Lição 13: A Missão Continua em Nós | 3° Trimestre 2026 CPAD

TEXTO ÁUREO
“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10)
VERDADE PRÁTICA
Importa que a Igreja pregue o Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da terra.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mc 13.10
Importa que o Evangelho seja pregado a todas as nações
Terça - At 1.8
O Evangelho avança até os confins da terra
Quarta - At 28.30,31
O Evangelho é anunciado com ousadia e sem impedimento
Quinta - Rm 10.14,15
A pregação é o meio de Deus para alcançar as nações
Sexta - 2 Tm 2.9
As circunstâncias não impedem o avanço do Evangelho
Sábado - Mt 28.18-20
A Igreja é enviada para anunciar o Evangelho a todos os povos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 28.18-20; Atos 1.8; Efésios 2.13-18
Mateus 28
18 - E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 - Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 - ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!
Atos 1
8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e serme-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
Efésios 2
13 - Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 - Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 - na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 - e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 - E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
18 - porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
Hinos Sugeridos: : 115, 127, 227 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Ao iniciar esta lição, lembremos de que a missão da Igreja não é projeto humano, mas desígnio eterno de Deus. A autoridade de Cristo e o poder do Espírito sustentam o chamado que nos envia até os confins da terra. Ensinar este tema é reacender no coração da classe a consciência de que fomos alcançados para alcançar. A missão continua porque o Senhor permanece conosco, e sua graça ainda reúne povos em um só Corpo.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar o mandato universal de Cristo à luz da Grande Comissão; II) Demonstrar o papel do Espírito na expansão missionária da Igreja; III) Conduzir o aluno a assumir compromisso pessoal com missões.
B) Motivação: A missão não é apenas tema doutrinário, mas identidade da Igreja. Estudar esta lição é compreender que fomos alcançados para alcançar. Ao refletir sobre o mandato de Cristo e o poder do Espírito, a classe será despertada a perceber que a obra continua e que cada crente tem parte ativa nela.
C) Sugestão de Método: No fechamento do trimestre, conduza a classe a reconstruir o percurso estudado - da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os gentios - destacando como o Espírito Santo dirigiu cada etapa da expansão. Retome Atos 1.8 como eixo estruturante da narrativa e mostre que o livro termina, mas a missão não. Retome Atos 1.8 como eixo da narrativa e mostre que Atos 28.30,31 afirma que Paulo pregava com toda ousadia e sem impedimento, indicando que nada pôde deter o avanço do Evangelho. Conclua desafiando a turma a reconhecer seus "confins da terra" e assumir compromisso ativo com a missão.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Se a missão continua, nossa fé não pode ser passiva. Cada crente é chamado a viver como testemunha onde está: na família, no trabalho e na igreja. Orar, contribuir, discipular e anunciar fazem parte da vida cristã autêntica. Alcançados pela graça, tornamo-nos instrumentos para alcançar outros.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 106, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Espírito Santo e a Glória do Cristo Exaltado", localizado depois do segundo tópico, aprofunda a reflexão a respeito do poder do Espírito para a Missão; 2) O texto "Começando em Jerusalém", localizado ao final do terceiro tópico, amplia o estudo sobre a continuidade do chamado missionário.
INTRODUÇÃO
A missão da Igreja nasce do mandato de Cristo e do poder do Espírito Santo, tendo como alvo todas as nações. Desde o princípio, o plano de Deus sempre foi alcançar também os gentios, rompendo barreiras étnicas e culturais. A expansão do Evangelho confirma que Deus não faz acepção de pessoas e chama todos para o seu Reino. Assim, a Igreja é essencialmente missionária e permanece chamada a anunciar Cristo até os confins da terra (At 28.30,31).
PALAVRA-CHAVE: COMISSÃO
I – O MANDATO UNIVERSAL DE JESUS
1. A autoridade de Cristo sobre todas as nações (Mt 28.18).
Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra, Jesus afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja. Essa autoridade, confirmada após a ressurreição, garante que a ordem missionária não se apoie em força humana, mas no senhorio do Cristo glorificado. Por isso, a missão é universal e inegociável. Em Atos 1.8, o Senhor revela o meio dessa missão: o poder do Espírito Santo. Sem a ação do Espírito, não há testemunho eficaz; sem missão, a Igreja perde sua razão de existir. Hoje, essa mesma autoridade continua sustentando a proclamação do Evangelho em todas as realidades onde a Igreja está inserida.
A IGREJA ATUAL é chamada a manter-se fiel ao mandato missionário, certa de que o retorno glorioso de Cristo encontrará um povo comprometido com a proclamação do Reino.”
2. A ordem de fazer discípulos em todas as etnias (Mt 28.19).
A Grande Comissão revela que o Evangelho não reconhece fronteiras culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas as nações é o desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os povos (Mc 16.15). O discipulado vai além da conversão inicial: envolve ensino, formação espiritual e transformação de vida. Assim, a Igreja dos gentios confirma que o plano de Deus sempre foi incluir todos os povos em seu Reino. Essa missão continua vigente, chamando cada cristão a testemunhar com fidelidade até a volta de Cristo.
3. A promessa da presença de Cristo até o fim (Mt 28.20).
A ordem missionária vem acompanhada de uma promessa consoladora: Jesus estaria com sua Igreja todos os dias, até a consumação dos séculos. Essa presença constante, manifestada pelo Espírito Santo, sustenta a obra missionária mesmo em meio às adversidades. Não caminhamos sozinhos; o Senhor é nosso ajudador (Hb 13.5-6). Essa certeza fortalece a fé, renova a esperança e garante que a missão de Deus não falhará. Assim, confiantes na presença de Cristo, avançamos para compreender como essa missão se concretiza na expansão do Evangelho entre os gentios.
SINÓPSE I
A autoridade de Cristo fundamenta e ordena a missão universal.
II – O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA MISSÃO
1. A capacitação do Espírito Santo para testemunhar (At 1.8a).
Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja só é possível mediante a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é humano, nem resultado de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina que concede ousadia, discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de Cristo (Lc 24.49).
Esse poder capacita o crente a viver em santidade e a comunicar eficazmente o Evangelho. Além disso, o Espírito Santo atua no coração dos ouvintes, convencendo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Ele revela o pecado da incredulidade, manifesta a justiça de Deus em Cristo (2 Co 5.21) e aponta para o juízo já decretado sobre Satanás, assegurando que a missão não depende apenas de quem anuncia, mas do agir soberano de Deus.
2. A expansão geográfica e espiritual do Evangelho (At 1.8b).
A missão cristã é progressiva e expansiva. O testemunho começa em Jerusalém, alcança a Judeia e Samaria e se estende até os confins da terra. Essa progressão revela o plano divino para a evangelização mundial e estrutura o próprio livro de Atos (1–7; 8–12; 13–28). A expressão “confins da terra” aponta para todos os povos, culturas e regiões, sem distinção. Assim, o Evangelho rompe limites geográficos, étnicos e culturais, demonstrando que o plano de Deus sempre foi alcançar toda a humanidade (Rm 15.20).
3. A missão como responsabilidade de toda a Igreja. Paulo mostra que a fé nasce ao ouvir a mensagem proclamada do Evangelho (Rm 10.13–15).
A missão não é tarefa exclusiva de líderes, mas responsabilidade de toda a Igreja. Todos os crentes foram chamados para anunciar as virtudes de Deus (1 Pe 2.9). Ser enviado é um privilégio e uma honra, pois “quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas” (Is 52.7 — NAA). Assim, fortalecida pelo Espírito e consciente de sua vocação, a Igreja segue proclamando o Evangelho, agora considerando como esse anúncio encontra respostas diferentes no coração humano.
SINÓPSE II
O Espírito capacita e impulsiona a expansão missionária.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O ESPÍRITO SANTO E A GLÓRIA DO CRISTO EXALTADO
“A partida de Jesus não causou tristeza aos discípulos. Eles sabiam que o Espírito Santo viria em seguida, e lhes seria, de forma invisível, o que seu Mestre havia sido de forma visível: ‘Vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei” (Jo 16.7). Enquanto os discípulos olhavam seu Mestre subindo, talvez pensassem: Quão grande e rico dom deve ser o Consolador!
Se sua presença custa a ida do Mestre! O Espírito Santo não iria comunicar à Igreja o Cristo terrestre, e sim o celestial, que voltou a ser investido da glória que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, equipado com os infinitos tesouros da graça que Ele comprara mediante sua morte na cruz” (PEARMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na força e na unção do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.11).
III – A GRANDE COMISSÃO E A CONTINUIDADE DO CHAMADO MISSIONÁRIO
1. A inclusão dos gentios no Corpo de Cristo (Ef 2.11–16).
Em Efésios 2.11–16, Paulo afirma que os gentios, antes separados, sem esperança e alheios às promessas, foram aproximados de Deus por meio do sangue de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de separação”, abolindo as ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si mesmo um novo homem e estabelecendo a paz. A obra redentora de Cristo reconciliou ambos em um só corpo, formando uma nova comunidade espiritual. Assim, a Igreja é composta de judeus e gentios unidos em Cristo, confirmando que o Evangelho é universal e que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34–36). A inclusão dos gentios revela que a salvação não pertence a um grupo específico, mas é oferecida a todos pela graça.
2. A continuidade da missão até a volta de Cristo.
Jesus ensina que, antes do fim, “importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações” (Mc 13.10). Mesmo em meio a perseguições, crises e instabilidades, a missão não pode ser interrompida. A pregação do Evangelho é parte do plano soberano de Deus e deve prosseguir até a consumação dos tempos. Assim como a Igreja Primitiva perseverou em anunciar Cristo apesar das adversidades, a Igreja atual é chamada a manter-se fiel ao mandato missionário, certa de que o retorno glorioso de Cristo encontrará um povo comprometido com a proclamação do Reino.
3. O compromisso da Igreja atual com missões locais e transculturais.
Paulo exorta Timóteo a pregar a Palavra “a tempo e fora de tempo”, revelando que a missão exige perseverança, fidelidade e prontidão (2 Tm 4.2). Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve anunciar o Evangelho em contextos locais e transculturais, sustentando, enviando e indo. A missão é global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc 16.15). Manter viva a chama missionária é um dever espiritual, pois “ai de mim se não anunciar o evangelho” (1 Co 9.16). Assim, a Grande Comissão permanece como o compromisso permanente da Igreja até que Cristo volte.
SINÓPSE III
A missão continua na Igreja até a volta gloriosa de Cristo.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“COMEÇANDO EM JERUSALÉM.
Sentimos uma vocação para ir a um campo missionário estrangeiro? O melhor teste da nossa vocação é nosso zelo espiritual pelo próximo, aqui, onde moramos. Se não estamos sendo uma bênção para as pessoas cuja língua e costumes conhecemos, dificilmente uma viagem marítima operará essa transformação milagrosa. O amor que transformará o mundo tem que começar em casa, embora não termine ali. [...] Os discípulos não deviam ficar com os olhos fitos no céu. Jesus voltaria mais tarde. Nesse ínterim, haveria o serviço de Cristo para fazer. A contemplação que não nos leva a enfrentar os deveres cristãos com zelo e ardor não tem proveito.
O Novo Testamento tem muitos mistérios transcendentes, tais como a Trindade, a encarnação da divindade, a expiação e outros. Existe o perigo de nos ocuparmos com os mistérios da Trindade e nos esquecermos do próprio Senhor. De nos dedicarmos ao estudo da expiação que venhamos a nos esquecer daqueles pelos quais Jesus morreu” (PEARMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na força e na unção do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.14,15).
CONCLUSÃO
A Igreja nasceu com vocação missionária. A expansão do Evangelho entre os gentios confirma que a salvação não conhece fronteiras étnicas, culturais ou geográficas. Somos herdeiros diretos da missão confiada à Igreja Primitiva e chamados a dar continuidade a esse legado. Cabe a nós proclamar Cristo a todos os povos, com fidelidade e compromisso, anunciando, discipulando e testemunhando até a volta do Senhor Jesus. A missão continua, e a responsabilidade é de toda a Igreja.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como e por quem foi estabelecido o fundamento da missão da Igreja?
Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra, Jesus afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja.
2. O que revela a Grande Comissão, no tocante a fazer discípulos de todas tribos, línguas e nações?
A Grande Comissão revela que o Evangelho não reconhece fronteiras culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas as nações é o desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os povos (Mc 16.15).
3. Segundo Atos 1.8, como a gloriosa e desafiadora missão da Igreja se torna possível a seres humanos tão limitados?
Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja só é possível mediante a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é humano, nem resultado de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina que concede ousadia, discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de Cristo (Lc 24.49).
4. O que Paulo afirma em Efésios 2.11–16, demonstrando que judeus e gentios foram reconciliados em um só corpo por meio da obra de Cristo?
Em Efésios 2.11–16, Paulo afirma que os gentios, antes separados, sem esperança e alheios às promessas, foram aproximados de Deus por meio do sangue de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de separação”, abolindo as ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si mesmo um novo homem e estabelecendo a paz.
5. O que a igreja de hoje deve fazer diante do chamado registrado em Mateus 28.19,20 e em Marcos 16.15?
Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve anunciar o Evangelho em contextos locais e transculturais, sustentando, enviando e indo. A missão é global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc 16.15).