Lições Bíblicas Adultos Professor 1º Trimestre 2026 CPAD - A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas - Comentarista: Douglas Baptista
Lição 12 – O Filho e o Espírito - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
Lições Bíblicas Adultos Professor 1º Trimestre 2026 CPAD - A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas - Comentarista: Douglas Baptista
Lição 11 – O Pai e o Espírito Santo - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
Lições Bíblicas Adultos Professor 1º Trimestre 2026 CPAD - A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas - Comentarista: Douglas Baptista
Lição 10 – Espírito Santo — O Capacitador - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
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Lição 9 – Espírito Santo — O Regenerador - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
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Lição 8 – O Deus Espírito Santo - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
Lições Bíblicas Adultos Professor 1º Trimestre 2026 CPAD - A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas - Comentarista: Douglas Baptista
Lição 7 – A Obra do Filho - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
Lições Bíblicas Adultos, 1º Trimestre 2026 CPAD
REVISTA: A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único
Revelado em Três Pessoas Eternas
Comentarista: Douglas Baptista
Data da Aula: 15 de Fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.”(Fp 2.9)
VERDADE PRÁTICA
A humilhação
voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que
somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 12.2
O cristão precisa viver na vontade de
Deus
Terça - Jo 17.5
Jesus renunciou sua glória celestial
Quarta - Hb 12.2
Cristo está glorificado à direita do Pai
Quinta - Jo 19.30
Jesus completou a obra que o Pai lhe
confiou
Sexta - Hb 1.3
Cristo é Rei e Sacerdote
Sábado - Hb 9.28
Cristo voltará glorioso para buscar sua
Igreja
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.5-11; Hebreus 9.24-28
Filipenses 2
5 -
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo
Jesus,
6 - que, sendo em forma de Deus, não
teve por usurpação ser igual a Deus.
7 - Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando
a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 - e, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 - Pelo que também Deus o exaltou
soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 - para que ao nome de Jesus se dobre
todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 - e toda língua confesse que Jesus
Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Hebreus 9
24 -
Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do
verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face
de Deus;
25 - nem também para a si mesmo se
oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com
sangue alheio.
26 - Doutra maneira, necessário lhe fora
padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos
séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si
mesmo.
27 - E, como aos homens está ordenado
morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 - assim também Cristo, oferecendo-se
uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado,
aos que o esperam para a salvação.
HINOS SUGERIDOS: 39, 277, 491 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A obra do Filho de Deus se
revela em três dimensões: sua humilhação voluntária, sua obra redentora e sua
exaltação gloriosa. Nesta lição, veremos que Filipenses 2 e Hebreus 9 revelam
que Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi
exaltado pelo Pai. Confirmaremos que essa obra é completa, suficiente e eterna,
revelando que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I)
Explicar a humilhação voluntária de Cristo e sua obediência até a cruz; II)
Mostrar que a obra redentora do Filho é única, suficiente e vicária; III)
Ressaltar a exaltação gloriosa de Cristo e sua soberania universal.
B) Motivação: Ao
contemplarmos a trajetória de Cristo - da humilhação à exaltação -, entendemos
que a salvação não vem de nossos méritos, mas da obediência perfeita do Filho.
Sua cruz nos redime e sua exaltação garante nossa esperança. Essa verdade deve nos
inspirar a viver em santidade, submissão e expectativa do seu retorno.
C) Sugestão de Método:
Antes de iniciar a aula, escreva no quadro três palavras: Humilhação - Redenção
- Exaltação. Divida a classe em três grupos e entregue a cada grupo um conjunto
de versículos correspondentes (Fp 2.5-8; Hb 9.24-28; Fp 2.9-11). Peça que cada
grupo leia e prepare uma explicação simples sobre como o texto se relaciona com
sua palavra. Em seguida, cada grupo compartilha com a classe. Finalize
mostrando que essas três dimensões formam a obra completa de Cristo.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A obra do
Filho é perfeita e suficiente. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se
como sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado à destra do Pai, onde
reina soberano. Diante disso, devemos viver em obediência, gratidão e esperança,
aguardando com fidelidade o retorno triunfal de Cristo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador
Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos,
entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104,
p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao
final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de
sua aula: 1) O texto "A Glória Eterna e o Esvaziamento de Cristo",
localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tema da humilhação voluntária
do Filho de Deus; 2) O texto "O Sangue de Jesus Cristo", ao final do
segundo tópico, aprofunda o tema da Obra Redentora do Filho, tendo no
derramamento de sangue sua expressão máxima de salvação.
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus,
que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado, morreu em nosso lugar e
ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados,
mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição
visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua
humilhação, sua redenção e sua exaltação.
PALAVRA-CHAVE: Obra
I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo.
Paulo exorta a igreja de Filipos à
unidade e à humildade (Fp 2.1-4). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a
mente de Cristo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também
em Cristo Jesus” (Fp 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneō,
que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma,
os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por
Cristo (1 Jo 2.6). Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e
obediência (Jo 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo,
buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Rm 12.2). Como cristãos,
somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mt
11.29).
2. O esvaziamento de sua glória.
O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em
forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fp 2.6). Sendo Ele
igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (Jo 1.1) — preferiu
privar-se de seus direitos — não da sua divindade. Trata-se de um contraste com
o primeiro Adão, que almejou ser “como Deus” (Gn 3.5), enquanto Cristo, o
segundo Adão, sendo Deus, preocupou-se com o bem-estar dos outros (Fp 2.4b).
Essa realidade é confirmada quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a
forma de servo” (Fp 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis),
assumindo a natureza humana na forma de servo (Fp 2.7b; Hb 4.15). Isso não
significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na
eternidade com o Pai (Jo 17.5).
3. Obediência sacrificial até à cruz.
A obediência de Cristo foi plena, desde
a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo
obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Ele desceu à condição mais
humilde e morreu como servo (2 Co 8.9). Em obediência ao Pai e em favor dos
pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o
primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe
justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19). Essa verdade ratifica que
a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao
Pai (Jo 6.38). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos
méritos (Ef 2.8,9). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Rm
12.1).
SINÓPSE
I
A
humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A GLÓRIA ETERNA E O
ESVAZIAMENTO DE CRISTO
“Jesus Cristo é o Filho de
Deus, possuindo em sua própria essência a natureza divina, sendo, portanto,
igual ao Pai antes, durante e depois de seu tempo na terra (cf. Jo 1.1; 8.58;
17.24; 20.28; Cl 1.15,17; Mc 1.11; veja o artigo Os Atributos de Deus, p.
1025). Em outras palavras, Jesus é, foi e sempre será Deus. O fato de Cristo
não ter considerado ‘usurpação ser igual a Deus’ significa que Ele,
voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para
viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que
pudéssemos ser salvos. A expressão grega utilizada é ekenōsen (do verbo kenoō,
derivado de kenos, ‘vazio, vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’.
Isso não quer dizer que
Jesus tenha renunciado à sua divindade (isto é, à sua plena natureza como
Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas divinas,
incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza
(2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus
(Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse esvaziamento implicou não apenas a suspensão
voluntária de seus privilégios divinos, mas também a aceitação do sofrimento
humano, de maus-tratos, do ódio e, em última instância, da maldição da morte na
cruz” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD,
2022, p.2199).
II – A OBRA REDENTORA DO
FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio
levítico.
O sumo sacerdote entrava no Santo dos
Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio
— o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e
pelos do povo (Lv 16.11-15). Esse sacrifício era repetido anualmente porque não
era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25). O sumo sacerdote terreno era
uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17). O
santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo, para
interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2). A entrada única de Cristo no
santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).
Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o
sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).
2. O Sacrifício único e suficiente.
Na Antiga Aliança, ofereciam-se
sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas
(Hb 9.25; 10.1-4). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi
definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez,
para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax)
indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno
(Hb 10.10). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena
e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao
morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Não
há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (At 4.12). O
Calvário é suficiente. Jesus é tudo!
3. A substituição vicária.
A expressão “vicária” vem do latim
vicarius, que significa “em lugar de outro”. A substituição vicária é
inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado, e
precisa ser punido (Rm 5.21). Em virtude disso, Deus não poupou seu próprio
Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo sobre si a
penalidade que nos era destinada (Rm 8.32). No sistema sacrificial da Lei, os
animais oferecidos tipificavam essa substituição, mas não removiam o pecado (Hb
10.4). Em Cristo, o Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva:
“na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo
sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26b). Assim, em adoração devemos viver para
Cristo que por nós morreu (2 Co 5.15).
SINÓPSE
II
A obra
redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O SANGUE DE JESUS CRISTO.
O sangue de Jesus Cristo,
que representa o seu sacrifício pelos nossos pecados, está intimamente ligado
ao conceito de redenção no Novo Testamento, isto é, à salvação espiritual
[...]. Ao morrer na cruz, Jesus derramou o seu sangue inocente para remover os
nossos pecados e restaurar a possibilidade de desfrutarmos de um relacionamento
correto com Deus (Rm 5.8,19; Fp 2.8; cf. Lv 16). Por meio de seu sangue, Jesus
realizou uma grande obra:
(1) Seu sangue fornece o
perdão para os pecados de todos aqueles que se convertem de suas próprias
maneiras e depositam sua fé em Cristo (Mt 26.28).
(2) Seu sangue resgata
(isto é, restaura) todos os verdadeiros crentes do controle de Satanás e dos
poderes malignos (At 20.28; Ef 1.7; 1 Pe 1.18-19; Ap 5.9; 12.11). (3) Seu
sangue justifica (isto é, torna correto com Deus) todos os que confiam a vida a
Ele (Rm 3.24-25)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de
Janeiro: CPAD, 2022, p.2315).
III – A EXALTAÇÃO
GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai.
Após sua humilhação voluntária, o Filho
foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou
soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência
perfeita (Fp 2.8). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação
acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à
posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo
de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).
Estar assentado ali expressa o
reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas
voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante
nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como
Rei dos reis (Ap 19.16).
2. Um nome acima de todo nome.
Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que
é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter
e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a
Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara
ao seu poder e posição (Ef 1.21a). Isso significa que Cristo foi exaltado acima
de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa
era e também no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem
mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pe 3.22). Portanto, o nome de Jesus não é
apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor
delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as
forças do mal (Mc 16.17,18).
3. Soberania universal e retorno
triunfal.
A Escritura revela que todas as
criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta
para a plena soberania de Cristo (At 2.36). A confissão universal de que “Jesus
Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária, por aqueles que creem
e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10), e, compulsória, por aqueles que o
rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11). Hebreus
completa a visão escatológica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará
para levar para si os que o esperam (Hb 9.28). Essa vinda será em glória, poder
e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou
para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar
eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).
SINÓPSE
III
A
exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o
triunfo final da Igreja.
CONCLUSÃO
A obra do Filho é completa, suficiente e
gloriosa — da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar,
ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar
eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver em comunhão com essa verdade,
aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador. Vivamos como servos daquEle
que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu sangue.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que
significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa
renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.
2. A Obra Redentora do Filho está
fundamentada em quê e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa
de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.
3. Por que o sacerdócio levítico foi
substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era
imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
4. O que a exaltação de Cristo ao
voltar para o Céu e assentar-se no trono garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e
intercessão contínua de Cristo.
5. O nome de Jesus é um símbolo de
fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor
delegou à Igreja o uso de seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as
forças do mal.
Lição 6 – O Filho como o Verbo de Deus - Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre 2026 – CPAD
Lições Bíblicas Adultos, 1º Trimestre 2026 CPAD
REVISTA: A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único
Revelado em Três Pessoas Eternas
Comentarista: Douglas Baptista
Data da Aula: 8 de Fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e
de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a
revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a
glória do Pai.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda - Jo 1.1-3
O Verbo eterno e divino
Terça - Jo 1.14
O Verbo se fez carne
Quarta - Êx 25.8-9
Deus habita entre o povo
Quinta - Jo 1.17
Graça e verdade por Cristo
Sexta - Jo 1.18
O Filho unigênito revelou o Pai
Sábado - Cl 1.15-19
Cristo, a imagem do Deus invisível
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-5,14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 - Ele estava no princípio com Deus.
3 - Todas as coisas foram feitas por
ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a
luz dos homens;
5 - e a luz resplandece nas trevas, e as
trevas não a compreenderam.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou
entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de
graça e de verdade.
HINOS SUGERIDOS:
20, 175, 182 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos
Jesus Cristo como o Verbo eterno de Deus - plenamente divino, Criador e
revelador do Pai. Com base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos
que Ele é Deus desde a eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos
homens. Destacaremos também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de
Deus, cheia de graça e de verdade.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I)
Explicar a preexistência e a divindade do Verbo; II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e
como fonte de vida e luz; III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena
revelação do Pai.
B) Motivação: O apóstolo
João, inspirado pelo Espírito Santo, começa seu Evangelho revelando que Jesus
não é apenas um homem especial - Ele é o próprio Deus, eterno e criador, que se
fez carne para revelar o Pai. Essa revelação exige de nós adoração, obediência
e proclamação.
C) Sugestão de Método:
Antes de iniciar a aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador
e Revelador. Peça a três voluntários que segurem cada palavra na frente da
turma. Explique que, no prólogo de João, Jesus é apresentado nessas três dimensões:
Eterno (sempre existiu e é Deus), Criador (todas as coisas foram feitas por
Ele) e Revelador (veio para mostrar quem é o Pai).
Em seguida, leia João
1.1-18 e, a cada título, peça ao aluno que o segura que dê um passo à frente,
ilustrando como essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo.
Finalize destacando João 1.14 e mostrando que, quando Cristo veio, o eterno, o
criador e o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O Cristo que
servimos é o Verbo eterno, Deus de toda a eternidade, que criou todas as coisas
e revelou plenamente o Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o
Evangelho. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em Jesus,
vemos o próprio Deus.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador
Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos,
entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104,
p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao
final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de
sua aula: 1) O texto "O Verbo", localizado depois do primeiro tópico,
aprofunda o tema do Verbo como pessoa distinta em relação ao Pai no Tópico
"O Verbo como Deus Eterno"; 2) O texto "A Vida era a Luz dos
Homens", ao final do segundo tópico, aprofunda o tópico "O Verbo como
Criador".
INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta
o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de
forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória
do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa
revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o Filho de Deus — onde o
invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi
manifestado em Cristo Jesus
PALAVRA-CHAVE: Verbo
I – O VERBO COMO DEUS
ETERNO
1. O Verbo preexistente.
O prólogo de João (dezoito versículos
iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo”
(Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia
(Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de
referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo”
(gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos
pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta
o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo
1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou
a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio
(Cl 1.17).
2. O Verbo como pessoa distinta.
No texto bíblico, João afirma que “o
Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus)
comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o
Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade
da Trindade (Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são
formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes
desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).
"Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnóstico num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai.”
3. O Verbo é da mesma essência do
Pai.
Ainda no versículo de abertura, João
revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós)
aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas.
Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou
inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A
omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas,
mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da
mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai:
eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus”
ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade
(Cl 1.15; 2.9).
SINÓPSE
I
O
Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O VERBO.
João começa o seu
Evangelho (isto é, o relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de Jesus
Cristo) chamando Jesus de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para
definir Jesus, o apóstolo o apresenta como a Palavra pessoal de Deus, por meio
da qual todas as coisas vieram à existência (v. 3; cf. Gn
1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que
Deus tem falado conosco através de seu Filho (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as
próprias palavras de Jesus procedem diretamente de Deus (Jo 8.28; 14.24). A
Palavra escrita de Deus declara que Jesus Cristo é a sabedoria divina para nós
em todos os aspectos, ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os
propósitos do Senhor (1Co 1.30; Ef 3.10-11; Cl 2.2-3). Além disso, a Escritura
descreve Jesus como a perfeita revelação da natureza e da personalidade do Pai
(Jo 1.3-5, 14, 18; Cl 2.9) — Cristo é Deus em forma humana. Assim como as
palavras de uma pessoa revelam seu coração e sua mente, Cristo, como ‘o Verbo’
(isto é, a Palavra), revela o coração e a mente de Deus (Jo 14.9). [...] A
relação entre o Verbo e o Pai. (a) Cristo estava ‘com Deus’ antes da criação do
mundo (cf. Cl 1.15). Ele é uma pessoa que existe eternamente – não tem começo
nem fim – diferentemente de Deus Pai, mas em um relacionamento eterno e uniforme
com Ele. (b) Cristo é divino (‘o Verbo era Deus’), tem a mesma natureza, o
mesmo caráter e o mesmo modo de ser que o Pai (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo
Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação.
A Bíblia declara que “no princípio,
criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bārā’,
termo reservado à atividade criadora de Deus (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7).
Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo
(Hb 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo
Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm
1.20; Ap 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo
1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é
obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na
criação do universo (Hb 1.2).
2. A fonte da vida.
O apóstolo João enfatiza com clareza que
“nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo.
Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda
forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1 Jo 5.11,12).
A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica
da divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele
compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,
assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade
afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho,
apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9;
17.5).
3. A luz dos homens.
O texto bíblico assevera que “a vida era
a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a
compreenderam” (Jo 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus,
porque nEle não há trevas alguma (1 Jo 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado
como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz
(Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt
4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 –
NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego
katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e
nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho
de Deus (Rm 13.12).
SINÓPSE
II
Como
Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode
prevalecer contra Ele.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS.
(1) A ‘vida’ (gr. zōē) é
um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é
descrito como o Pão da Vida (Jo 6.35, 48) e a Água da Vida (Jo 4.10-11; 7.38).
Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo
6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é
‘a vida’ (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo
(cf. Jo 14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele
(Jo 17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phōs) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João,
mais do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de Jesus é a luz
para todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a Deus e aos seus
planos para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A
verdade, a natureza e o poder de Deus foram manifestados em Cristo e estão
disponíveis a todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35-36, 46). Em Jesus também
podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1 Jo 1.7)” (Bíblia
de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
III – O VERBO COMO
REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo.
João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8).
O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”.
Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de Deus
habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse
tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Cl
2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e
humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do Pai
(Hb 1.1).
"Essa verdade afirma que a vida,
eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho.”
2. A plenitude da graça e da verdade.
João, testemunha ocular da encarnação do
Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”
(Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a
presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a
glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra
plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o
conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (Jo 1.17a), Cristo
encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a
verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a
plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a
todos os homens (Tt 2.11).
3. O revelador do Deus invisível.
No último versículo de seu prólogo, João
afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio
do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é
invisível e inacessível (Êx 33.20; 1 Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de
forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenēs theos)
significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — o Filho da
mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade
e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem
me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).
SINÓPSE
III
O
Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.
CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que
revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente
manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé
cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem
visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à
humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o
próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida
no mundo.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como é chamado o
prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.
2. O que os gregos
pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.
3. Qual é o texto bíblico
em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.
4. A declaração “nele,
estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito
do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.
5. A expressão “Deus
Unigênito” significa literalmente o quê?
“O Deus único gerado” — o Filho da mesma
essência do Pai.
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