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Os três Ofícios de Jesus Cristo

Na época do Antigo Testamento havia três classes de mediadores entre Deus e seu povo: o profeta, o sacerdote, e o rei. Como perfeito Mediador (1 Tim. 2:5), Cristo reúne em si mesmo os três ofícios. Jesus é o Cristo-Profeta que ilumina as nações; o Cristo-Sacerdote que se ofereceu como sacrifício pelas nações; o Cristo-Rei que reinará sobre as nações.

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Jesus seria Chamado de Nazareno?

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Onde se encontra no Antigo Testamento a profecia que diz que Jesus seria chamado de “Nazareno”?


📖 Se no Antigo Testamento não tem nenhuma profecia que afirme que o Cristo seria chamado “Nazareno”, por que Mateus afirma que Jesus foi morar em Nazaré para cumprir tais profecias? Como interpretar corretamente o texto que lemos em Mateus 2.23?

Nos evangelhos encontramos a realização das promessas de Deus, vemos o Verbo Divino se encarnar e habitar entre nós, cheio de graça e verdade (Jo 1.14). Em se tratando da construção textual dos evangelhos, sabemos que cada autor descreveu os acontecimentos da vida e obra do Senhor Jesus com um olhar próprio. Embora os sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) narrem a história por uma ótica similar, cada um dos evangelistas tem as suas especificidades e singularidades, em cada relato constatamos detalhes, ênfases que são peculiares de cada autor, sabemos que Mateus escreveu para os judeus, Marcos para os romanos, Lucas para os gregos e João para todos os cristãos de modo geral.

📖 O evangelho de Jesus Cristo,segundo Mateus, fora escrito provavelmente nos anos 60 do século I da era cristã. O autor, Mateus não “assina” sua obra, embora existam divergências em torno de quem seria o verdadeiro escritor da obra em apreço, os pais da igreja, os apologistas, reformadores e a maioria dos eruditos concordam que este Mateus, é o mesmo que também era chamado de Levi, que antes de ser comissionado pelo Senhor Jesus, era um publicano, coletor de impostos (Mt 9.9-13; Mc 2.14-17; Lc 5.27-32)

Mateus procurou ao longo do seu relato apresentar com argumentos e provas cabais que Jesus era o Messias prometido conforme as escrituras e profecias veterotestamentárias. Há que se registrar que, segundo Warren Wiersbe, Mateus faz pelo menos 129 citações ou alusões ao Antigo Testamento, é evidente o uso dessas referências por Mateus, que sendo judeu e conhecendo as tradições do seu povo, sabia que esse embasamento seria uma conditio sine qua non para dar veracidade a sua narrativa, e há registros dos pais da igreja que afirmam Mateus escreveu esse relato primeiramente em Hebraico.

📖 Pois bem, ao analisarmos o texto, “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mateus 2.23 ARC). Ao contrário de outras citações de profecias do AT, como por ser exemplo Miqueias 5.2, que se cumpre a risca em Mateus 2.1-6; essa citação em questão não aparece de forma direta em nenhum livro da antiga aliança.

Em relação à problemática proposta, Mateus faz uso de questões etimológicas e de aplicações de raízes semânticas de profecias do AT, o nome Nazaré em hebraico é Nezér,que significa broto, rebento ou renovo. Nesta perspectiva, Mateus está utilizando-se de profecias que apresentam Jesus como o Messias que é a raiz do tronco Davídico, senão vejamos: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará (Is 11.1); “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5); “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o meu servo, o renovo”.

Portanto, é a aplicação do significado do vocábulo Nazaré no texto hebraico que faz com que Mateus utilize profecias do Antigo testamento para corroborar que Jesus era o messias prometido conforme a Lei e os Profetas.

Referências: Artigo: Geovane Leite
HOLLADAY, William L. Léxico hebraico e aramaico do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2010.
WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Vol. 5. Santo André: Geográfica Editora, 2006.

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A Ressurreição de Jesus é Tão Real Quanto o ar que Inspiramos

A importância da ressurreição é tamanha, que o apóstolo Paulo chega a afirmar que se Cristo não ressuscitou a nossa pregação e fé são inúteis (1 Co 15.14)
INTRODUÇÃO

Nos primeiros versículos da introdução ao livro de Atos, Lucas menciona a ressurreição de Jesus, que é um acontecimento histórico e fundamento central da fé e da doutrina cristã. Desde que Jesus ressuscitou que os seus opositores tentam desacreditar os fatos (Mt 28.11-15). Contudo, as evidências internas do Novo Testamento, e a nossa própria experiência com o Cristo vivo, não nos deixam dúvidas sobre a historicidade da ressurreição do Senhor.

I - A ressurreição anunciada

A ressurreição de Jesus foi anunciada por ele próprio em algumas ocasiões (Mt 16.21-23; 17.22-23; 20.17-19; Lc 18.31-34; Mc 8.31; 9.31; 10.32-34; Jo 2.19; 10.17,18).

II - A ressurreição evidenciada

Durante os quarenta dias que antecederam a sua ascensão (At 1.3) ele se revelou:
(a) à Maria (Mc 16.9-11; Jo 20.14-28);
(b) às mulheres (Mt 28.9-10);
(c) aos dois discípulos no caminho de Emaús (Mc 16.12,13; Lc 24.13-22);
(d) a Pedro (Lc 24.34);
(e) aos apóstolos (Mt 28.16-20; Mc 16.14-20; Lc 24.36-43; Jo 20.19-29; 21.1-24; 1 Co 15.3-5, 7);
(f) a mais de quinhentos irmãos de uma só vez (1 Co 15.6); 
(g) a Paulo (1 Co 15.8);
(h) a João na ilha de Patmos (Ap 1.9-20).

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III - A ressurreição proclamada

Uma clara evidência da ressurreição de Jesus foi a ousadia dos apóstolos em anunciá-la, arriscando a própria vida por isso. Em Atos Lucas registrou a proclamação da ressurreição de Jesus feita por Pedro (At 2.22-32; 3.14-15,26; 4.10,33; 5.30; 10.39-42) e por Paulo (At 13.29-37; 17.1-3,30,31).

IV - A ressurreição ensinada

A ressurreição de Jesus é assunto também tratado e exposto nas epístolas (Rm 4.24,25; 6.4,9; 7.4; 8.11, 34; 10.9; 1 Co 6.14; 15.4,12,13,14,15,16,17,20; 2 Co 4.14; 5.15; Gl 1.1; Ef 1.20; 2.6; Cl 2.12-13; 3.1; 1 Ts 1.10; 4.14; 2 Tm 2.8; 1 Pe 1.21).

CONCLUSÃO

A importância da ressurreição é tamanha, que o apóstolo Paulo chega a afirmar que se Cristo não ressuscitou a nossa pregação e fé são inúteis (1 Co 15.14), somos considerados falsas testemunhas (1 Co 15.15), permanecemos em nossos pecados (1 Co 15.17), os que dormiram em Cristo estão perdidos (1 Co 15.18), e ao esperarmos apenas nesta vida somos os mais miseráveis dos homens (1 Co 15.19).

Adaptação/Reverberação: Site Cristão Alerta
Referência: GERMANO, Altair. SÉRIE DOUTRINAS E PRÁTICAS CRISTÃS: Atos.  Didaskalias Publicações. Paulista – PE, 2020

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A Volta de Jesus foi ensinada amplamente na Bíblia

INTRODUÇÃO
A volta de Jesus foi um acontecimento esperado pelos apóstolos ainda em seus dias. O lugar e importância desta doutrina nas Escrituras é indubitável. A volta de Jesus foi ensinada amplamente na Bíblia, e até hoje mantém acesa e firme a "bendita esperança" de todo crente.

I - A volta de Jesus ensinada nas Escrituras

O próprio Jesus declarou que voltaria:
(a) pessoalmente (Jo 14.3; 21.20-23);
(b) inesperadamente (Mt 24.32-51; 25.1-3; Mc 13.33-36); 
(c) repentinamente (Mt 24.25-28);
(d) na glória de Seu Pai e Seus anjos (Mt 16.27; 19.28; 25.31-46;
(e) triunfantemente (Lc 19.11-27);
(f) brevemente (Ap 3.11; 22.12).

Os varões vestidos de branco afirmaram no momento de sua ascensão que ele voltaria da mesma forma como estava indo (At 1.10-11).

Os escritores das epístolas ensinaram sobre a volta de Jesus:
💡 (a) Pedro (II Pe 3.3,4; 3.8-10);
💡 (b) Paulo (1 Co 15.51,52; Fp 3.10, 21; 1 Ts 4.16,17; 2 Ts 1.7-10; Tt 2.13);
💡 (c) o autor de Hebreus (Hb 9.28; 10.37);
💡 (d) Tiago (Tg 5.7,8);
💡 (e) Judas (Jd v. 14,15);
💡 (f) João (1 Jo 2.28; 3.2,3; Ap 1.7; 22.12).

II - A primeira fase da sua volta

Entendemos pelas Escrituras que o Senhor voltará em duas fases. Na primeira fase Jesus descerá do céu antes da grande tribulação (Mt 24.21; Ap 3.10), os crentes vivos serão transformados, e os que morreram em Cristo ressuscitados (1 Co 15.51-57), e juntos serão arrebatados secretamente para encontrar-se com o Senhor nos ares (1 Ts 4.16,17).

O termo arrebatamento deriva do grego harpazo e do latim raptus. Tudo isso acontecerá num instante brevíssimo (gr. en atomõ). Após o arrebatamento os crentes comparecerão diante do tribunal de Cristo (gr. bema) para julgamento das suas obras e premiação (Lc 14.14;Rm 14.10; 1 Co 3.10-15; 4.4-5; 2 Co 5.10; Ap 22.12).

A expressão "dia de Cristo" se relaciona à recompensa e à bênção dos santos na vinda do Senhor (1 Co 1.7,8; 5.5; 2 Co 1.14; Fp 1.6,10; 2.16). Os crentes participarão também das bodas do Cordeiro (2 Co 11.2; Ef 5.25-27; Ap 19.7-9).

III - A segunda fase da sua volta

Na segunda fase ele voltará:
🔥 (a) com poder e grande glória (Mt 24.29-31; Lc 21.25-28); 
🔥 (b) todo o olho o verá (Ap 1.7);
🔥 (c) virá com os santos (Jd 14);
🔥 (d) pisará o Monte das Oliveiras (Zc 14.3-5);
🔥 (e) limpará a sua eira (Mq 4.12,13; Mt 3.12);
🔥 (f) julgará as nações (SI 110.5,6; Zc 14.1-4; J1 3.2; Ap 16.13-16; 17.14).

A sua vinda em glória é chamada de "Dia do Senhor", sendo ele terrível, onde seus adversários serão julgados e castigados (J11.15; 2.1,11,31; 3.14; Am 5.18,20; Sf 1.7,14; Ml 4.5; Is 2.12; 13.6-9; Ez 13.5; 30.3; At 2.20; 1 Ts 5.2; 2 Ts 2.2; 2 Pe 3.10).

As expressões "aquele dia", "o dia" ou "grande dia", se referindo ao Dia do Senhor, aparecem mais de setenta e cinco vezes no Antigo Testamento. O anti-cristo e o falso profeta serão presos (Ap 19.19-20) e os seus seguidores mortos (Ap 19.21). Satanás será preso por mil anos (Ap 20.1-3), para depois ser solto, derrotado e lançado no lago de fogo, onde já estarão a besta e o falso profeta, e onde serão atormentados continuamente e para todo o sempre (Ap 20.7-10). Será implantado o milênio (Ap 20.5,6). Acontecerá o julgamento final (Ap 20.11-15). Um novo céu e uma nova terra serão criados (Is 65.17,18; 66.22; 2 Pe 3.13; Ap 21.1).

CONCLUSÃO

Em breve estaremos livres de todas as aflições, perseguições, opressões e dores. Todos os crentes salvos em Cristo Jesus desfrutarão da bendita esperança.

Teremos um novo corpo (1 Co 15.35-58), o veremos como ele é e nos tornaremos semelhantes a ele (Fp 3.20,21; 1 Jo 3.2,3), receberemos a coroa da justiça (2 Tm 4.8), de glória (1 Pe 5.4) e da vida (Ap 2.10). Consolemo-nos uns aos outros com estas palavras (1 Ts 4.18). Jesus está voltando. Maranata!

Adaptação/Reverberação: Site Cristão Alerta
Referência: GERMANO, Altair. SÉRIE DOUTRINAS E PRÁTICAS CRISTÃS: Atos.  Didaskalias Publicações. Paulista – PE, 2020

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