Subsídios lição 2: A fé de Abrão nas promessas de Deus
Subsídios lição 2: A fé de Abrão nas promessas de Deus
Auxílio bíblico para a Lição 2 — aprofunde-se com os conteúdos completos na Revista Cristão Alerta | 2° Trimestre 2026 - Classe dos Adultos
Este estudo nos conduzirá através de três momentos cruciais na vida de Abraão: seu retorno do Egito e a separação de Ló; as consequências das escolhas feitas por ambos; e a prática espiritual consistente de Abraão em edificar altares de adoração.
I. ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ
1. Contenda entre os Pastores (Gn 13:7)
"E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló". O termo hebraico para "contenda" implica uma disputa verbal, um conflito de interesses. Esta não era uma simples discussão, mas uma contenda séria que ameaçava a paz e o testemunho da família de Abraão.
Note que o texto especifica que a contenda era "entre os pastores", não diretamente entre Abraão e Ló. Isto sugere que os próprios patriarcas ainda mantinham uma relação respeitosa, mas seus subordinados estavam em conflito. Frequentemente, os problemas surgem não no topo da liderança, mas entre aqueles que servem. Pastores competindo por poços de água, por pastagens verdes, por espaço para suas tendas - estas eram questões práticas e urgentes na vida nômade.
O versículo 7 acrescenta um detalhe crucial: "e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra". Por que o Espírito Santo inspirou Moisés a incluir esta informação? Porque a contenda entre os servos de Abraão e Ló estava acontecendo diante dos olhos dos pagãos! O testemunho da família de Abraão perante os povos da terra estava sendo comprometido.
Como poderiam ser luz para as nações se estavam brigando entre si? Esta verdade ecoa através dos séculos até nós. Jesus disse em João 13:35: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros".
Paulo exortou a igreja em Filipenses 2:14-15: "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa". Nosso testemunho diante do mundo depende de como nos relacionamos uns com os outros.
A contenda também revela uma verdade espiritual importante: a prosperidade material pode trazer tensões relacionais. Quando ambos eram menos prósperos, não havia conflito. Mas à medida que suas posses aumentaram, surgiram problemas. Isto não significa que a prosperidade seja má, mas que requer sabedoria espiritual adicional para ser gerenciada adequadamente. A bênção de Deus não nos isenta de desafios; muitas vezes, nos traz novos tipos de provações.
2. Abrão e Ló Se Separam (Gn 13:8-9)
Diante da contenda, Abraão tomou a iniciativa para resolver o conflito. Sua abordagem revela maturidade espiritual e sabedoria: "Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos" (v. 8).
Observe vários aspectos da postura de Abraão:
Primeiro, ele reconheceu o problema abertamente. Não fingiu que tudo estava bem quando claramente não estava. A honestidade é essencial para resolver conflitos.
Segundo, ele apelou para o relacionamento: "porque irmãos somos". Ló era seu sobrinho, mas Abraão o tratava como irmão. O relacionamento era mais importante que pastagens ou poços de água. Que lição para nós! Quantas vezes permitimos que questões materiais destruam relacionamentos preciosos?
Terceiro, ele propôs uma solução prática: separação geográfica. "Não está toda a terra diante de ti?" (v. 9). Abraão reconheceu que, às vezes, a melhor solução para o conflito é criar espaço. Isto não é covardia; é sabedoria. Nem todo conflito precisa ser resolvido através de confronto direto; alguns são melhor resolvidos através de distanciamento prudente.
Quarto, ele demonstrou generosidade extraordinária. Culturalmente, Abraão, sendo o mais velho e o líder da família, tinha o direito de escolher primeiro. No entanto, ele ofereceu a Ló a primazia da escolha: "se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda". Esta é a essência da humildade cristã - preferir o outro a si mesmo (Filipenses 2:3).
Por que Abraão pôde ser tão generoso? Porque sua confiança não estava na melhor terra, mas no Deus que havia prometido abençoá-lo. Quando nossa segurança está em Deus, podemos nos dar ao luxo de ser generosos. Quando nossa segurança está em posses materiais, nos tornamos mesquinhos e possessivos.
3. As Escolhas de Cada Um (Gn 13:10-13)
A resposta de Ló à generosa oferta de Abraão revela seu caráter e suas prioridades. O texto diz: "E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada" (v. 10).
Ló tomou sua decisão baseado puramente em considerações visuais e materiais. Ele "levantou os olhos" e "viu". Não há menção de oração, busca de direção divina ou consideração de fatores espirituais. Ele viu que a região era "bem regada", comparável ao " jardim do SENHOR" (Éden) e à "terra do Egito" (conhecida por sua fertilidade devido ao Nilo).
Que trágica ironia! A comparação com o Egito deveria ter sido um sinal de alerta para Ló. O Egito representava o lugar onde Abraão havia errado, o lugar de onde Deus os havia tirado. Mas Ló, cegado pela cobiça, escolheu o que parecia próspero aos olhos humanos. O versículo 12 registra a progressão de Ló em direção ao pecado: "Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma".
Inicialmente, ele apenas acampou "até" Sodoma - próximo, mas não dentro. Mas sabemos, pelo restante da narrativa, que eventualmente ele se mudou para dentro da cidade (Gênesis 14:12; 19:1). Este é o padrão da tentação: começamos nos aproximando, depois nos estabelecendo, e finalmente nos identificando completamente com o mundo.
O versículo 13 adiciona uma nota sombria: "Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR". Ló escolheu associar-se com pessoas que eram notoriamente ímpias. Ele priorizou prosperidade material sobre santidade espiritual.
Em contraste, Abraão "habitou na terra de Canaã" (v. 12). Ele permaneceu onde Deus o havia chamado para estar. Sua escolha não foi ditada pela aparência, mas pela fé nas promessas de Deus. Ele confiou que Deus o abençoaria onde quer que estivesse, desde que fosse o lugar da vontade divina.
Esta narrativa nos ensina um princípio vital: nossas escolhas revelam nossas prioridades e moldam nosso destino. Ló escolheu com base no que era atraente aos olhos; Abraão escolheu com base na fé. Ló buscou o que parecia melhor; Abraão buscou onde Deus o queria. As consequências destas escolhas se desenrolariam nos próximos capítulos de Gênesis.
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