 11.26; Mt 9.35). Contudo, ele enfatiza a sobre-excelência da piedade, em cujo conceito estão as disciplinas cristãs, os exercícios espirituais. Enquanto os exercícios corporais têm algum valor apenas para esta vida, a piedade nos traz benefícios nesta vida e na eternidade.

 

2. Piedade interna e externa.

Do grego eusebia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus. Tais condutas estão ligadas a fatores internos e externos. Ênfases exageradas no valor das obras produzem um entendimento limitado e incorreto dessa importante virtude, como visto no Catolicismo desde os tempos medievais.


Os escribas e fariseus também davam grande valor ao aspecto externo. Faziam longas orações, dizimavam e amavam cumprir publicamente seus deveres religiosos, mas interiormente estavam cheios de hipocrisia e de maldade (Mt 23.5-7, 14-23,28). A verdadeira piedade contempla as disciplinas espirituais externas, como a oração, o jejum e a leitura das Escrituras, mas sempre relacionadas a uma vida de sincera e profunda devoção a Deus, procurando agradá-lo em tudo — e isso inclui um viver justo e misericordioso com o próximo (Mt 23.23; Cl 3.23; Tg 2.14-17).


3. Piedade e discrição.

A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mt 6.5,6,16-18). Quanto ao jejum, aconselhou ações concretas para não dar sinais de estar jejuando: “quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas” (Mt 6.17-18). O que dizer dos que proclamam seus jejuns, inclusive nas redes sociais? Como Jesus enfatizou, se buscarmos glória humana nossa recompensa se resumirá a um reconhecimento efêmero, sem valor algum diante de Deus. O anúncio do jejum somente convém ser feito quando sua prática for coletiva. Ainda assim, de preferência apenas entre as pessoas envolvidas com o propósito (Et 4.16).


SINÓPSE I

A verdadeira piedade se manifesta por meio de atitudes internas e externas de devoção a Deus, fundamentadas em disciplinas espirituais como oração, jejum e leitura da Palavra.

AUXÍLIO DE VIDA CRISTÃ

“A GRAÇA DA DISCIPLINA

O homem que sabiamente se disciplina para a santificação compreende a necessidade de priorizar e orar, de ser realista e confiável, e que a falha faz parte do sucesso, mas este ímpeto vem de entender a graça. Tudo em sua vida parte da graça de Deus — sola gratia — apenas da graça!


A própria salvação vem apenas da graça. Estávamos mortos em nossas transgressões e pecados, cativos de forças tenebrosas, tão incapazes de salvar-nos quanto os cadáveres. “Mas... Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou... Porque pela graça, sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus... não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.4,8,9, itálicos do autor). Somos salvos pela graça de Deus, seu imerecido favor. Mesmo a melhor porcentagem de obras diminui a graça da salvação, conforme Paulo esclareceu diretamente: ‘E é pela graça, já não pelas obras; do contrário, a graça já não é graça’ (Rm 11.6)” (HUGHES, R. Kent. Disciplinas do Homem Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.202-03).


II – O DESAFIO DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS

1. A analogia do corpo.

Não é fácil manter uma rotina de exercícios físicos. Quanto menos se exercita, menos se quer exercitar. E quanto mais tempo parado, pior fica. A retomada costuma ser um processo doloroso e geralmente impõe limitações, impedindo que se alcance um estado ideal de mobilidade. Assim acontece também na vida espiritual. Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo. Os movimentos vão se tornando mais lentos e curtos. Há risco de atrofia e paralisia. O escritor aos Hebreus adverte: “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados” (Hb 12.12). A linguagem é metafórica, mas às vezes a fraqueza do espírito é tão profunda que é sentida no corpo. A Bíblia nos recomenda reagir (Jl 3.10; 1 Co 16.13)!

  

2. Apatia, engano e pecado.

A diminuição da prática da oração, do jejum e da meditação nas Escrituras causa a perda de discernimento e sensibilidade espiritual. As crenças profundamente bíblicas, antes consolidadas, aos poucos vão se tornando superficiais até serem substituídas por “filosofias e vãs sutilezas” (Cl 2.8), que normalizam o que antes era pecado (1 Jo 3.7,8). Cristãos e igrejas são dominados pelo secularismo e ideologias de perversão, e passam a ser conduzidos por princípios e valores do presente século (Lc 18.8; 2 Pe 2.1-3). Como estão nossas disciplinas espirituais pessoais e congregacionais?


"A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo.”


3. Da teoria à prática.

Muito mais que teoria, as disciplinas espirituais devem ser praticadas por todo cristão. Reservar um tempo no início do dia para oração e meditação nas Escrituras é fundamental. Sempre que possível, repetir a disciplina ao longo do dia, ainda que em momentos curtos. Já de noite, concluídas as tarefas cotidianas, voltar à leitura da Bíblia e à oração (Sl 55.17; Dn 6.10). Praticar jejuns. Manter uma frequência regular aos cultos, com especial dedicação às reuniões de oração e consagração. Ser aluno assíduo da Escola Dominical também é uma disciplina espiritual essencial que fortalece toda a família. De forma complementar, devemos nos edificar com hinos sacros e literatura cristã sadia (1 Tm 4.13; 2 Tm 4.13).


SINÓPSE II

Manter uma rotina espiritual exige esforço e constância, pois a negligência das disciplinas enfraquece a fé e abre espaço para a influência do pecado e do secularismo.


AUXÍLIO DE VIDA CRISTÃ

“O EXERCÍCIO DA PIEDADE

O apóstolo Paulo une esta ideia de exercício necessário ou disciplina, com a vida espiritual. Em 1 Timóteo 4.7 diz: “Exercita-te a ti mesmo em piedade”. O verbo exercita-te é derivado de uma palavra grega muito antiga da qual obtemos a palavra ginásio. Nos dias do Novo Testamento, isto se referia ao exercício e treinamento em geral. De certo modo, Paulo está dizendo: “Faze ginástica com a finalidade de obter a piedade”. Ele está exigindo um treinamento espiritual. É este exercício espiritual que Paulo julga muito mais importante que uma caminhada matutina pela cidade. Ele acrescenta: ‘Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Tm 4.8)’” (HUGHES, R. Kent. Disciplinas da Mulher Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.12).


III – AS DISCIPLINAS E A LUTA ESPIRITUAL

1. As astúcias do Maligno.

O cristão tem uma luta espiritual travada nas regiões celestiais, “contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Não podemos nos descuidar, desconsiderando esta realidade. O Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Ef 6.11).


Seu intento constante é nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (Jo 10.10; 1 Pe 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial. Precisamos viver em constante comunhão com Cristo, “orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Ef 6.18). Só Ele tem vida abundante para nos dar e pode nos guardar do Inimigo (Jo 10.28).


"De forma complementar, devemos nos edificar com hinos

sacros e literatura cristã sadia.”


2. Evitando as distrações.

Sabedores do quanto as disciplinas espirituais são indispensáveis para uma vida cristã vitoriosa, devemos nos apegar a elas, agindo com prudência na administração de nosso tempo (Ef 5.15,16). Para isso, é preciso evitar as distrações, das quais atualmente o celular é a principal. Tem se tornado uma compulsão acessar as redes sociais: ver mensagens no  WhatsApp, abrir o Instagram ou o Facebook ou assistir a um vídeo no Youtube — às vezes até mesmo nos templos em pleno culto! É a chamada dependência digital, que cresce a cada dia. Quando menos se percebe, o celular está à mão, mesmo sem qualquer propósito útil ou necessário. Que o Senhor nos guarde de todo vício!


SINÓPSE III

As disciplinas espirituais fortalecem o cristão contra as astutas investidas do Inimigo e devem ser praticadas com vigilância e resistência às distrações do mundo atual.


CONCLUSÃO

O exercício das disciplinas espirituais é fundamental para nos fortalecer e nos dar poder contra as forças das trevas (Lc 10.19,20; Mc 16.17,18). Assim como as necessidades físicas, nosso espírito precisa ser alimentando diariamente e por toda a vida (1 Ts 5.17; 1 Pe 2.2,3).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que é piedade?

Do grego eusebia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus.


2. Quais as principais disciplinas espirituais?

A oração, o jejum e a leitura das Escrituras.


3. O que Jesus recomendou sobre a prática das disciplinas espirituais?

A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mt 6.5,6; 16-18).


4. Qual o perigo da diminuição das disciplinas espirituais?

Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo.


5. Que relação tem as disciplinas com a luta espiritual do cristão?

O Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Ef 6.11). Seu intento constante é nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (Jo 10.10; 1 Pe 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial.


PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nesta lição, destacamos a importância das disciplinas espirituais como práticas indispensáveis à vida cristã piedosa. Assim como o corpo necessita de exercício, o espírito precisa de oração, jejum e meditação na Palavra para se manter forte e vigilante. Veremos que a piedade, firmada em disciplinas espirituais, é fonte de vida presente e eterna.


2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Explicar o conceito bíblico de piedade, distinguindo entre sua dimensão interna e externa; II) Despertar nos alunos a à consciência da necessidade de uma prática regular e perseverante das disciplinas espirituais; III) Conscientizar os alunos que as disciplinas espirituais são ferramentas essenciais na batalha contra as forças do mal.

B) Motivação: Esta lição fortalece a vida espiritual dos crentes, ensinando que a piedade se cultiva com práticas diárias de oração, jejum e meditação na Palavra. Seu ensino reafirma que a comunhão com Deus exige disciplina e nos desafia a viver uma fé prática e constante.

C) Sugestão de Método: Para enfatizar o segundo tópico desta lição, inicie o tópico propondo uma reflexão sobre a dificuldade de manter uma rotina de exercícios físicos e, em seguida, estabeleça um paralelo com a prática das disciplinas espirituais, conforme apresentado na lição. Em seguida, promova uma reflexão guiada com perguntas como: “Por que é tão difícil manter uma vida de oração e jejum?” e “O que nos distrai ou nos impede de buscar a Deus diariamente?”. Encerre com um desafio prático: cada aluno deve escolher uma disciplina espiritual para praticar com constância durante a semana, registrando breves anotações sobre as dificuldades e percepções vivenciadas, a fim de compartilhar na próxima aula. Isso tornará o ensino mais participativo, aplicado e transformador.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Precisamos avaliar nossa rotina espiritual e identificar o que tem enfraquecido nossa vida devocional. Então, podemos estabelecer um plano simples e realista para restaurar o hábito das disciplinas espirituais, com perseverança e sinceridade diante de Deus.


4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 103, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Graça da Disciplina”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o assunto “A Piedade e as Disciplinas Cristãs”; 2) O texto “O Exercício da Piedade”, ao final do segundo tópico, aprofunda o assunto “O Desafio das Disciplinas Espirituais”.

****
Compartilhar:

Revista Digital Cristão Alerta

baixar revista cristão alerta

Acesse Aqui As Edições de Nossa Revista

Participe do nosso canal no WhatsApp!

Fique por dentro das últimas atualizações e conteúdo exclusivo. Clique no botão abaixo para acessar diretamente o nosso canal no WhatsApp:

Acesse o Canal no WhatsApp

Fazer Pesquisas 🔍

LEIA TAMBÉM 👇

Nova edição em defesa da fé cristã